segunda-feira, 31 de julho de 2006

Silly Post


Estamos na tal época em que 3/4 de Portugal tenta afundar aquele rectângulo pseudo-inglês-alemão-francês-holandês-espanhol -e afins ali do sul do país. E como a preguiça é uma das características dos veraneantes que por lá passam, aqui vos deixo mais um daqueles pensamentos que fazem deste blog um "silly blog" durante a maior parte do tempo. Eu própria chego a interrogar-me se sou eu mesma a escrever alguns dos textos que até me dão algum gozo a teclar.



domingo, 30 de julho de 2006

Já não há pachorra!!

Mas há alguém que no seu perfeito juízo, num domingo à tarde solarengo,no penúltimo dia de Julho, tenha paciência para ver pela milionésimacentésimaquinquagésimanona vez, O Senhor dos Anéis? Tenham dó, porra!

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Auto-elogio, antes de me ir de vez...a sério, prometo que vou já, já.

You Are Animal

A complete lunatic, you're operating on 100% animal instincts.
You thrive on uncontrolled energy, and you're downright scary.
But you sure can beat a good drum.
"Kill! Kill!"

E pronto


O blog vai a banhos. Boas férias para quem vai e bons dias para quem fica.
Deixo-vos aí muito para ler. Usem o rato até lá baixo.
Mas para que não estranhem ou pensem que me tornei demasiado séria, também vos deixo isto:



Não sei quem demonstra ter mais mau gosto: se a pessoa tatuada, se quem me enviou a foto por e-mail (ai que ele dá-me um tiro um dia destes), se eu por partilhar convosco uma aberração destas. Gosto de tatuagens, mas esta bate qualquer uma aos pontos no que toca a arte corporal.
Será que ele precisou de anestesia para fazer uma anormalidade destas? Será que o/a tatuador/a não se sentiu constrangido/a por pegar em coisa alheia? E será que quando tiver 73 anos, a serpente ainda se exibirá lustrosa e potente?
Quem lhe decepasse a cabeça, a ver se ele aprendia a não brincar com coisas sérias!

Aurora premonitória

Hoje ia ser um dia diferente, ela sentia-o. Tinha acordado mais cedo, inclusive sem necessidade de despertador, o que não era habitual. Sentia-se bem, forte, determinada, sorridente, com vontade de enfrentar o mundo de alma e cara lavadas. A manhã, ainda orvalhada mas já evidenciando um dia luminoso e ameno, só podia ser um bom prenúncio. E com um dia assim, há que o aproveitar da melhor maneira, de máquina fotográfica em redor do pescoço e toca a dar ao dedinho, pensou ela. O duche matinal foi substituído por um longo banho de imersão. Só não voltou a adormecer porque a música de fundo seleccionada era demasiado ... sonora. Mas não tão barulhenta que pudesse incomodar os seus vizinhos. O violino electrónico da Vanessa Mae incutia-lhe ritmo, energia, vontade de acelerar, de dançar, de sapatear enquanto preparava o seu pequeno-almoço...Não, hoje não ficaria em casa a tomar o seu pão seco, torrado, do dia anterior e a ver as notícias da manhã. Sem se preocupar em arrumar o que já tinha desarrumado, arranjou-se, colocou a máquina dentro da mochila, saltou para dentro dos seus ténis velhos e algo mal cheirosos e saiu porta fora, com um ar confiante. Nas escadas cruzou-se com a Dª Albertina que já regressava a casa vinda da padaria. Deu-lhe os "bons dias" em tom cantado e com um sorriso franco. O aroma a pão quente acabado de sair do forno aumentou-lhe o apetite e recordou-a que, na véspera, o seu jantar tinha sido apenas uma taça de cereais em frente a uma televisão deplorável. É o que dá não ter horas para sair do escritório. Sai-se quando o trabalho acaba, não quando o relógio manda. Como o trabalho parecia nunca acabar, ontem saiu a horas indecentemente tardias, depois de o guarda-nocturno ter feito a sua primeira ronda ao edifício. A Dª Albertina foi a primeira pessoa com quem tomou conhecimento quando decidiu mudar-se para aquele prédio. Uma senhora distinta, com cabelos brancos que impunham respeito, sempre vestida com bom gosto, sempre maquilhada e perfumada, sempre pronta para qualquer ocasião. Fazia-a lembrar a sua avó materna. A Dª Albertina era uma pessoa interessantíssima que sabia contar histórias, que sabia encantar quem a escutasse. Já tinham passado alguns serões juntas e sempre se sentiu bem acolhida por esta senhora que emanava elegância, confiança e sabedoria, próprias duma pessoa que soube viver a vida e respeitar os outros. Como a invejava! Mas hoje não ia deixar-se levar por estes pensamentos deprimentes, Hoje tinha outros planos e nada nem ninguém iriam interferir. Na padaria, onde ainda não era considerada cliente habitual, sentiu o olhar inquisidor do dono, como que a perguntar "o que é que lhe deu para vir cá hoje e tão cedo?". "Pois bem, nem o teu sorriso mais simpático me vai fazer falar e contar-te os meus porquês", pensou ela. Já numa mesa a um canto, deu uma vista de olhos pelos jornais diários. Começou, como sempre fazia desde que o acidente ocorreu, pelo obituário - ninguém que conhecesse - e ia lendo as letras gordas, os títulos, das últimas para as páginas iniciais. Não estava com paciência para leituras demoradas. Sentia-se excitada, a fervilhar por dentro. Não sabia muito bem porquê, mas gostava desta sensação. Saber que a sua preciosa máquina fotográfica iria daqui a pouco recomeçar a registar aqueles detalhes tão óbvios para o mais comum dos mortais, mas tão escondidos para a maioria dos transeuntes que passavam sem ver, acalentava-lhe ainda mais a esperança de um dia fantástico. Sentia que hoje iria recuperar um dos seus velhos hábitos que tanto prazer lhe tinha dado no passado. Tinha neste momento a oportunidade de escolher por onde queria começar. Decidiu-se pela Avenida do Mar, que sabia que terminava na zona degradada da cidade onde ainda habitavam alguns pescadores e as suas numerosas famílias. Tinha esperança de poder encontrar aquele que a retirou do carro acidentado, aquele que não teve nojo de tocar na sua pele naturalmente escura, aquele que não olhou para o lado perante duas pessoas pretas a precisarem urgentemente de ajuda médica.

quinta-feira, 27 de julho de 2006

"Que importância têm os pêlos na tua vida?", perguntou a Robina

Ora aqui está uma questão bastante pessoal, a que me disporei desde já a responder.
A minha camada pilosa é de extrema importância por razões de saúde, por razões de estética e por razões de evolução social. Se há uns anos atrás, enquanto adolescente, nem sequer me imaginava de outra maneira que não fosse com o cabelo comprido, até meio das costas, hoje o cenário é o oposto. Os cabelos compridos eram uma questão de moda e por muito que eu dissesse que não era menina de modas, neste aspecto, deixei-me derrotar. Hoje, abaixo dos ombros já se torna demasiado comprido, pesado e faz-me sentir uma ursa despenteada. Se enquanto adolescente, ainda pouco ligava aos pêlos que teimavam em desfear os meus membros inferiores e em persistentemente nascer debaixo dos braços e quando me decidia a lidar com eles, era mesmo com uma gillette daquelas cor-de-laranja que todas nós conhecemos, hoje, mulher madura, conhecedora de algumas técnicas de combate em prol da beleza, sou incapaz de cometer tal atrocidade com os meus pêlos. Trato-os com carinho, com dignidade e uma vez por mês, lá vou eu ser apaparicada por uma esteticista que me cobre de cera da ponta dos pés à zona púbica e os arranca sem dó nem piedade. Meninas, como sabem, só custa a primeira vez. Tudo o que se segue à primeira sessão é puro deleite. E antes que perguntem, não, não me desenvencilho de todos. Acho que se o fizesse, sentiria falta de parte de mim. Uma mulher sem pêlos na zona púbica é como um pêssego transgénico: sem sabor (não que alguma vez eu tenha provado um destes). Agora questionam-se vocês: que raio têm os pêlos a ver com a saúde? Tudo, meus amigos e minhas amigas, tudinho! Como bem se lembram, nas vossas aulas de Ciências Naturais deve ter-vos sido dito que a penugem que cobre uma grande parte do corpo humano existe por alguma razão, como tudo nesta vida, aliás: servem de escudo protector contra as diferenças de temperatura. E isto todos nós já comprovámos. É verdade ou não que ficamos com pele de galinha e com eles eriçados em ambientes de baixas temperaturas? É verdade ou não que quando tal acontece tendemos a proteger-nos das diferenças de temperatura da maneira mais cómoda? Ahpoizé! Já não se lembravam, eu sei. Daí os pêlos serem tão importantes para mim, como penso, o são para vocês.
Quanto aos pêlos das outras pessoas, tenho dois pontos de vista distintos, consoante tenhamos em conta os pêlos duma senhora gaja ou dum senhor gajo, mas sempre numa perspectiva estética. Não gosto de homens-macacos. Ponto assente, Gosto contudo de ver homens com alguns pelitos no peito e nas pernas, em número suficiente e comprimento agradável para serem tocados, acariciados, retorcidos e até penteadinhos naqueles momentos em que ...vocês sabem! Não gosto de ver homens depilados nas sobrancelhas, parece-me que é contra a natureza masculina. Nem gosto, como muito bem sabe a Robina, de gajos sem pêlos no peito. Parece que andou ali uma rebarbadora a que se seguiu uma máquina qualquer de untadura brilhante e sebosa. Quanto às mulheres, deviam ser desde tenra idade sensibilizadas para a temática do pêlo e desde cedo habituadas a lidarem com esse incómodo. Acreditem que ainda há muitas mãezinhas que se "desleixam" neste ponto. E só se apercebem tarde demais que andou gillette nas belas pernas e axila bem cheirosas das suas princesas.
Portanto, caríssimos e caríssimas, os pêlos são, pelas razões referidas, bastante relevantes. Candidatos a carecas, não se deixem abater por tal tragédia: mais vale uma cabecinha lustrosa do que três pelinhos sebosos, eriçados e mal nascidos que vos dão ar de loucos tresloucados capazes de atacar a primeira velhinha que vos apareça pela frente. Cuidem-se, meninas e meninos.

Porque não gosto de pontas soltas

Há uns dias deixei uma sugestão de perguntas num post onde fazia menção a um blog do qual não me recordava. Através da baunilha, que me re-direccionou para o blog da Aragana, regressei ao do Nunovski que foi onde pela primeira vez vi esta corrente (mais uma) na qual arrisquei participar.
Sendo assim, aqui têm as minhas respostas, apenas à primeira pergunta de cada um de vós, possivelmente não pela ordem de chegada, mas sempre referindo quem perguntou o quê.

Sempre gostei de receber flores, José. Quem mas oferece, fá-lo por prazer ou obrigação. Sei lá eu. Eu gosto de pensar que a oferta não parte de um impulso, mas sim de um gesto reflectido de carinho. Como se aproximam as minhas férias oficiais, período temporal repartido por duas localidades bem distantes uma da outra durante o qual aniversariarei, estou convencida de que, como é habitual, enquanto estiver, não em Águeda, como poderias tu, DKW, pensar, mas sim em Portimão, serei a feliz contemplada com pelo menos um raminho de girassóis e a bela da sardinhada acompanhada com muitos pimentos verdes que eu tanto adoro. Sei que vão ser umas férias diferentes, antes de mais por questões de logística a que agora não vou atender. Quanto à tua pergunta, Robina, responderei que sim, apenas uma única pergunta. O que me espantou foi não teres feito a tão desejada indiscreta e teres apenas pedido permissão para tal. Mais arrojada achei a pergunta do Hollygang acerca do meu gosto pelo Chico Fininho. Ora, é certo e sabido que o Rui Veloso andava na mó de cima há umas largas décadas atrás e eu, como fã brejeira que era dos seus uhhh uhhhhss, tinha mesmo que referir este seu êxito estrondoso. Aliás, ainda vou fazer melhor: vou repôr a música neste blog, especialmente só para ti, para que possas admirar o fabuloso som da harmónica e da bateria deste hit da década de 80 - naturalmente ainda não eras nascido, ou estarei errada? - enquanto eu andar a passear a nêspera, por esse Algarve fora em pleno mês de Agosto, e a deliciar-me com os magníficos gelados de Vilamoura. Sim, porque uma pseudo-minhota ir ao Algarve e não ir comer um geladito à Marina, é como vir a Braga e não comer as papas de serrabulho, ouviu, senhora dona Baunilha? Quanto aos gajos, há-os em qualquer lado, não é preciso fazer muito esforço, nem sequer levantar o rabiosque da cadeira, para conhecer quem quer que seja. E quem diz gajos, diz gajas, ou melhor, senhoras gajas - soa a menos ordinário. Prova disto é que ao fazerem-me estas perguntas que supostamente não me farão pessoalmente porque são poucas as hipóteses de nos virmos a conhecer, Gina, já estão a familiarizarem-se mais um bocadinho com a minha pessoa, que alguém que não eu - ouviu, senhor Roque - , há muitos anos atrás, numa sala de chat da radio Comercial por mim assiduamente frequentada, intitulou de "Pseudo". O nick colou, até porque já nessa altura eu não era minhota, apenas cá vivia e sentia-me muito bem, tal como neste momento. Adoptei-o como parte de um dos meus endereços de correio electrónico e estou convencida que morrerá comigo, no que diz respeito a estas andanças cibernáuticas.
As duas últimas questões, colocadas pela AR e pela Tia Concha, são bastante estranhas. Se a primeira já me era conhecida, bem como a resposta, que é "não podes, já que não consegues controlar esta reacção espontânea dos teus olhos a um fenómeno com origem na garganta, mais propriamente na faringe" (se souberes de resposta melhor, que há, de certeza, partilha, por favor), a segunda foi uma total surpresa. Não me maquilho, por isso nunca tinha pensado em tal assunto. Mas assim de repente, não me parece muito difícil manter a boca fechada enquanto pincelamos e colorimos as pestanas. Se é realmente assim tão complicado, então dou um conselho parvo: usa fita adesiva na boca enquanto o fazes. Tia Concha, ainda me vais fazer ir ali à perfumaria do MinhoCenter comprar uma merdice dessas só para ver se isso acontece ou não.
E pronto, está feito. Espero que tenham gostado. Se não... paciência, é a vida. Vou ali estufar umas lulas para o jantar.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

As noites

À noite apreciava imenso sentar-se em frente ao Atlântico, sem pensar em grandes preocupações, só a viajar mentalmente ou a deixar o seu corpo relaxar estendido na rede brasileira que milagrosamente tinha conseguido pendurar na sua ínfima varanda da sala. O mar fazia-lhe falta. O vento e o barulho das ondas, lá ao longe, embalavam-na e levavam-na e escrevinhar o turbilhão de imagens e ideias que a assolavam durante as longas noites. Se por vezes apenas rabiscava umas imagens aparentemente sem sentido para um qualquer estranho, outras vezes, deliberadamente, desenhava formas humanas, caras expressivas, pares de pessoas, quase sempre a sorrir, em harmonia. Havia noites de verão em que gostava de fazer um exercício de palavras tão infantil que quase sentia vergonha de si própria por ainda revelar tais hábitos de criança: o encadeamento e associação de palavras que só para ela faziam sentido. Ultimamente, estas associações resultavam numa corrente algo mórbida e deprimente. Tinha perfeita consciência de tal. Mas tal havia de mudar. Há que dar tempo ao tempo. O último inverno, o seu primeiro passado naquele cantinho, foi extremamente penoso. A própria estação do ano já é por si só, na sua opinião, a mais triste das quatro, aquela época em que as pessoas se poderiam sentir mais sozinhas no meio da multidão. Era o seu caso. O acidente mortal, inesperado como qualquer acidente de viação, naquela terceira noite do mês de Janeiro, seguido de umas mini-férias de duas semanas no hospital local, obrigaram-na a repensar a sua passagem efémera. O que antes se afigurava como garantido, como rotineiro, como constante do seu dia-a-dia, não o era mais. E tudo por culpa de um condutor, se é que se podia chamar alguém sem carta de condução de tal, que "só queria ir dar uma voltinha ao bairro para experimentar o carro novo do meu pai". Nunca se irá esquecer da pancada estrondosa que sentiu do seu lado direito quando passavam por um cruzamento situado na avenida que corria paralelamente ao mar. Avenida essa habitualmente percorrida a pé, a dois, ao final do dia ou após o jantar. Naquele dia, durante o qual tinham constantemente trocado mensagens via telemóvel, tinham combinado uma noite especial, totalmente pensada por ela. Seria uma surpresa parcialmente conhecida por ele. E de facto, foi especial, horrivelmente especial, tão especial que se tornou inapagável da sua memória. Durante longos segundos perdeu noção de onde estavam, onde iam, porque estavam elegantemente vestidos, do que lhes tinha acontecido. Até que olhou para o seu lado esquerdo e viu-o, ensanguentado, o pescoço numa posição bastante estranha, os olhos semi-abertos. Sentiu-lhe a respiração, o pulso. Sabia o que procurar. O curso de primeiros socorros, frequentado por insistência do seu pai, enfermeiro, era-lhe agora ironicamente útil. Nada, não sentia nada. Apenas via o sangue a descer lentamente pela cabeça dele. Queria esquecer tudo, claro que só podia ser um sonho!
Mas não! Tinha sido bem real. As cicatrizes ao longo do lado direito do seu corpo e até nas costas eram a prova mais visível de que a morte a tinha rondado. Mas ainda não tinha chegado a sua vez. Não naquele dia. Não para si. Mas mais valia, pensou posteriormente.

Orgulho de mãe

Estou super-hiper-orgulhosa do meu filhote lindo!
Hoje portou-se como um homenzinho. Depois duma primeira experiência desastrosa há cerca de um ano atrás na vã tentativa de o levarmos ao cinema pela primeira vez, hoje, pela segunda vez, fi-lo e consegui. Aguentou estoicamente estar mais de duas horas numa sala às escuras. Resistiu a levantar-se constantemente do lugar para ir vadiar. Saiu da cadeira apenas uma vez para ir fazer xixi. Não falou demasiado alto demasiadas vezes. Repetia algumas das falas, é certo, mas prestou atenção ao filme, riu-se, vibrou, saltou, surpreendeu-se, ficou satisfeito com o final e amanhã já tem novidades para contar à Patrícia e aos amiguinhos.

terça-feira, 25 de julho de 2006

E agora?

Que inferno! As mudanças nunca mais acabavam! Deveria ter pensado duas vezes quando considerou a hipótese de se mudar para um apartamento mais pequeno. Tudo o que lhe pertencia e que anteriormente cabia num T4 estava agora encaixotado e etiquetado de acordo com tamanho, volume, tipo e utilidade. Nunca mais se veria livre de tal tarefa dantesca. Ainda mais que arrumações não eram consigo. Uma característica perfeitamente notória ao longo de todo o ano, em que permitia que papéis, revistas, notificações, coisas velhas se amontoassem no seu escritório e decorassem não só o parapeito da janela como parte do chão. Consolava-lhe a ideia de que a mudança seria sempre para melhor, como diziam as vozes populares. Em termos monetários, iria poupar umas coroas. Em termos pessoais, iria usufruir da solidão a que tinha direito quando muito bem lhe aprouvesse. Em termos sociais, iria ser uma pessoa bem mais selectiva do que tinha sido até ali. As multidões tornaram-se asfixiantes. Evitava a todo o custo ir a lugares que sabia serem bastante populados e populares. No seu tempo de lazer, saía para levar a cabo o que realmente lhe dava prazer: correr, correr e perder a noção do tempo, correr, perder a noção do tempo e cansar-se até à exaustão. Tornou-se com o decorrer do tempo e as partidas da vida uma pessoa solitária, que apreciava o seu canto, que se apreciava plenamente e era feliz assim. Não se considerava do género "eremita": não lhe era doloroso vestir a pele de pessoa extrovertida e conviver com alguns dos seus familiares naqueles dias marcados pelo calendário social. Bem pelo contrário, esta dualidade na sua personalidade era o que ainda lhe permitia manter um certo equilíbrio interior. No seu dia-a-dia, era, pensava sobre si, uma pessoa perfeitamente normal e ordinária, que não se destacava em nada de todos os outros cordeirinhos. Conseguia trabalhar em grupo, fazer parte de equipas, incentivar os outros a darem o seu melhor, contar piadas, partilhar alguns, poucos, aspectos da sua vida pessoal. Gostava de si assim.
E gostava principalmente de ter mudado de ares.

1984 - conhecem, certamente.

People are people so why should it be
You and I should get along so awfully
People are people so why should it be
You and I should get along so awfully
So we're different colors and we're different creeds
And different people have different needs
It's obvious you hate me though I've done nothing wrong
I never even met you so what could I have done
I can't understand what makes a man
Hate another man, help me understand
Now you're punching and you're kicking and you're shouting at me
I'm relying on your common decency
So far it hasn't surfaced but I'm sure it exists
It just takes a while to travel from your head to your fist

segunda-feira, 24 de julho de 2006

As perguntas que nunca te farei

Roubei a ideia de um blog cujo nome e autor não me lembro. Se alguém tiver passado por lá, por favor, indique-me a origem e imediatamente a mencionarei.
A ideia é a seguinte: deixem na caixa de comentários uma pergunta que fariam a uma ilustre blogger desconhecida, como eu, por exemplo. As perguntas serão respondidas por ordem de entrada num post próximo de ti. E despachem-se, porque no final desta semana vou ali a um sítio.

O natal chegou mais cedo

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Carta de uma dona de casa desesperada



Não, esta não é a minha assinatura. Quem me conhece, sabe bem que não é! Bem, à excepção da Isabel, mais ninguém me conhece, por isso, pensem o que quiserem que eu vou ali, já venho.
Beijinhos e bom fim de semana :)

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Previsão meteorológica




Querem saber
  • que trapinho elegante e chiquérrimo devem usar amanhã?
  • se devem levar xanatas ou sapatinhos fechados para o trabalho?
  • se podem esquecer-se do guarda-chuva na bagageira do carro?
  • se devem proteger-se dos raios solares com um chapéuzinho de palha todo catita?
  • como hão-de vestir os vossos descendentes e mais-que-tudo?
  • se podem ir à praia, à piscina ou à casa da sogra?
  • se devem deixar as persianas e janelas das vossas casas corridas, fechadas ou abertas de par em par?
  • se podem enfeitar os vossos esbeltos pescoços com écharpes da moda?
  • se devem refugiar-se num bunker ou mudar de poiso?
  • ...

...Pois então aqui está um método infalível, prático e barato que qualquer um de nós pode adoptar. Façam bom uso e não digam que vão daqui sem aprenderem nada!

Ah poizé!

hehehehe...ela sabe bem para quem é isto...hehehehe

O valor duma simples vogal

dissecação
do Lat. dissecatione
s. f.,
acto de dissecar;
fig.,
análise;
exame rigoroso.
----
dessecação
s. f.,
operação de dessecar;
fig.,
grande emagrecimento de uma parte do corpo.
----
dessecar
v. tr. e int.,
tornar seco;
enxugar;
v. refl., fig.,
emagrecer;
definhar;
mirrar;
tornar insensível;
tornar-se frio e duro de coração.
(Nota: aprende e cala-te!)

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Quando a sirene deixa de funcionar

É o que dá ter bombeiras a apagar fogos.

Adivinhem lá...

Estou a render-me a 539 páginas de moda literária. E estou a adorar. E tenho a certeza, que após este, quero ler mais sobre ele, e não dele.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Chavão

"O nosso carro é um espelho da nossa alma", aqui da JE.
Acrescento agora que deve ser por isto que me sinto amiúde impura por dentro. Por fora não, que tomo banhinho todos os dias, duas e até três vezes, quando dá. Vai ser uma conta absurda, é o que é...a condizer com a do carro paga ontem, tá claro!

Alvo a abater


Ponha o dedo no ar aquele ou aquela de vós que nunca etiquetou alguém assim.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Ofertas extemporâneas

Gosto de despender algum tempo a procurar o presente ideal, a pensar se a pessoa irá gostar ou não do que vai receber, de escolher o papel de fantasia adequado à idade, sexo e personalidade da pessoa, bem como ao conteúdo da dita cuja prenda. Habitualmente escolho papel de embrulho colorido, ou com motivos geométricos discretos ou com motivos infantis. Depende. Gosto igualmente de receber presentes, por isso, estejam à vontade, ok? Até porque se aproxima um dos imensos dias especiais de verão, portanto, toca a pensar no assunto, antes que se faça tarde. Façam-no com paixão, já que sem esta, uma prenda nunca será oferecida com gosto, nunca a verdadeira amizade será expressa. Claro que não penso que a amizade é revelada com prendas, mas sim com gestos, palavras, horas perdidas, partilha, reflexões conjuntas, mesmo que desconexas e sem objectivo nenhum, a não ser o puramente dissertativo.
Já há muito tempo que não ofereço CD's. Não é fácil acertar com o gosto musical das outras pessoas, mesmo quando se trata da tua amiga ou amigo especiais, os de infância, aqueles que sempre nos acompanharam nas nossas desventuras. Os gostos mudam ao ritmo da evolução musical. E vai daí, não sei...eu continuo a gostar de ouvir Annie Lennox, Nirvana e os The Cure, sejam os originais sejam as edições pirata.
Livros...os livros são outros dos meus eleitos. Normalmente a escolha é bem mais fácil. Além de que com qualquer amiga ou amigo meu, antes de lhe comprar seja que livro for, eu já terei tido muitas conversas sobre as suas preferências livrescas ou folhetinescas, nem que seja naquelas alturas em que precisamos de um bom desblogueador de conversa. Nessas alturas, qualquer assunto vem a calhar e sobre qualquer assunto todos nós temos a capacidade intrínseca de mandar bitaites, por muito pouco que percebamos do assunto. Quando a temática dos livros termina, pode sempre falar-se dos blogs, tão em moda hoje em dia, até mesmo daquele blog cujo autor/a não conhecemos, cujo nome não nos lembramos - até lhe podemos chamar blogue coiso - mas que por qualquer post mais "familiar" ou significativo ficou retido na nossa mente. Ou porque se calhar achamos o seu criador um génio literário, como o Nuno do Alto Minho, que ultimamente tem divagado imenso numa novela bem pitoresca cujas personagens têm sido diaria e acutilantemente descritas no seu Mastros ao Alto. Não perco pitada e acho que é uma história que dava um bom livro de ficção, para verdadeiros apreciadores de leituras longas e rocambolescas.
Os mais letrados costumam ser mais difíceis de presentear. Por exemplo, eu não saberia o que dar ao meu Tio Jorge, assumido comunista agnóstico pseudo-intelectual racional advogado com praça feita na capital. Completamente convencida de que ele já teria lido Darwin e a origem das espécies, sentir-me-ia mais depressa impelida a oferecer-lhe um livro de banda desenhada cómico-irónico, cujo título poderia ser ou "Os Marretas" ou "Os Dedos"; ou até alguma obra de ficção futurista onde o nosso planeta fosse visionado de fora, porque não por um qualquer olhar marciano. Ou até um compêndio de filosofia, onde as suas teorias, hoje mais flexíveis, se reflectiriam nas palavras lidas, onde ele pudesse confirmar que a sua razão tem sempre cliente, nem que sejam ele e o autor desse compêndio os únicos com razão.
Há uns anos atrás ofereci à minha mãe a sua primeira viagem de avião à nossa ilha urbana sulista a que chamam de capital do nosso país. Adorou, claro! Até porque qualquer pequeno prazer naquela etapa da sua vida seria sempre considerado uma grande aventura. Foi inesquecível, tanto para ela como para mim. Um fim-de-semana em cheio, pouco barato, mas valeu bem a pena ver um sorriso prazenteiro estampado no rosto dela durante quase dois dias.

E agora?



Presume-se que todos os sócios entrem, quer os actuais, quer os que deixaram de o ser, quer os futuros e mesmo os que ainda estão por nascer. Ou não?

Conversa de gente tola...

(a propósito de pessoas dependentes de telemóveis e Sms's)
...
A - Olha lá, há telemóveis vibradores com formato anatómico?
B - Com formato de pénis?
A - Por exemplo...
B - Eu acho que não.
A - Podias inventar um e registar a patente.
B - Acho que não ia ter muita saida.
A - Achas que não? Olha que eu discordo.
B - Não tou a ver uma menina a sacar do seu pénis tmn e no meio do shopping atender uma chamada.
A - LOL
(...)
B - Achas que há mulheres dependentes de vibradores?
A - Eu acho, ora!
B - Sabes qual ia ser o toque favorito?
A - Sei lá, diz...
B - O toque rectal
A - Bah...piada velha.
B - Piada velha???
A - Sim, mais velha que a minha vovózinha.
B - Acabaste de inventar os tlm dildos!
A - Ok, mas essa piada já vem de longe, ora.
B - Olha, não sabia, saiu-me agora.
(...)

Rendi-me ...


...a isto:

(Anos 40)
Há quem diga que é parolo e também sintoma de pobreza. Que sa foda. Sabe-me muito bem!

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Evolução tecnológica da língua


Todos sabemos que a Língua Portuguesa vai pelas ruas da amargura, especialmente entre muitos membros das camadas mais jovens. Mas há excepções, felizmente.
Eu, quando tenho alguma dúvida enquanto estou no computador - e isto acontece-me frequentemente no que toca a acentos de algumas conjugações verbais (Ex: "tivésse" ou "tivesse"?) - recorro ao Dicionário da Língua Portuguesa On-line, desenvolvido pela Priberam e pela Texto Editora. Contudo, tal já não vai ser mais necessário, visto que eu, legítima possuidora de um telemóvel - apenas um, por enquanto - vou ter acesso a um serviço inovador que me permite via tal gadget corrigir-me prontamente sem necessidade de recorrer aos calhamaços dos dicionários e gramáticas que por acaso até abundam nas minhas estantes. Começo a pensar que se vão tornar completamente inúteis.
Ora este serviço, que pode ser consultado em qualquer telemóvel de qualquer rede em Portugal, vai é ser bastante útil e popular entre os nossos adolescentes, já que mais depressa eles lêem 1000 Sms's do que um livro de 20 páginas - salvo algumas excepções, repito. Agora é que vai ser: vamos ver imensos adolescentes a escrevinhar nos seus blocos de apontamentos, aqueles que eles levam consigo para onde quer que vão e onde anotam as suas vivências e impressões, enquanto consultam um dicionário nos seus topo de gama! Oh oh!
Eu lá terei que começar a usá-lo para consultar as "palavras" que eles usam entre si, já que um dia destes, se não os entender, corro o sério risco de ser apelidada de "cota" ou " a minha velhota". ota".
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A medida até pode ser séria, mas que me fez rir, lá isso fez.

Pensos...ou quando os miúdos são deixados sozinhos...ou quando os adultos que os vigiam são ainda mais idiotas.


É certo e sabido que os homens são uns piegas quando estão doentes ou têm uma feridazita algures. É ve-los a pedir miminhos, aos ais, a pedir chá de limão e compressas e coiso e tal. O meu homem mais pequeno, o tal que tem 4 anos e meio mas já vai no bom caminho nestas coisas de homens, só vem comprovar esta regra indiscutível! Por tudo e por nada, seja um arranhão, uma pisadura, uma borbulha coçada que formou crosta, um dói-dói de qualquer espécie, pede logo um penso - como se um penso resolvesse grande coisa. Deixar-lhe pôr betadine é que é obra! Foge a sete pés!
Bem, qual não foi a minha surpresa quando vi a foto seguinte, onde o miúdo - não, não é o meu - demonstra outra utilidade para os pensos. A minha pergunta foi logo: até no pirilau?? Começa cedo!

quinta-feira, 13 de julho de 2006

E esta hein?!

Eu acho acertada esta atitude de Zidane, tal como acharia correcto se o italiano fizesse o mesmo. Não há necessidade de repetir exactamente as palavras ditas, já que para meio entendedor meia palavra basta.
Uma coisa é certa: mais do que as desculpas apresentadas (só??) às crianças e aos seus pais por alguém supostamente exemplar, o que vai ficar na memória das pessoas é a bela cabeçada do careca no peito do "pobre coitado" do italiano.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Facto

IT'S TOO HOT TO DO ANY DAMN THING!

No texto de e-mail que acompanhava esta fotografia, vinha mencionado que esta seria uma imagem do olho de deus. Eu mais depressa associei ao conceito de Big Brother ou até ao mau da fita do Senhor dos Anéis. Raios, sou tão incrédula! Mas que é uma imagem bonita, lá isso é!
Bem como estas duas:

É, a natureza tem destas coisas que nos deixam sem palavras.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Excelente oportunidade de negócio online

Bem...

...o Sr. Madaíl está a pedi-las! Pensava eu , ingenuamente, constato agora, que os nossos heróis - sim, eu considero-os como tal por me terem feito sentir mais emotiva do que é habitual- jogavam pelo prazer de jogar, pelo espectáculo em si. Mas não, bolas! Prémios de jogo exorbitantes como os deles isentos de IRS, como pede o senhor das barbas que por acaso até é do meu distrito de origem? Ele deve é estar louco!
Ok, eu até posso concordar desde que os prémios de jogos do género do Totoloto, Euromilhões e afins também sejam isentos de impostos. E mesmo assim...Ah e se eu também estiver isenta de pagar IRS no final de cada mês também posso concordar, ouviu, Sr. Madaíl?

Vá...

...o que é que têm a dizer em relação a esta? Serão vocês, homens, mais sábios que este senhor?

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Unto ou a banha de porcos

Digo isto sem qualquer fundamento, mas foi um pensamento que me ocorreu quando soube da novidade: alguém untou muito bem alguém na FIFA para que Zidane fosse considerado o melhor jogador deste mundial.
Desde quando é que cabecear um jogador da equipa rival e ser bem expulso por tal acção são critérios para eleger alguém? Não deveria ser o melhor jogador um jogador exemplar?
Às tantas, elegeram o carequinha antes da final, foi o que foi. Ele deveria era ter vergonha na cara e renunciar ao prémio ou ao título ou lá o que é com que o galardoaram. Que palhaçada!

Razão ou emoção?

Pouco escrevi de futebol, de jogos, da selecção nestas últimas 5 semanas. Não que não estivesse atenta aos jogos da selecção, não que não regozijasse com as vitórias alcançadas, não que não chamasse "filho da puta" ao árbitro que apitou o Portugal - Holanda, não que não chamasse "cabrão mal educado" ao treinador francês, não que não me desalentasse com as últimas duas derrotas.
Mas ontem a minha razão e a minha emoção lutaram e bem. Para quem já afirmou algumas vezes que pouca televisão vê, ontem fui um dia excepcional. À hora de almoço lá estava eu, à mesa a degustar o bacalhau com batatas a murro acompanhado de um bom vinho, e a ver, pasmadinha a chegada da selecção a Lisboa - como se nunca tivesse visto um avião a aterrar. Admito que se vivesse em Lisboa ou arredores teria persuadido o mais-que-tudo a irmos, não ao aeroporto, mas sim ao Jamor. Clamar pela selecção, gritar o nome do Ricardo, agitar as bandeirinhas, pintar a cara do puto, bradar "Scolari, fica", enfim...teria feito uma série de coisas que sempre considerei um exagero. Mas ontem emocionei-me bastante e achei-me incoerente e com alguma inveja dos que estiveram presentes no estádio nacional.
Animal racional? Quando menos se espera, as emoções traem-nos!

sábado, 8 de julho de 2006

Curtas

O quarto soube a pouco, depois de hora e meia. Contudo, a outra hora e meia em Ofir chegou e bem para aquecer. A varanda foi o lugar eleito, um dos melhores, sem dúvida!

Lembrete


Para aqueles e aquelas de vós que estão ou ainda vão considerar um qualquer aumento artificial de alguma parte do vosso belo e natural corpo.

Nada como deixar crescer o corpo naturalmente, nem que isso signifique deixar vencer as gordurinhas acumuladas, mas tão sexys (ai, cough, cough)!

quinta-feira, 6 de julho de 2006

ave a náiçe uikende! (mesmo que nos fiquemos "apenas" pelo quarto)

(obrigada pela correcção e desculpa lá a falha - logo eu - , senhor blogo)

(Inha, obrigada pela correcção e faço-te a vontade, mas só parcialmente :P. O "assento" fica!)

MAIS ALGUÉM DESEJA ALGO? É APROVEITAR HOJE QUE É SEXTA-FEIRA E EU ATÉ ME SINTO GENEROSA.

O meu filho sabe que o primeiro rei de Portugal (do mundo) chamava-se Afonso Henriques (como o Henrique lá da minha escola). A partir de hoje e depois disto, também vai ficar a saber se era alto ou magro, baixo ou gordo.
Um retrato póstumo e o mais exacto possível da personalidade em questão também não era nada mal pensado, não!
Actualização: dou o dito por não dito.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Finalmente...sossego.

Caímos, mas caímos de pé e com garra.
Daqui a 4 anos há mais, com Scolari à frente, espero eu. Se não for ele, que "importem" o Mourinho - desconfio que ele ainda ache cedo demais.
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Gosto de ouvir o silêncio e o sossego da noite. Hummmmm....soa-me a Depeche Mode. E não, não os ponho a tocar, Aliás, é oficial. Tirei o que havia para tirar deste blog. Até a mim já me irritava.
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Eric, lá terás que ser mais convincente quanto ao resto :P

E ela a dar-lhe com o papel.

Por "papéis de urinar", suponho que queiram dizer papel higiénico preto. Ou será que se referem a certos jornais diários e desportivos?

terça-feira, 4 de julho de 2006

Desculpem lá, mas vocês são um bocado tolos.

Quem é que havia de pensar que um texto curtinho a pedir explicações sobre o uso de papel higiénico preto suscitaria mais comentários que um texto menos curtinho e algo irónico sobre um aspecto do funcionalismo público? É só gente maluca a ler-me, é o que é!
(Bart, obrigada pelo beijo, mas já agora quem és??)

Horário de Trabalho

9:00 horas - reunião de preparação para o que vinha a seguir.
9:30 - 12:10 horas - diálogo contínuo com os interessados, alguns com documentos que não estavam correctamente preenchidos; explicações acerca dos procedimentos habituais.
12:10 - 14:00 horas - interrupção para almoço
14:00 - 17:05 horas - diálogo contínuo com os interessados, cujos documentos não estavam correctamente preenchidos; explicações acerca dos procedimentos habituais; ordenação alfabética dos documentos dos interessados e entrega daqueles à entidade competente.
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HOJE SIM, SENTI-ME UMA VERDADEIRA FUNCIONÁRIA PÚBLICA! É QUE ISTO DE SAIR DO TRABALHO POR VOLTA DAS 17:00 HORAS É MESMO UM LUXO QUE NÃO É PARA TODOS! Só não é luxo a 100% porque, do meu ponto de vista, o SIMPLEX ainda não chegou a este tipo de actividade burocrática.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Saturações

Estou saturada de duas coisas neste preciso momento.
Uma, obviamente, é de futebol e de levar com as mesmas imagens dia sim, dia sim. Já há alguns dias que opto por ter a televisão ligada na Rtp2. E não pensem que não gosto dos jogos; não gosto é do alarido exacerbado que se constroi à volta destes.
A outra, menos obviamente, é das queixas, queixinhas e queixumes que toda a gente que me rodeia, e inclusivé eu própria, tem contra o país em que vive, contra os seus governantes, contra os seus patrões, contra os seus vizinhos, contra isto e contra aquilo. Por favor!! Alguém que enalteça esta terra e o nosso povo - de preferência sem ser à custa do futebol - e que se orgulhe de ser quem é!

Uma causa de todos nós - Publicidade

Gotas
Somos pequenas gotas de qualquer coisa,
Face à imensidão que nos rodeia.
Sendo pequenas gotas de qualquer coisa
e de cada coisa
e de todas as coisas que existem,
temos uma energia única
porém comum a todas as gotas
Somos vida, somos lágrima.
Somos sorriso, somos tristeza.
Somos verbo, somos acção
Somos som, somos silêncio
Somos princípio, somos fim
Somos finito e infinito.
Nesta imensidão, aos nossos olhos infinita,
Vivemos e sobrevivemos juntamente
Com muitas outras gotas iguais a nós
Mas porque achamos que somos únicas
Pesa-nos muitas vezes a indiferença
Com que nos damos, como nos vemos,
E vivemos separadas.
"A Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários é uma Associação sem fins lucrativos que representa os mais de 40 000 Bombeiros Voluntários (homens e mulheres), que prestam voluntariamente e com abnegação um serviço a Portugal e aos portugueses.
A Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários tem como objectivos defender, dignificar e valorizar os Bombeiros Voluntários, assim como a apresentação de projectos que visem a melhoria da prestação de socorro.
Ao comprar a sua "Gota", já está a ajudar" - custa 5 euros, acrescento eu, mas é por uma excelente causa. Eu comprei a minha numa grande superfície comercial de Braga.

Há verdades que não devem ser ditas.


(clickar para ampliar)

sábado, 1 de julho de 2006

Desculpem lá ...momento de publicidade.

... mas este blog é uma moca. Ah Maria, tu és mulher de pêlo na benta, carago!
Atenção que não é para qualquer pessoa! Abram a mente, preparem-se para tudo e mais alguma coisa e escangalhem-se a rir, que foi o que eu fiz quando o descobri ontem e o li de fio a pavio!
PRETO OU BRANCO?
Sou muito convencional, tradicional, antiquada ...chamem-me o que quiserem... em muitos aspectos da minha vida. Noutros nem por isso. Uma dúvida que gostava de ver esclarecida é a seguinte: porque é que há papel higiénico preto? Qual é a vantagem em relação ao branco? Enfim, hoje só sai disto!