segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Post em directo da santa terrinha

A verdade é que tenho vindo cá, este ano, menos frequentemente do que em anos anteriores. Olho para novas caras que não conheço, mas possivelmente têm pais que ainda conheço de outros tempos. Vejo edifícios modernos a serem construídos e lembro-me de pensar que gostaria de ter uma casa para habitação ali, precisamente ali. Constatamos que o nosso filhote, com 15 anos, é cliente do mesmo barbeiro (ou é cabeleireiro?) há 14 anos. A minha escola secundária não é já a minha escola, de tão diferente que está com a sua cara lavada. O sabor das couves daqui continua diferente, para melhor, das couves lá de cima. A casa da minha recentemente falecida Avó será brevemente vendida, após uma refeição de confraternização, a realizar lá, entre os restantes elementos da família. O horário de trabalho começa às 8 da manhã enquanto que lá em cima o rodopio de trânsito acontece em função das 9 horas.
E eu continuo emocionalmente dividida, sem saber muito bem se pertenço cá ou lá.