sexta-feira, 5 de agosto de 2016

As cadeiras de rodas podem enganar

Continuo na onda dos policias nórdicos. Só que o último lido não tem nada a ver com as duas ou perto de três dezenas de nórdicos anteriores.
Este, de um autor norueguês menos conhecido para mim - Hans Olav Lahlum -, não menciona uma única vez a palavra internet, nunca faz uso de computadores ou outros gadgets de final de século XX e o actual, não descreve correrias aéreas e/ou rodoviárias entre diversos continentes, não menciona as consequências do jet lag, não aponta para recursos policiais e tecnológico-forenses partilhados entre equipas de investigação eventualmente concorrentes umas das outras. Nada disto acontece!
O crime passa-se no final da década de 60 do século passado, em Oslo, num compartimento trancado por dentro, onde se encontra o sexagenário morto com um tiro. As janelas estão fechadas, não há sinais de luta, violência ou arrombamentos. O crime é resolvido em 10 dias pelo inspector K2 e pela sua auto-imposta, secreta e brilhante assistente Patrícia, de 18 anos, que se move numa cadeira de rodas e cujo hobby favorito é... raciocinar, inferir, relacionar, deduzir, concluir.
Gostei!