terça-feira, 31 de julho de 2012

Dias 1, 2 e 3 duma assentada

O primeiro passou rápido.
O segundo foi mais lento, mas também intenso, no Jardim Zoológico. O tempo cinzento e algo fresco, de manhã, ajudou à caminhada lenta por entre as jaulas e demais recantos do Jardim. A petiz, depois duma hora e tal a acompanhar-nos com cara de amuada, lá conseguiu convencer os respectivos progenitores a deixá-la ir no teleférico. Foi comigo e com o meu petiz, toda contente. Os pais também andaram, atrás de nós, borradinhos de medo. O irmão e o mais-que-tudo colocaram-se no meio, não fossem certos olhares maternais dispararem  sobre quem ia na dianteira.
A tarde trouxe-me uma dor de costas terrível, atenuada com descanso na horizontal, num dos muitos bancos de cimento. O gelado também ajudou à boa disposição e nem na loja de "souvenirs" nos rendemos aos "Eu quero", " Eu gostaria", "Mãe, posso", "Pai posso". Arre que os filhos conseguem ser uma sarna do caneco! 
O jantar e serão calmos no hotel ajudaram a renovar energias para o dia seguinte. Jantar esse que não ficou nada atrás de pequeno-almoço que, de tão faustoso, evitou que almoçasse. Mais uma semana assim e eu chegaria à aldeia irreconhecível!
Já o terceiro dia, de regresso, obrigou a uma paragem em Óbidos, local que já não visitava há largos anos e onde o meu petiz nunca tinha ido. Lá, pôde assistir a um desfile com personagens medievais vestidas à época. Lá, conheceu o Carlos que, durante um momento de descanso, gentilmente lhe deu umas lições básicas de como pegar e dedilhar uma guitarra portuguesa. Lá, pegou numa réplica duma espada de cavaleiro que ainda manejou a seu bel prazer. Lá, adquiriu um arco e flecha, o único "souvenir" que lhe permitimos comprar durante os três dias. Lá, comeu o copo de chocolate que o pai usou para beberricar ginginha. Lá, concluiu que a vila tinha gente simpática! E eu concordei. 
Multidões? Nada que me incomodasse. Ou se calhar, saímos da vila antes da malta chegar.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Golfinhos - 1, Elefantes e outros - 0

Seja no Zoomarine, seja no Zoo de Lisboa, sempre que assisto a um espectáculo com golfinhos, começo a lacrimejar. O mesmo acontece com o mais-que-tudo que tenta disfarçar a emoção. Mas a mim não me engana!
Alguém sabe explicar porque é que dois adultos ficam emocionados com golfinhos, mas o mesmo não acontece quando observam elefantes?

Provincianos na cidade grande: ainda o dia um

Sim, porque Braga, apesar de ser grande, não é tão "Grande" nem caótica nem mete medo nem tem tantos graffitis. Acho eu.
Mas adiante...
A primeira caminhada, ainda no primeiro dia, ainda no Parque das Nações, foi dada antes e após a visita ao Oceanário, cuja saída, estrategicamente coincidente com uma loja de "souvenirs", foi o nosso primeiro teste: os quatro pais resistiram estoicamente aos ataques persistentes e insistentes das suas crias e não arredaram pé da resposta inicial. Afinal, não é não!
A segunda caminhada foi dada após a entrada no hotel. Ala que já eram cinco da tarde e tínhamos o Metro para apanhar na direcção da Luz. Finalmente, eu e o meu filho iríamos entrar na GRANDE CATEDRAL! Sim, porque os outros cinco já não eram virgens no assunto.
Não gostei deste passeio no Metro, estive sempre preocupada com a minha bolsa e com os miúdos. E se algum deles ficasse com o pé preso naquele ínfimo espacinho entre as portas e a plataforma? Nah, não invejo quem, infelizmente na minha perspectiva, tem de o fazer diariamente. 
Respirei de alívio quando avistámos novamente céu azul por cima das nossas cabeças.
Logo há mais!
(A isto chama-se fazer render o peixe.)

domingo, 29 de julho de 2012

Os parolos foram à capital: dia um

Confirma-se que nenhum de nós, parolos campestres, gostaria de sobreviver em Lisboa e enfrentar diariamente resmas, hordas, magotes de gente mal encarada, que me perdoem os lisboetas que me lêem. Quase uma hora para percorrer meia dúzia de quilómetros entre o Parque das Nações - belo desde 1998, talvez ainda mais agora que tem menos gente - e o hotel testa a paciência de qualquer um. E não, não vimos acidentes ou qualquer outra coisa que o justificasse.
O final de tarde e início de noite foram muito bem passados, bem rodeados por uma multidão de 35 462 indivíduos (sim, fixei o número exacto) e meia dúzia de espanhóis que se dignaram a visitar a Catedral (É LINDA!) e ver perder a sua equipa B num jogo a feijões. Di Maria, Coentrão e Mourinho muito aplaudidos! E sim, vimos o Eusébio a entregar a taça. A única péssima ideia do dia foi a de termos ido jantar ao Colombo, a seguir. Certamente, facilmente se conclui porque foi péssima. Momento stressante da noite, não fossemos perder um ou mesmo os três cachopos que nos azucrinavam a moina.
Noite muito bem dormida! Nem o corropio aéreo constante nos acordou!
Amanhã há mais!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Bola, peixes e outros animais

Aproximam-se três dias cansativos na capital lusa, planeados ao minuto e ao quilómetro. A ver vamos quem amua primeiro, se os três pequenos uns com os outros, se os quatro grandes por o resultado da bola não lhes ser favorável. E continuo a achar que Óbidos, ao domingo, deve ser um excelente local para almoçar.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Conversas de meninas de 39 e 40 anos que se conhecem desde os 4 anos de ambas

Após ter passado o dia com a minha grande amiga de infância e ter posto a conversa em dia sobre uma imensidão de assuntos, chegámos à curiosa conclusão que temos recordações de infância de uma e da outra que não batem certo com as recordações que a outra tem. Por exemplo, eu lembro-me do rapaz a quem ela deu o primeiro beijo mas ela não se recorda. Ela lembra-se de eu lhe ter contado que tinha perguntado à minha mãe como funcionava a pílula e de a minha mãe, espantadíssima, ter contado tudo  o que sabia na altura; eu não me lembro deste episódio supostamente marcante.
Há dias bons!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Prometo que não falo mais no assunto

O Relvas estava a jantar sozinho num restaurante em Lisboa.
O empregado:
- Então Sr. Dr. Relvas, está a jantar sozinho?!
O Relvas:
- Estou no jantar de curso!
....
Ahahahahaha

Boas surpresas

Adoro convites inesperados, como o do jantar da semana passada, como o que me foi feito agora mesmo para a tarde de hoje. Ah raios!

Almoço de hoje

Um grego.

domingo, 22 de julho de 2012

Das férias

As minhas começam na quarta-feira, as da bicha começaram hoje com mudança para terra nova e daqui a uns dias para casa nova. Depois será vê-la a passear-se pela relva verde e apostar em que canto sombrio se irá esconder. Fêmea nervosa e assustadiça, não pode ver ninguém a aproximar-se dela!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Desabafo, antes de um jantar que se espera ser bom

Há pessoas que se "esquecem" de que estão a lidar com seres humanos. Há pessoas que são tão desrespeitadoras e irresponsáveis e incumpridoras de prazos que só dá vontade de as ver mesmo pelas costas. Há pessoas que tentam disfarçar certas incompetências com um papel datado do prazo limite e ainda fogem com o cu à seringa tentando responsabilizar quem não tem nada a ver com o assunto. 
Hoje foi a minha vez de ver e ouvir e sentir isto na pele. Pode ser que haja males que vêm por bem.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Leitura atrasada

Acabei hoje de ler um livro, pela primeira vez, que pensava ter lido antes de ter feito vinte anos. O tal livro que um desconhecido enviou após eu lhe ter enviado um das minhas preferências. Acontece que quando comecei a ler (pensava eu, a re-ler), não reconheci nada do que lia: nem nomes de personagens, nem lugares, nem sequência de acontecimentos, nem descrições, nada de nada. Ao contrário da última sugestão de leitura que não consegui levar a bom porto, também devido ao seu tamanho, este livro foi lido até ao fim. 
Fala sobre amor, um amor genuíno que, apesar de um interregno conjugal que durou perto de 50 anos e de muitas experiências de vida, foi retomado num barco, onde duas pessoas idosas, carcomidas pelo tempo, finalmente deixaram de ter receio das restrições familiares e sociais e até pessoais. Amaram-se até ao fim, rodeados pela cólera e por costumes que hoje não lembram ao diabo. 
Depois disto, deu-me vontade de escrever a minha própria versão, espelho de início de século XXI. Antes ainda tenho que devolver o livro ao dono.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Devaneios maternais

Estar 2 semanas sem filho é uma seca! Não há chatices, não há berros, não há amuos, não há momentos de teimosia e não há televisão em canais infantis. Se eu prefiro assim? Sim, pois sei que ele está bem noutro lado, a divertir-se bastante, a crescer e com pessoas responsáveis.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Alerta Cobra

Quantos carros mais terão o Ben e o Semir de destruir até que um deles morra? Só mesmo para filmes é que a BMW e às vezes a Mercedes disponibilizariam tantas viaturas para estragar! De resto, aquela parelha até tem alguma piada e eu vou ouvindo e recordando algum do alemão que esqueci nos últimos anos.

O dia é só meu


Sem horários, sem compromissos laborais, sem responsabilidades, apenas a fazer o que eu acho que tem de ser feito, ao meu ritmo, sem pressões a não ser as auto-impostas, com miminhos de terceiros, com muito silêncio (que já não tinha há muitos meses) e muito "se me apetecer". Claro que os miminhos saem caro e só terminarão logo à tarde, mas a paz e a calma interior também têm o seu preço.
Amanhã volta tudo ao normal.
Preciso de mais dias assim. E hoje seria um bom dia para tornar realidade a minha última ficção.

terça-feira, 10 de julho de 2012

3,99 euros

Bem, vou ver o Kremlin a ir pelos ares, pois a "silly season" televisiva já começou há algum tempo.

E depois de ter visto o último da saga MI, talvez "Casablanca" seja uma boa opção, pois também nunca o vi.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ouvido hoje, dum rapaz de 16 anos

Out of the blue: "No domingo vou fazer a depilação."

Perante a minha admiração por ser a um domingo, o moço então explicou-me que seria a prima a realizar tal actividade. Eu fiquei sem saber com que me surpreender a seguir.

A Tartaruga

Não, isto não tem a ver com fábulas nem sequer poderão tirar ilações das minhas palavras.

A Come-Tudo, inicialmente chamada de ou Timóteo ou Alex (comprámos logo duas tartarugas, para que pudessem fazer companhia uma à outra e não as conseguíamos distinguir) e mais tarde (após ter falecido o parceiro cujo nome era Alex ou Timóteo) rebaptizada de Mexilhona Irrequieta Cabecinha-de-Fora, está uma moçoila crescida.
Foi comprada em 2008, pois achámos que seria um bom animal de estimação para ter num apartamento, já que: cães estavam fora de questão devido à falta de espaço: gatos estavam fora de questão porque não são dos nossos bichos preferidos, além de serem demasiado independentes, mimados e não queríamos crias nem felinos assanhados com o cio durante a noite; papagaios estavam fora de questão, pois faziam demasiado lixo e poderiam ser mal-educados; mais peixes estavam fora de questão, pois já nos tinham morrido 3 ou 4 e não queríamos ter que fazer mais funerais no mar. Portanto, optámos por um bicho que nos desse pouco trabalho. Pensávamos nós. 
Ora, a sapiência infantil informou-nos que o animal é fêmea, porque a carapaça tem uma forma diferente da carapaça dos machos. Não sei se o petiz tem razão, ou não. Nunca nos demos ao trabalho de averiguar o sexo do ovíparo. Adiante...
A água onde a bicha navega cheira mal. A água da tartarugueira é mudada, no máximo, de 2 em 2 semanas, o tanque é limpo, o filtro é limpo e a comida é variada: camarões, salsicha, fiambre e uma mistela qualquer supostamente nutritiva, a que ela não agarra o dente. E é precisamente esta mixórdia supostamente nutritiva que larga um fedor pestilento um dia após a casa dela ser limpa. E isto chateia-me, pois vou ter que fazer hoje o que fizemos ontem à tarde. Que caraças! (Não, não é isso que estão aí a pensar.)
Já nos questionámos sobre o seu crescimento: em quase 4 anos que pertence à família, a pequena carapaça quadruplicou o seu tamanho. Ou seja, quando já não couber no tanque, vamos ter um problema: achar-lhe um tanque maior, longe de nós.

domingo, 8 de julho de 2012

Tu vais ver!

Um destes dias ainda vou investigar a fundo a origem da expressão "mais teimoso do que uma mula" e fazer a tal analogia! Ai se vou!

Impressões musicais e sintéticas

Sou só eu que penso que a Lana D'El Rey parece estar a morrer lentamente quando está a cantar? Eu até gosto da voz melancólica de bagaço dela em certas notas, misturada com alguma sensualidade rouca, a fazer-me lembrar alguém de há muitos anos cujo nome não recordo (Nicky qualquer coisa...), mas ao fim de alguns minutos, soa-me tudo ao mesmo. Isto vindo de alguém que assumidamente gosta de pop, estilo a que não me parece que ela queira pertencer, até a mim admira.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mais sensações

Se por um lado esperava uma coisa, de modo a livrar-me de certas pessoas, por outro lado correu bem para mim. Não me sinto feliz, mas também não me sinto infeliz. Não consigo ainda sorrir, mas sinto-me aliviada. Acho que tenho de começar a pensar de modo diferente, a mentalizar-me pela sorte com que a vida me vai sorrindo. Porque efectivamente, se for racional, não tenho razões para me queixar. Mas queixo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Apetece-me fazer uma loucura, só para abanar estes sentimentos tão negativos

Sei lá, ir ao Porto comprar mais uma almofada verde e gastar nela bem menos do que o combustível e as portagens...só pelo prazer de a ter aqui e já!

terça-feira, 3 de julho de 2012

As próximas 24 horas e a primeira sensação, igual à do ano passado por esta altura

Conduzir um carro alugado, cheio de minhoquices que o meu não possui, aliadas à responsabilidade acrescida de ter que desembolsar alguns euros em caso de acidente, deixa-me algo ansiosa. É bom que passem rápido, mesmo não saindo mais de casa por hoje. Ai que medo!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Informação de carácter temporário

Este tasco encontra-se temporariamente impróprio para leituras. Tenho dito.