domingo, 2 de novembro de 2014

Do fim-de-semana dos mortos

De morto e chato nada teve.
O meu dilema sobre o calçado resolveu-se a contento de ambas as partes: ontem andei de sandálias azuis, hoje andei de botas pretas. E tive calor  nos pés.
Em termos gastronómicos, foi bastante rico em variedade e calorias. Venham escadas para ajudar a abater as malvadas. Então o jantar de sexta rebentou com tudo: aquelas favas e a chanfana estavam divinais. 
A ida ao Ikea ficou em águas de bacalhau, para mim: eu não fui, algo de que não me arrependi,  especialmente após o MQT me ter dito que ainda bem que não tinha ido, pois teria bufado durante todos os segundos que lá tivesse estado. Não é bonito de se ver, não.
A leitura d'Os Maias continua de vento em popa e eu a apreciar aquele ambiente de fim-de-século, sempre e ainda tão actual, a nível social, familiar e religioso. O dia de hoje, com a visita ao cemitério e as esperadas caras que só se vêem anualmente, e com quem converso circunstancialmente, é prova de que a obra queirosiana podia perfeitamente passar-se hoje em dia. 
Confirmou-se que teremos um casamento na família, em Abril, para o qual terei que me preparar devidamente e com antecedência. A coisa promete.
A temporada 7 do Castle está a entusiasmar-me a querer saber mais. Aquilo devia passar diariamente, não semanalmente. 

Podia fazer uma análise sociológica da terra de origem, mas pouca coisa mudou - pareceu-me - no que diz respeito a hierarquias e relacionamentos de aldeia. Mudou o padre, que agora anda na faixa etária dos 20 e muitos, mas a conversa não.