terça-feira, 31 de maio de 2011

Está bem visto, sim senhor! (Mais um que me faz inveja por não ter sido eu a lembrar-me do novo termo da Língua Portuguesa, sempre tão actual)


(O artigo completo aparece no local linkado.)

Sensação de conduzir um C3 - parte IV

O "bolinhas" faz-me sentir mais alta do que a minha carripana, logo o campo de visão aparenta ser maior.

Sensação de conduzir um C3 - parte III

...vermelho bordeaux: acho que dá muito nas vistas. A ocasião serve para confirmar que nunca escolheria qualquer tonalidade de vermelho para a minha viatura.

Sensação de conduzir um C3 - parte II

...como se fosse novamente aprendiz de condução, mas ainda não deixei o carro ir abaixo!

domingo, 29 de maio de 2011

Felizmente os dentistas andam demasiado ocupados para me lerem

Se há classe profissional que me causa arrepios  é a dos dentistas, muito por culpa de quem foi tratando da minha dentição desde pequenita.

O meu primeiro, o que me obrigou a usar aparelho nos dentes desde os 5 anos até aos  11/12, até era simpático e tinha um ar bonacheirão. Como os meus pais levavam-me a visitá-lo apenas de largos meses em largos meses, para verificar se a "máscara de aviador" continuava adequada, não me deixou traumatizada. Já não se pode dizer o mesmo da "máscara", que usava 3 horas por dia, após o período escolar (para não passar vergonhas) e durante a noite. Babava a almofada toda e não foram poucas as vezes que acordei sem ela, mas sem me lembrar de quando a tinha retirado. Era dolorosa!

O seguinte, o que tinha que visitar regularmente e que não tinha nada a ver com a "máscara", demorava imenso tempo a consultar-me, pois intervalava a broca e o chumbo com a leitura do jornal e o visionamento da sua rica TV a cores, estrategicamente colocada à frente da cadeira da "sofredora". Sim, porque naquela altura, não era qualquer um que a tinha a cores, logo, há que aproveitar a ocasião. Detestava-o! Era um homem grande, feio, antipático, pouco sorridente, medonho, assustador de crianças com 7 ou 8 anos. Felizmente, a minha mãe tomou a excelente decisão de mudar de dentista, após ela própria ter sofrido horas nas mãos do "carniceiro". Era mesmo assim que o chamávamos e assentava-lhe que nem uma luva!

A dentista que se seguiu, Dina de sua graça, era o oposto do anterior. Recém-licenciada, na casa dos 30, tinha ainda que arranjar clientela. Era meiguinha, bonita, conversava comigo e com a minha mãe e aparentemente não estava ali "apenas" para ganhar o dela à custa do sofrimento dos outros. A parceria correu bem, até que a minha mãe começou a estranhar o facto de a assistente da Drª Dina pedir-nos mais vezes do que o normal para passarmos lá "mais tarde" ou na "semana seguinte", pois tinha-se acabado o livro dos recibos. Nesta altura, já eu era muito mais autónoma, já ia ao dentista sozinha e também eu tive que ouvir estas desculpas esfarrapadas de quem queria fugir ao fisco. Foi nesta altura, meados da década de 80 do século passado, que proliferaram os dentistas brasileiros.

Não me recordo de ter más experiências nos tempos de faculdade. Se calhar nunca precisei de visitar nenhum; ou não quis, sei lá...

Até ao dia em que o chumbo de um dos dentes colocado originalmente pelo "carniceiro" se partiu e eu "deixei andar". Notava diferença, pois os alimentos alojavam-se naquele recanto e sentia dor quando ingeria bebidas demasiado frias. Tanto deixei andar que um dia acabei por sentir que o dente se partia enquanto comia um -pensava eu - inofensivo bocado de pão (coincidência gira: na semana passada, o meu filho largou um dos incisivos laterais enquanto comia pão e o outro enquanto chuchava um osso), ficando eu com parte de um dente aguçado e pontiagudo na boca, enquanto outro bocado se tinha misturado com o miolo do pão. E  toca a ir visitar um dos conhecidos desta bela cidade, logo no dia seguinte.

Ora, este conhecido concorre em pé de igualdade no pódio dos traumatismos dentários. Não é que ele fosse desastrado e insensível como o "carniceiro", mas, e apesar das três anestesias locais que injectou, teve ainda que recorrer à força bruta e a um pé bem posicionado na cadeira para arrancar o resto do dito cujo partido, não evitando a forte dor nem um mau estar que perdurou nos 3 dias seguintes, fazendo-me pensar que eu tinha a bochecha inchada e que se notava!

Já lá não vou desde o dia 13 de Setembro de 2007. Medo, muito medo!

sábado, 28 de maio de 2011

Sábado produtivo

Casinhas penduradas na parede da sala, quadros pendurados nas paredes dos quartos, torneira nova, espelho de regresso ao local de origem...e mais planos para pequenas modificações caseiras. Isto enquanto as portas do céu se abriam para deixar cair tal quantidade de água veloz que até o futuro ex-primeiro ministro fugia a sete pés da cidade conhecida originalmente como a dos 3Ps (penso que o número destes já aumentou, entretanto, mas não me lembro do significado dos outros).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Impulso pós-jantar

Fui ao ginásio. A estadia durou cerca de 10 minutos. Talvez lá volte.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Apetece-me estrangular alguém!

Sim, porque ter esperado 3 horas e 50 minutos por um perito de seguros automóvel, que chegou 20 minutos após a hora de fecho do concessionário, não é para qualquer um! E ainda ter que ouvir que "isto para si não é nada, não acha?", depois de agravar em cerca de 200 euros a conta anteriormente dada... dá cabo do sistema nervoso de qualquer uma!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Algo nunca visto por mim

Serei caso raro?

Na semana passada vi uma mulher a conduzir um autocarro dos TUB (Transportes Urbanos de Braga). Fiquei pasmada a olhar para o meu lado esquerdo enquanto a senhora conduzia serenamente o bolíde. Fiquei a pensar se noutras cidades há mulheres condutoras de autocarros, urbanos ou de serviço ocasional.

Confissão literária após ter lido o texto da Ursa


A malta da minha geração teve uns pais que lhes incutiram que ter um canudo é que era bom e prestigiante e que sem curso superior não se ia a lado nenhum.

Eu não fujo a esta regra. Mas, apesar de o ter em metade da área disciplinar desejada, confronto-me com a minha própria ignorância quando oiço certos familiares meus a referirem-se a autores que eu deveria ter lido, que eu deveria ter conseguido ler, que - era esperado - eu soubesse analisar em termos literários, que eu gostasse e fosse fã e os citasse a torto e a direito. Ora, eu raramente recorro a estas pessoas da literatura nem leio o Jornal de Letras (quiseram oferecer-me uma assinatura anual deste, mas eu teria que pagar cerca de 16 euros de 4 em 4 meses - que raio de oferta!), apesar de gostar de citações! Citações essas acerca das quais escreverei brevemente.

Pois hoje confesso, por este meio, que, apesar de todas (3 ou 4) as tentativas para ler Ulisses, nunca consegui tal proeza. Olhar para aquele grosso conjunto de páginas simplesmente assusta-me. E não é por isso que me sinto mais infeliz ou menos culta.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Oh Rais' Partam!

Ainda o meu belo sofá novo não chegou e já me apercebi duma desvantagem: a dificuldade em arrastá-lo para limpar, visto ser um único mamarracho lindo, confortável, suave ao toque e relaxante! Que caraças!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Jogos de casa

Nada de jeito na televisão (Mentira! vi-o do princípio ao fim, sempre a torcer pelo mais pequeno), dia sem trabalhos de casa (benditas quartas-feiras), jantar no bucho e loiça por lavar (é hábito), toca  a jogar algo que diverte todos (também somos poucos) e ainda requer alguma (pouca, mas pronto) concentração:

Na Mouche!


Aos 10,000 faço uma festa!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Surprise, surprise!

Chegar ao carro, após este estar estacionado 4 horas no sítio habitual, e deparar com uma amolgadela de todo o tamanho e riscos não só na pintura como no fecho da porta - amolgadela essa que afectou não só o abrir e fechar da mesma, como também o sobe e desce do vidro eléctrico do lado do condutor - faz qualquer uma não-minhota, como eu, dizer caralhadas em voz alta no meio da rua - coisa que fiz, sozinha, enquanto rodeava a viatura à procura de mais equizemas. Não é que o c***** da pessoa que fez esta m**** não deixou nada? É esta falta de honestidade que me deixa furibunda! Eu teria deixado o meu contacto, mesmo correndo o risco de ser chamada de otária.
Amanhã de manhã, em vez de me dirigir ao local habitual das minhas manhãs, vou ter que ir em sentido contrário e visitar o simpático que me costuma atender por aquelas bandas. Sim, aquele que no final apresenta sempre as contas astronómicas!

Pista 4 para a dita cuja de baixo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Invejar é feio, mas eu invejo

Sou invejosa, pronto. Invejo pessoas, palavras, situações, objectos, momentos. Mas invejo sobretudo palavras e frases ditas por terceiros que, quando as leio, espelham quase ipsis verbis os meus pensamentos,  que não verbalizei ou claramente ou atempadamente. Fico fula!

Apenas um exemplo do livro de mesinha de cabeceira: "O Facebook é o aparelho digestivo dos modernos. É o intestino da alma. É feito para os activistas de sofá. Exige zero de compromisso. Basta estar ligado.", in Cemitério dos Prazeres, de Pedro Boucherie Mendes, que, sem o conhecer de lado nenhum, começo a achar que ele escreve umas verdades com pés e cabeça.

Docinho para quem adivinhar onde foi tirada a dita cuja de baixo

Pista 1: localiza-se no Minho

ADENDA: Pista 2 (após reclamação devida): situa-se acima de Braga

Adenda 2: Pista 3 (chato, pah!): concelho de Ponte de Lima
(E Ness, tu não entras nisto :P)

domingo, 15 de maio de 2011

Tão amorosos, não são?

Este e este são duas das razões que me fazem gostar da blogosfera que eu leio. São picardias saudáveis, humorísticas e inteligentes.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pronto, já recuperou da convalescença

Após um grande soluço que durou quase 24 horas e fez mossa, voltámos todos ao normal. Toca a despejar posts e a entupir isto novamente, que eu não posso à conta dum fim-de-semana ocupado :P

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ai rapariga, que tu sabes bem o que tens que fazer!

Coincidência? Peso a mais? PDI? O Verão que se aproxima? Pensamentos repticiamente plantados? Gordurinhas acumuladas? Preocupações de saúde? Bem estar físico? Ver os outros a fazer e querer ter vontade de fazer? Ter saudades do corpinho de 18? Ter  exemplo em casa com resultados visíveis?


Esta conjuntura doméstica, sazonal e etária levou a que começasse a fazer hoje, o que eu fazia assiduamente e com algum prazer antes de ter 20 anos.

Conhecendo-me como me conheço, acredito pouco na longevidade da decisão e das acções, mas enquanto tento, pode ser que perca alguma coisinha!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Acabaram-se os telefonemas à terça-feira à tarde!

Depois de mais um telefonema atendido por mim com três "SIMs?" em crescendo, que não obtiveram qualquer resposta, tomei a drástica decisão de desligar o dito cujo aparelho. Zás! Assim! Sem dó nem piedade, arranquei o fio do buraco às 9:40 da noite.

Quem quiser contactar-me para assuntos sérios, sabe como fazê-lo!

Opinião anti-facebook

Eu comecei a usar e a frequentar a internet há cerca de 12 ou 13 anos, ao mesmo tempo que descobria o que era um computador e como podia ser usado. De lá para cá já muita coisa se passou: frequentei salas de chat, tive ICQ (quem é que ainda se lembra disto?), abri e fechei blogues (sendo este o meu primogénito e que ainda respira), aprendi para que serve um computador, o que se pode fazer e não deve fazer na "cloud" (termo recentemente aprendido após gesto generoso do Gajo), uso frequentemente o messenger do yahoo e do windows live, leio blogues e jornais, jogo gamão online, observo o petiz a jogar Club Penguin... enfim, penso que faço o que a grande maioria das pessoas faz quando tem um computador ligado à Web à sua frente. No entanto, tenho aversão a certas modas: nunca usei o twitter, não sou assinante ou subscritora (ou lá como se chama) de redes sociais, à excepção do facebook,  e não gosto do facebook.

Sei que remo contra a maré, pois até os meus catraios da escola pedem para ser meus amigos, mas faz-me impressão a necessidade que as pessoas têm de se divertirem com vacas e ovelhas virtuais ou de dizerem o que lhes ocorreu enquanto mandavam a bela da ca**** ou o vídeo que acabaram de descobrir...ou isto, aquilo e aqueloutro que por lá se faça. Sim, eu tenho conta lá, que devo verificar 2 ou 3 vezes por mês, apenas para apagar e bloquear convites que ainda me vão chegando para me juntar a esta causa ou responder a esta pergunta. Dos cerca de 70 a 80 amigos que por lá andam, talvez 10 ou 12 sejam "estrangeiros", com quem ainda mantenho contacto via outros meios. Dos restantes, conheço-os pessoalmente e por esta razão, não quero saber o que por lá partilham. Se eu quiser falar com eles, sei para onde telefonar, que caraças! Faz-me impressão a facilidade com que algumas pessoas partilham a sua vida privada lá. O mesmo se pode dizer nos blogues, pois também eu, de vez em quando, abro a porta do lar aqui neste que estão a ler, e como eu, tantos outros e outras. Mas eu acho que partilhar aqui é diferente de partilhar lá. Posso estar enganada. Mas faz-me impressão a interacção existente por lá, tão exposta aos olhos do mundo. Faz-me impressão o tempo que as pessoas parecem lá passar a jogar e a trocar comentários e a envolverem-se em picardias. É ou não é muito melhor ir dar milho às galinhas da vizinha e espetar um murro a sério nalgum patife que nos chateie?

A sério, custa-me a aceitar esta moda!


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ao menos já não perdemos mais com o FCP nesta época

Não me chateou. Confesso que cheguei ao fim do jogo com um sorriso nos lábios. Claro que no jogo de Dublin não tenho dúvidas acerca de quem apoiarei!

Amanhã, eu, funcionária pública, não farei greve.


Farei passeio!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A marmelada do Senhor Manuel e da Dona Fátima

O Senhor Manuel e a Dona Fátima, casados há mais de 20 anos, gostam muito de fazer marmelada juntos. Sempre gostaram, aliás. Foi precisamente esse gosto comum que os uniu antes de se casarem. Marmelos.
Tinham descoberto, enquanto conviviam dentro dos parâmetros correctamente familiares, que gostavam particularmente de mexer na fruta que ambos possuiam e cultivavam nos respectivos quintais de família. Quintais esses bastante frondosos e apelativos à vista de quem por ali passava, bastante recheados com uma imensa variedade hortícola e frutícola: abóboras, pêras, morangos, tomates, cenouras, coentros, salsa, limões...Tudo fruto de muito trabalho árduo e sempre manual. Era do que ambos gostavam: mexer e remexer no terreno do outro, sabendo que mais ano menos ano, haveriam de colher frutos comuns.

Ora, o Menino Manuel tinha um fetiche: antes mesmo da Menina Fátima acordar, e sem fazer demasiado barulho enquanto explorava o terreno da menina-vizinha, o Menino Manuel gostava de tocar na sua fruta preferida: marmelos. Os marmelos do quintal dela e mais nenhum. Ele tomava-lhes o peso, sentia as suas formas curvilíneas e onduladas, a sua textura (ásperos por fora, mas bastante deliciosos depois de uma trinca bem dada), enebriava-se com o seu cheiro adocicado.

Tal fetiche fora praticado amiúde, apenas com conhecimento da menina-vizinha, até ao dia em que o irmão da menina deu com a língua nos dentes e contou ao progenitor dela que o seu quintal andava a ser idolatrado às escondidas pelo menino-vizinho Manuel.

O pai, que não era de modas, foi falar com a mãe do menino-vizinho, já viúva aos 46 anos, por vias de um acidente fatídico que o marido sofreu enquanto apanhava...marmelos, precisamente. Desequilibrou-se do marmeleiro, caindo do escadote, bateu com a cabeça no banco de madeira e ...finou-se de vez.

-"Malditos marmelos, Manuel! Foram a desgraça da família uma vez, serão novamente a nossa desgraça à custa dos marmelos da Fátima." - vociferou a mãe, antes de terminar a conversa familiar com um ultimato:

-"Ou tu e a Fátima montam negócio juntos ou eu corto o mal pela raíz de vez e nunca mais a vês! Vais para o seminário se..." Ele não gostou nada da ameaça, pois no seminário mais próximo não cultivavam a arte de fazer marmelada.

E foi assim que o Menino Manuel e a Menina Fátima se tornaram sócios da empresa "Marmelada para todos", após casamento faustoso na aldeia, badalado durante 14 dias à conta de tanta marmelada caseira feita exclusivamente por ambos e para regalo e paladar de todos os convidados.

Ainda acerca do IKEA

Houve algo que me chamou a atenção, pela positiva: esta almofada,


 que estive quase, quase a comprar. Adorei o bordado e as cores! Só não o fiz porque não condiziriam com os sofás novos que hão-de chegar lá para Junho. Foi pena!

(pior do que isto é falar de mamas ao almoço e o único elemento masculino não poder opinar a gosto :P)

Coming soon

Um texto sobre marmelada, para satisfazer clientes adultos e gulosos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Limpeza

Ficou lindo! Limpo! Perfeito!

Um grande obrigada ali ao gajo que até sabe ser paciente quando quer!

Sítio do Picapau Amarelo

Marmelada de banana, bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Rios de prata, pirata
Vôo sideral na mata, universo paralelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
No país da fantasia, num estado de euforia
Cidade polichinelo
Sítio do Pica-Pau amarelo

SE ALGUÉM SOUBER SE É POSSÍVEL ADQUIRIR A COLECÇÃO EM DVDs, POR FAVOR AVISEM-ME. TENHO SAUDADES DA EMÍLIA!

As duas principais causas de morte em Portugal

Ou de quando o telefone toca...

Apesar do título ser cópia deste título, os conteúdos diferem e muito.

Cá em casa, o telefone fixo toca pouco. Excepto ontem, pois parecia mesmo uma central telefónica em dia de aflição. Mas isto não interessa nadinha. Ora, quando toca, eu fico sempre com a pulga atrás da orelha: a família telefona para o telemóvel, os amigos telefonam para o telemóvel, a entidade patronal telefona para o telemóvel. Portanto, quando o telefone fixo toca, não é bom sinal: ou querem pedinchar ou querem oferecer-me coisas que eu nunca pedi e não preciso.

Foi este o caso, quando na semana passada, a meio da tarde de terça-feira, o dito cujo toca, eu atendo, eu digo "sim?", "SIM?", "SIIIMMM??" e, após um "click" finalmente oiço uma voz feminina, pouco agradável, algo rouca, talvez pertença de uma senhora de alguma idade, que, após me cumprimentar educadamente, questiona-me acerca do meu nome e idade, situação profissional e estado civil, a que eu respondo, mas já com bastante desconfiança. A partir daqui a coisa descambou, pois quando dispara as mesmas perguntas acerca do mais-que-tudo e quando pergunta a que horas é que chega a casa, quando é que pode ser encontrado, se é possível dar o seu contacto...eu sinto-me a fervilhar por dentro, enquanto evito dar-lhe respostas exactas e acabo por perguntar, com voz tão ou mais ríspida do que a dela, o porquê de todas aquelas questões. Ao qual ela responde, com ritmo menos acelerado mas com discurso decorado, que o meu número fixo foi seleccionado com um prémio-surpresa no valor de não sei o quê (sei que era mais do que o ordenado mínimo em Portugal) e que não me podia dar mais detalhes acerca do prémio, porque ela própria não os sabia. Foi então que eu lhe disse, tentando controlar-me, que eu iria gentilmente (sim, usei este termo ao telefone) ceder o meu prémio-surpresa a outra pessoa que eles escolhessem. Ela, com voz de quem parecia que tinha sido ofendida, perguntou porque é que eu não o queria e insistia, dizendo que era uma oportunidade única...ora, a típica banha da cobra por telefone, para a qual eu não tenho paciência, e isso nota-se bem quando despacho esta senhora com um "obrigada pela oferta e boa tarde" e desligo sem esperar a resposta.

Há cada profissão mais ingrata! E eu nem sequer fiquei a saber o que era necessário fazer para obter o meu rico prémio-surpresa!

Ah pois, esqueci-me de relacionar isto tudo com o título: é que a senhora, depois de se apresentar, perguntou-me se eu sabia quais as duas principais causas de morte em Portugal, dando-me 2 opções: a) cancro (não especificou qual) ou b) AVC. Da primeira vez que também me quiseram dar um prémio-surpresa, eu lembro-me de ter escolhido a opção a) e de ter acertado logo à primeira. Desta vez, escolhi a opção b) e acertei  logo à primeira. Ou seja, sou mulher de sorte!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pedido de informações

O que é que convém eu saber acerca de tartarugas, agora que a criatura vive connosco, sobrevive e supera todas as desgraças pelas quais a fazemos passar, vai para 3 anos e come quase tanto como o dono mais pequeno?

Constatação de um facto

O ano ainda nem a meio vai e eu já escrevi mais do que nos 2 últimos anos anteriores.

domingo, 1 de maio de 2011

Dúvida de dia da mãe

Os descendentes e filhos de casais homossexuais chamam mãe a qual das partes?

Eu, consumidora

Eu gosto de fazer compras, admito. Mesmo aquelas rotineiras, obrigatórias que enchem a despensa e frigorífico cá de casa. Mas sou um bocado esquisita quanto à hora a que as faço e com quem. Tenho hábitos: mesmo quando não tenho uma lista de items, sei sempre o que quero e vou directa às estantes e escaparates. É raríssimo desviar-me do meu percurso, pois detesto deambular pelos corredores a observar a paisagem que não me interessa. Ora, quando eu vou às compras com o mais-que-tudo e com o petiz, é certo e sabido que há chatices. Por isso, evito as compras em família ao fim-de-semana. O petiz pára e fica na secção de brinquedos e confio que não sai de lá sem olhar tudo com as mãos. É que não sai mesmo! A não ser quando o chamamos e temos quase que o puxar por uma orelha para se vir embora. Sendo esta uma das razões da chatice. O mais-que-tudo desvia-se do estritamente necessário, pára onde eu habitualmente não páro, olha e volta a olhar e compara preços, características e faz-me esperar uma eternidade antes de se decidir por alguma coisa. Ora, eu não tenho paciência para este ritmo irritantemente lento do "pára arranca" dentro duma grande superfície comercial. Daí tentar sempre ir sozinha e a horas de pouco afluxo. Sim, porque muita gente à minha volta, mesmo que num espaço airoso, faz-me sentir incómoda e claustrofóbica. Começo a sentir-me tensa, farta de ali estar, querendo chegar à caixa rápido e que resolvamos tudo o mais rapidamente possível para sairmos daquele antro.
Ora, ontem, como já tinha escrito, fomos pela primeira vez ao IKEA. E senti exactamente o mesmo. Sabíamos o que queríamos e comprámos o que queríamos, depois de passar por todos os quartos e cozinhas e escritórios e mais não sei o quê (tal como a planta da loja nos obriga), o que, a juntar às pessoas a quem tínhamos que pedir "com licença" e "desculpe" frequentemente, me causou uma dor tremenda de cabeça e nas pernas. O petiz acabou o "passeio" de uma hora com fome, com vontade de afiambrar um "hot dog". O mais-que-tudo ficou adepto da organização sueca e deliciou-se hoje de manhã a montar o seu "lego" de adulto.

Haja paciência para a bricolage, que eu pouca tenho!