sábado, 31 de dezembro de 2005

Maldita insónia

Graças a uma mudança temporária de cama (não é para rir nem para perguntarem "porquê??"), não consigo dormir.
Como tal, e porque nesta casa já há quem ressone bem alto a estas horas da madrugada, nada melhor há para fazer do que vir à net (a outra opção era ficar vidrada na televisão, hábito que perdi há alguns anos atrás).
Desde já agradeço ao
gajo que muda mais vezes de blogs do que eu de cama pela dica que me deu e que já pus em prática duas vezes. Aproveito para fazer publicidade a mais um, também do mesmo, acabadinho de nascer, que, ou muito me engano ou nos vai obrigar, não só a respirar fundo, como também a pensar duas vezes em muita coisa séria que por aí se passa.
Acho que agora vou-me de vez :)


(Eu bem disse que hoje o nr. 13 não auguraria nada de bom!)

POST NR.13 (não augura nada de bom)

Não consegui...
...cumprir o que me tinha proposto a cumprir, isto é, de não vir aqui dizer umas parvoíces durante a minha "ausência" que duraria "até previsivelmente ao início de Janeiro".
Acabei de ver "O Crime do Padre Amaro", sobre o qual dissertarei mais tarde.
Agora só me apetece mesmo ___________________________________________ (completar com o que mais vos agradar, que alguém há-de acertar).
Sendo assim, e antes do "vou ali, já venho", aqui deixo os meus desejos A TODOS E A TODAS de que o ano de 2006 seja mais um ano de experiências interessantes, de aventuras inesquecíveis, de momentos agradáveis, de conversas edificantes, de encontros inesperados, de jantares de cair para o lado...em suma, tudo de bom.
Beijinhos lindos que eu agora vou ali, já venho...que é como quem diz, até para o ano, que já faltou mais.
P.S.: Se nem isto consigo cumprir, quanto mais aquelas promessas tontas que alguns de nós fazemos a nós próprios quando começa mais um "ano de caca", como já o Penso Rápido, Mas Escrevo Devagarinho disse algures um dia destes.
Mas uma coisa pretendo cumprir: aprender como raio se linkam sites neste blog sem ter que usar o URL completo!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Encerramento precoce



A Gerência vem por este meio avisar os seus queridos clientes que por motivos de força maior terá que encerrar o tasco até previsivelmente ao início de Janeiro.
Desde deseja a todos um excelente Natal e entradas ainda melhores que as do ano que está para terminar.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Enlarge your manhood...

Ora bem...
Vem isto a propósito dos e-mails que recebo diariamente e que vão parar directamente à secção de "junk".
Segundo o excelente e mundialmente famoso dicionário PRIBERAM, ( e aqui peço já desculpa ao Roque pela falta de originalidade e fontes diversas das dele) eu sou isto, que passo a transcrever:

do Lat. muliere
s. f.,
pessoa do sexo feminino, depois da puberdade;
pessoa adulta do sexo feminino;
esposa;
consorte;
senhora;
pessoa do sexo feminino pertencente à classe popular;
o conjunto das pessoas do sexo feminino;
espécie de jogo.
Bot.,
- -frágil: planta africana.

Depois de ver confirmado online aquilo que sou, continuo sem perceber várias coisas:
1) como é que tantos remetentes diferentes, que diariamente eu indico como sendo "junk mail", continuam a enviar-me estes anúncios úteis;
2) se sabem o meu endereço electrónico deveriam também saber, através do meu nome real, que eu não nasci com "manhood", nem desenvolvi o que não tenho ao longo destes meus anitos;
3)sendo eu mulher, qual o efeito que o Viagra teria em mim? o crescimento das maminhas? do rabiosque? ou de outras partes pudibundas? (que imagem mais estranha)

Se eu fosse uma planta africana, que não sou, ainda entenderia como útil receber publicidade de modo a que os meus membros crescessem; mas não sendo, continuo na minha...que chatos do caneco!

Aqueles de vós que me conhecem pessoalmente (e agora, já vos estou a ver a questionarem-se "eu conheço-a? afinal quem é que a conhece pessoalmente?"), façam-me um favor, sim? Nunca duvidem da minha essência e nunca repitam o que um Burro disse "átrasado" (expressão típica de Braga, não sei como se escreve): "A gaja nunca me enganou, ela é um gajo" (se não foi assim, foi mais coisa menos coisa).

Urgente: precisa-se de clientes...



Vá, cheguem-se à frente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Conto de Natal...ou talvez não.


Há muito, muito tempo, andava uma menina com um gorro vermelho a passear sozinha pelas planícies verdejantes que circundavam a sua aldeia de anões. Nesta aldeia, reinava um chefe barrigudo e barbudo que gostava imenso de festas, guitarradas e cervejola. Este chefe era igualmente doido por leques vermelhos e pretos. Também gostava de ser transportado para a peixaria mais próxima em cima de um escudo (será que alguém no seu perfeito juízo elegeria para seu chefe alguém que se deixe transportar de modo tão inseguro? e se o escudo passasse a ser euro, o que aconteceria?)
Naquele dia solarengo de Inverno, apareceu vindo do nada uma figura algo estranha, com sombrinha a cobrir-lhe a cabecinha, não vá o sol queimar-lhe os poucos pelitos que ainda lhe restavam. Esta visível falta de pêlos era compensada por uma barba branca farfalhuda, que lhe chegava aos pés. Esta figura apresentou-se aos aldeões como sendo um mago. Até trazia chapéu de cone e varinha mágica a ornamentá-lo (o chapéu estava pendurado ao pescoço, não vá não terem percebido porque raio é que ele precisava de sombrinha com um chapéu destes).
Ora a nossa menina, acabadinha de chegar da sua passeata matinal, não é de modas e pimba...atira-lhe com uma pedrita às costas e pergunta-lhe:
-Viste o Pai Natal no caminho para cá?
Ao qual o nosso amigo respondeu:
-Sim...ou melhor, não...não vi, mas ouvi-o quando passei por um pântano, na margem do qual se situava uma casinha numa árvore e de onde vinham duas vozes bem distintas, ou melhor, barulhos, do género daqueles que as pessoas normais fazem quando enfardam caracóis ou comem feijões ao pequeno almoço. Fora de portas andava um burriquito palrador sempre a espreitar lá para dentro. Um dos dois seres que estavam dentro de portas tinha um sotaque nórdico e o tal burro não parava de repetir " eu portei-me bem, eu portei-me bem, eu portei-me bem". O outro ser falava "axim, à xopinha de maxa" e mandava perdigotos cá para fora. Apercebi-me disto, porque o "nórdico" disse amiúde: "caralho, pára lá de amandares com essa merda pra cima do meu prato de tripas."
Volta a miúda do gorro vermelho ao ataque:
-E por acaso não reparaste se os leques que ele trazia eram pequenos ou grandes? É que se forem grandes, têm que ser devolvidos antes do dia 21 de Dezembro, que é quando nós celebramos o Natal. Nesta aldeia não são permitidos tamanhos XL, apenas XSL, de modo a evitarmos discriminações e enforcamentos porque alguém se lembrou de roubar o leque alheio.
Responde o nosso mago de barbas brancas:
-Não consegui ver o que ele tinha no saco vermelho, mas sendo ele quem eu penso que ele era, com certeza que não irá desiludir ninguém.
A menina deu-se por satisfeita e decidiu ir laurear a nêspera para aquelas bandas do pântano. Não é que no caminho depara-se com com um grupo de homenzinhos vestidos com meias calças verdes e gorro verde, a dançarem algo muito estranho!! Claro que a reacção só podia ser uma: "Seus panascas!"...e lá continuou a sua voltinha, a cantarolar e a saltitar.
Quando finalmente se aproximava da tal casinha da árvore perto do pântano, conseguiu ouvir o barulho ensurdecedor que saía lá de dentro e correu, correu, para verificar se tinha faltado a alguma festa importante.
Ora, o que é que ela conseguiu visionar: um ser disforme, verde, com dentes amarelérrimos, a chuchar caracoletas; um velhinho de barbas brancas, fatiota vermelha e botas pretas perdido de bêbado, a balançar-se para trás e para a frente numa cadeira e que cantava "ò rosa arredonda a saia, ó rosa arredonda-a bem, ó rosa...."; e para completar o cenário, uma gaija ruiva, alta, de vestido vermelho bem apertadinho, cai-cai, com parte do cabelo a tapar-lhe a testa e a fumar a sua cigarrilha.
"Ora muito bem", pensou a nossa querida criança de gorro vermelho, "nada como uma festarola com 2 gaijos e uma garina à maneira para terminar duma vez por todas com este suplício que tem sido a minha adolescência. E aquela garrafita tá com tão bom aspecto que vou já entorná-la pela goela abaixo". Assim pensou, assim o fez, sem que qualquer dos outros a interrompesse. Ainda mais que "natal é quando um homem quer e a mulher deixa"; e aqui tinhamos dois seres do sexo masculino e dois do feminino e ninguém se opôs a que a miúda provasse o néctar dos deuses.

(não, não vai ser nada pornográfico)

A tarde já ia longa, o sol já se punha e já se ouviam os anões a regressar à aldeia, lá ao longe. Contudo os nossos 4 amigos estavam com pouca vontade de arrumar a loiça. Estavam num estado tão lastimoso que o nosso amigo burriquito atreveu-se a sacar duma máquina fotográfica digital Sony Cyber-shot DSC-P200 Cinzenta que estava em promoção na Worten lá do sítio (por sinal bem baratinha), e conseguiu fotografar o nosso Pai Natal, que passo a apresentar:



Quanto às outras personagens, o burriquito achou por bem não me enviar mais fotos da ocorrência, de modo a eu não me sentir chocada com tamanha porcaria que ia naquela caverna, tal era a quantidade de garrafas de tinto alentejano e pacotes de pipocas que andavam por ali espalhadas.

Por respeito aos inadvertidos leitores e porque a hora já vai adiantada, ouso terminar o meu Conto de Natal agora e aqui. Se acharem que o final deve ser outro, ou que há alterações a fazer, disponham sempre.
Fiquem bem.

domingo, 18 de dezembro de 2005

Pês...

Lempembrampam-sepe despestapa ipidipiopotipicepe dapa nopossapa inpinfânpancipiapa?
Qupuanpantospos depe vóspós épé quepe nunpuncapa fapalaparampam apassimpim?

(Nunca vi esta "linguagem" escrita, daí não estranhem eu tê-la escrito com erros)

BOPOAPA NOIPOITEPE!

sábado, 17 de dezembro de 2005

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Grito de dor (Ainda na sequência do último post...)

Enviado por email:

"O meu nome é Sarah
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados
Não consigo ver
Eu devo ser estúpida
Eu devo ser má
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?
Eu gostaria de ser melhor
Gostaria de ser menos feia
Então, talvez a minha mãe
Me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar
Eu não posso fazer asneiras
Senão fico trancada
Todo o dia.
Quando eu acordo estou sozinha
A casa está escura
Os meus pais não estão em casa.
Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levasse
Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro
O meu pai chega do bar do Charlie.
Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.
Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora
Começo a chorar.
Ele encontra-me a chorar
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha que ele sofra no trabalho.
Ele esbofeteia-me e bate-me e berra comigo ainda mais.

Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.
Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.
Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis palavras...

"Eu lamento muito!", eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.
O mal e as feridas... mais e mais
Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!
E finalmente ele pára e vai para a porta,
Enquanto eu fico deitada, imóvel no chão.

O meu nome é Sarah
Tenho 3 anos.

Esta noite o meu pai matou-me."

Horror e Revolta!

Alguém me explique, por favor, o que se passa na cabeça das pessoas quando infligem maus tratos a bebés e a crianças e as molestam sexualmente. Fizessem o mesmo a um filho meu e garanto que destruiria não só a minha vida como mandaria um balázio na cabeça do/a próprio/a atacante.

E como não há 2 sem 3...

...e não quero saber que já seja o dia seguinte...
pergunto-vos (sim, a vós, anónimos que maldirão - isto existe? - o dia que aqui vieram) eu: o que dariam de prenda de natal a um puto mimado de 15 anos que está totalmente viciado em jogos de computador? É óbvio que está fora de questão eu dar-lhe mais um!
Fico à espera.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Principiante...

Se há coisa que detesto é a sensação de principiante quando não sabemos nada de nada. Mas mais do que isso, é ser principiante ajudada por um Burro.( http://souburro.blogspot.com/)

A 1ª vez custa como a merda...

E pronto...aconteceu...e a culpa é toda daqueles 2+1, que não digo quem são, que em alturas diferentes me chatearam...vamos lá ver quanto tempo isto dura.
Brincar é giro :)