quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Novidade Fresquinha

A partir de hoje, faço parte da Igreja Universal dos Fazedores de Bonitas Listas Musicais dos Últimos Dias. Adivinhem onde...

"Um grupo de devotos da causa sagrada das listas musicais dos tipos mais variados, inusitados e despropositados, que assim tenta evitar a degeneração da espécie humana e o iminente apocalipse."


É, encaixo-me perfeitamente...ó ó!

Vai uma aposta que neste OS comentadorES habituais não pegam?


Sub-título: Mais uma actividade da minha vida passada

Fui uma adolescente prendada, pois, ao contrário do que possuo hoje, tinha mãos e olhos de fada. Aprendi e pratiquei técnicas básicas de costura, crochetei uma colcha branca para o meu enxoval (colcha essa que está bem guardadinha algures com receio que se estrague), tricotei várias peças de malha que cheguei a vender e também para uso próprio (camisolas, cachecóis e casacos), iniciei-me nos Arraiolos mas nunca fiz nada digno de exibir...e por fim, fiz imensas obras de arte em ponto cruz, que decoram actualmente as paredes da cozinha desta casa, que decoram a mesa de Natal nessa noite, e das quais me orgulho imenso. As toalhas de banho a que todos nos limpamos estão também marcadas pelas minhas mãos. Felizmente, a minha mãe nunca se lembrou de me pedir que bordasse a Ceia de Cristo, senão ouviria um redondo "Não!". Entretanto, deixei de ver condignamente. E ainda tenho que terminar a prenda de casamento de um casal amigo, prenda essa que iniciei antes de eles se casarem, já lá vão 10 ou 11 anos, e continua arrumada na caixinha dos bordados. O que vale é que já me conhecem há quase 2 décadas e já sabem o que a casa gasta. Tenho muito com que me entreter daqui a 26 anos, se lá chegar e as cataratas não me inundarem.

Fui avisada por leitor atento que...

Então deu o badameco ao blogue novamente, à conta das últimas imagens partilhadas. Como não tenho paciência nem competências nem curiosidade geekiana para repôr a coisa, para já fica tudo assim. Se quiserem ver os posts de ontem e os do passado, terão que carregar lá no fundo, onde diz mensagens antigas ou qualquer coisa do género.

Mais teias de aranha da minha infância

Este senhor, os seus sobrinhos e congéneres brasileiros - Zé Carioca e Professor Pardal incluídos - ajudaram-me a aprender a ler, muitas vezes enquanto obedecia à mãe- natureza. A minha mãe costumava estranhar a minha demora, achava que eu era uma leitora muito lenta e amiúde berrava comigo. Nunca houve paz naquela casa, durante aqueles momentos de intimidade. E era caso para dizer "Tal pai, tal filha".



Estes entretinham-me no intervalo de aturar as freiras do colégio que frequentei até ao 9ºano. Eram estas colecções que me alienavam das fórmulas químicas e das leis da física e dos senos e cossenos  que a Professora Joana insistia em injectar-me à pressão e eu continuava a não perceber um cu daquilo. Hoje percebo! Tão fácil agora!

Estes e alguns da colecção do Tintin fizeram concorrência aos moçoilos de quem eu ia gostando. Tinha tão mau gosto nessa altura, no que diz respeito a gaijos, que ainda hoje recordo com asco o meu primeiro beijo. Já os livros do pançudo e do baixote estão guardadinhos com estima e carinho. Tenho intenções de terminar a colecção do miúdo loiro, mas ainda não aconteceu.



O Spirou e o Fantasio também assistiram ao meu crescimento. Eles não tinham um marsupilami que andava sempre metido em sarilhos?


Também espreitava, às escondidas, tudo o que pudesse agarrar do Manara, quando ia à biblioteca municipal. Mas os ensinamentos católicos e retrógrados da minha mãezinha e da minha ainda viva avó bombardeavam a minha mente constantemente, dizendo que iria acabar no inferno. Mal elas sabiam! Que é leitura muito mais elucidativa do que qualquer manual de educação sexual de hoje em dia, lá isso é!