terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A ida ao veterinário

Hoje levámos a bicha ao veterinário.
Agora mesmo, enquanto lia o texto anterior, é que reparei que o nome dela foi mais uma vez alterado, não sei quando, para uma variante da que vem mencionada no link de cima: já há algum tempo que é a Papa-Tudo. Diria que há mais de 2 anos que a tratamos por Papa-Tudo. E foi este o nome que deixámos na sua ficha clínica, naquele Hospital.
A verdade é que a Papa-Tudo não andava a papar nada. E não se mexia. E não reagia a estímulos de toque e de voz. E não abria os olhos. E não elevava o pescoço para pasmar a olhar para nós. E não sapateava em lado nenhum. E isto desde que, na semana passada, a mudei da sala, acolhedora e quentinha, para a varanda, sujeita às intempéries e ao frio matinal.  E eu assustei-me. E comecei a ficar preocupada. E comecei a ter pensamentos esquisitos, mórbidos mesmo.
Entretanto, encontrei a G. no supermercado que, ao ver-me de lagrimita no olho à conta do animal, disse que o vet iria rir-se de mim quando a levasse a visitá-lo, pois a Papa-Tudo estava, de certezinha absoluta, a hibernar novamente. 
E a G. tinha razão! 
Mas bolas, a Papa-Tudo não se mexia, não bufava, não escoiceava, não fazia nada do que é habitual nela, a não ser estar ali prostrada, sem abrir os olhos, sem mexer as patas e sem comer a salsicha.
Vocês não teriam feito o mesmo que eu, mediante o pagamento de alguns euros?

Mas só eu é que não falei dos vestidos dos Óscares?

Deste fatinho ninguém fala, n'é?? Porque será...