terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Aquilo da coisa

A coisa coisou-me que a coisa da outra coisa lhe tinha coisado que a coisa afinal já não coisava mais com o coiso. E coisei eu a seguir: "Mas afinal que anda esta coisa a coisar, hoje em dia"? 

A sério...nunca vi palavra mais sem sentido ser usada tantas vezes, todos os dias, por tantos coisos!

E sai a história seguinte:

O meu pai é um comilão. Sempre o foi. E a filha não lhe fica atrás. A barriga de ambos é que é radicalmente diferente. Além de que sou ligeiramente mais alta (uma questão de milímetros, vá...)  do que ele, logo a minha, por muito bojuda que ande às vezes nunca alcançará o volume da dele. 
Isto tudo para dizer que ele é um comilão sazonal, isto é, ele aprecia os pratos portugueses sazonais. E está a aproximar-se Fevereiro e Março, o mês dos ciclóstomos! Ainda a minha mãe era viva, lá iam os dois a caminho de Sever do Vouga (distrito de Aveiro, lembram-se?), a um determinado restaurante, com o único intento de apreciar um bom ciclóstomo. Ciclóstomo esse que é habitualmente servido com arroz. Em muitos sítios da região. Nos meses mencionados. Com direito a festival gastronómico e tudo. Também se encontram ciclóstomos no Alto Minho.
Eu também me considero comilona sazonal, e já comi ciclóstomo, uma vez, apenas para poder afirmar que aquilo é detestável, não só de olhar, como de cheirar e comer. Não acho que o ciclóstomo em questão seja de comer e chorar por mais, não. Não é prato que me faça fazer quilómetros, ao contrário de outros.
E vocês? Gostam de ciclóstomos, ou não?

(Bem, eu aprendi a palavra hoje e confesso que acho um piadão à sonoridade. Daí o post. E a trabalheira que foi ter que a escrever sem nunca me enganar?? Tentem lá isso, sim?)