sábado, 29 de dezembro de 2012

Bolas, esqueci-me do título


Ó abóbora quão redonda és
Que vontade de te cortar
E até de te dar com os pés
Antes de te trucidar e retalhar

As tuas estrias dão trabalho
As tuas pevides dão vida
Cortar-te ao borralho
A conversas convida

Bilharacos, doces e geleias
Papas, bolos e tartes
Nem há perigo nas colmeias
E até evita os enfartes

Tu foste o meu jantar
Com a sogra a acompanhar
Que saiu a lambuzar
De tanto enfardar


Do cordão umbilical

Ontem sugeriram que nós o cortássemos já no próximo ano, que o deixássemos, sem pai e mãe, ir à aventura por terras de sua majestade, já que a vontade dele é mais do que a da mãe e igual à do pai. E depois ponho-me a pensar quem é que o massacraria para lavar os dentes depois das refeições ou para arrumar a roupa e calçado espalhado pelo quarto ou quem é que lhe dizia "NÃO!!" mil vezes/dia. E às tantas ele habituava-se aos hábitos pouco higiénicos dos ingleses e deixava de tomar banho de vez. E filho meu não anda nem porco nem a cheirar mal! E depois começo a pensar naquela cabecinha de vento que se esquece de tudo e mais alguma coisa nos sítios por onde passa: já imagino um telemóvel esquecido por baixo dum Einstein de cera ou duma máquina digital algures entre as vértebras dum dinossaurio gigantesco ou um boné no topo do chapéu dum daqueles senhores estáticos que guardam ...sabe-se lá o que, mas a quem apetece passar o dia a fazer caretas e o pino à frente deles. E se ele não come? Já nem digo bem, porque comer bem naquelas terras é uma ilusão. E quem o acordaria de manhã cedo? E quem lhe daria os miminhos matinais? E eu a dizer que não e a deixá-lo ir, ansiosa por que passem os 15 dias e que ele regresse com uma pint (caneca) para oferecer à malta, isto, se entretanto não se partir no avião, no meio da montanha de meias e cuecas sujas, sebosas e mal-cheirosas.
Nada está decidido, mas para já o prognóstico é de 3 contra 1.