terça-feira, 26 de março de 2013

Já disse que embirro com o facebook, já?

É que, caso se tenham esquecido, eu volto a dizer: eu embirro com o facebook, não acho piada nenhuma às "curtas" que lá se publicam e são replicadas milhões de vezes por esse mundo fora e copiadas para a blogosfera. Separem as águas, porra! E irrito-me quando leio que há pessoas a tomarem o pequeno almoço e a lerem as suas actualizações ao mesmo tempo. E saborear a massa fofa dum croissant acabado de sair do forno ou um pão a cheirar a pão alagado em manteiga? E será que quando dão a queca também vão logo ao facebook anunciar ao mundo, ou estarão à espera de ver o que o face-vizinho faz para fazer o mesmo ou pior? Não há relva para aparar, caminhadas para dar, um sofá para se refastelar, um livro para terminar? Esta ânsia de se estar sempre ligado/a ao mundo online dá-me cabo dos nervos. Até o meu tio J., com 60 anos, me irritou no sábado, quando, durante um almoço de aniversário de alguém que fazia "18" anos, não largava o 12x8x1 (aka telelé, ou coisa que o valha), sempre à espreita sei lá de quê. Um destes dias, alguém vai lembrar-se de inventar um caixão com ligação underground à internet, de modo a que os mortos não percam nada deste mundo. Sim, que no outro ainda não há destas modernices, que se saiba.