quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não há dedicatória, porque, como eu esperava, dos poucos que ainda me lêem, ninguém percebeu patavina do que eu quis dizer.

Assim sendo, a promessa feita anualmente - e até agora nunca cumprida - é a de passar as tardes necessárias a agrupar e colar fotografias do meu rebento nos álbuns tradicionais. Temo-las aos montes, ainda dentro dos envelopes, espalhados por gavetas, armários, escritório, casa do Pai, casa da Sogra e sabe-se lá mais onde. Vai dar trabalho, mas muito mais gozo, quando finalmente pusermos mãos à obra e admirarmos a evolução da nossa "cria".

Somos uns pais desnaturados por uma outra razão: nesta casa não há uma única fotografia emoldurada de ninguém em lado nenhum. As paredes que não têm quadros - e são muitas - continuam brancas, mas já com algumas rachadelas, a precisar de retoque e pintura.

Após muita resistência à fotografia digital, o mais-que-tudo lá pôs de lado a Canon que eu lhe tinha oferecido há 16 anos, e rendeu-se a uma Canon digital que o acompanha nos momentos mais...prementes da nossa vida. E essas sim, essas fotografias estão todas organizadas e são uma preciosidade familiar que um dia servirão para recordar "os dias seguintes", os tais que se seguiram a 2002 (para quem não tinha percebido o meu Português :P).