quinta-feira, 14 de maio de 2015

Coisas da vida

Chegaste repentinamente à minha vidinha pacata e sem grandes sobressaltos, depois de um período de breve descanso. Não te fizeste rogado, não. Mal eu acordei, lá estavas tu a fazer-me sinal, a dizeres que existias e que não irias deixar-me em paz e sossego tão cedo. Ainda tentei ignorar-te pensando que no dia seguinte já te terias evaporado. Mas qual quê? Persistente e teimoso que nem uma mula, nem durante a noite descansaste. E também não me deste descanso. E no dia seguinte ainda me obrigaste a não me deixares ignorar-te. Lá estavas tu, pica miolos, a moer-me a paciência, a sujeitar-me à tua presença constante e dolorosa. Perguntavam-me o que tinha eu, porque andava diferente. E eu olhava para eles e para elas de frente, enfrentando-te da maneira mais confortável para mim. Estás a ser um grande incómodo, sabes? Mas não és intransponível. Já sei como te enfrentar e derrotar e ultrapassar. E daqui a uns dias já não me lembrarei da tua existência, pois há momentos que não merecem ser recordados. Daqui a uns dias veremos quem ganhou. 
Assim o Adalgur me ajude.
(Maldito torcicolo!)