sábado, 31 de outubro de 2015

Vermelho e árido, e com água

Pensei eu que ia dormir a sesta hoje à tarde, em frente a um ecrã gigante numa sala escura. Em vez disso, alugámos, por €12,30, uma sala enorme, com imensas cadeiras vazias - excepto as nossas três - e som suficientemente alto que impediu a nossa tagarelice enquanto visionávamos o Matt Damon perdido em Marte. 
Bem melhor do que estava à espera: um filme que dura mais de duas horas, capaz de captar a minha atenção desde os primeiros minutos e mantê-la até ao fim, passado maioritariamente num planeta vermelho, frio, inóspito, habitado somente por um botânico-astronauta que mantém, durante quase dois anos, uma resistência física, mental e psicológica perante a situação de solidão desesperante que enfrenta segundo a segundo, ao mesmo tempo que o seu nível de humor permanece num patamar bastante elevado. Incrível a sua capacidade de, com merda humana, fazer agricultura num local onde a água não abunda. Incrível a capacidade mental posta à prova diariamente de ser bem sucedido na sua sobrevivência e em, finalmente,  comunicar com a equipa terrena através do seu diário digital. Pragmático dia após dia.
É um filme que levanta muitas questões humanas, científicas, que desafia o poder de decisão de muitas pessoas e povos habitualmente em pólos opostos, no que toca a explorações pioneiras. Uma vida humana vale mais do que os milhões gastos em programas espaciais internacionais. Correu bem, claro.
A referência ao "Senhor dos Anéis", a música disco dos Abba, o Senhor Bowie e o seu "Starman, o esgotado ketchup, o voo à "Homem de Ferro" são tudo motivos para me fazerem rever a película em casa.
Sem pipocas, tal como nesta sala só para nós.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Fim-de-semana dos vivos

Não gosto do dia em que as pessoas se sentem na obrigação de visitar os mortos. Eu não sei se o farei. E é também por essa razão que desejo ser cremada quando passar à fase final da minha vida. Pronto, já disse...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pseudo, o que lês tu de momento?

PAPs, CEIs, PEIs, ACIs, leis, actas, despachos normativos, relatórios psicológicos, relatórios de terapia da fala, relatórios pedopsiquiátricos...e sei lá que mais de natureza variada mas de cujo nome não me recordo a esta hora, tal é o sono perante seca tão grande apesar da chuva lá de fora que vejo e oiço aqui dentro.
De fazer inveja e altamente recomendável!

(Sempre saio da onda dos policiais nórdicos, n'é verdade?)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ponto da situação

Quase 21h, moça de cabelo molhado, arrastando-se para casa depois de duas aulas no ginásio. Botas nada impermeáveis, pés molhados. Chuva. Vento do demónio, frio e forte.


Já está na hora de usar gorros. E de arranjar o pinheirinho!!

Gostava tanto de ter escrito isto

Mas foi o Quimera que se adiantou e saiu-se com estas belas e tão verdadeiras, nada merdosas, quadras, que passo a citar:

#Enrabados (Poema das Legislativas 2015)

Esta é a história de umas eleições,
Que acabaram por dar para o torto,
De um Presidente que faz reflexões,
Num país que não tem onde cair morto.

Uma coligação sem maioria absoluta,
E uma esquerda sedenta de poder,
É uma salganhada filha da puta,
Que vai ser difícil de resolver..!

A Catarina, o Jerónimo e o Costa,
O Pedro, o Paulo e a PàF,
É tudo a mesmo a bosta,
Pouco importa quem é o staff..

“O drama, a tragédia, o horror”,
Já dizia o Artur Albarran,
Se não queriam este filme de terror
Tivessem todos votado no PAN!

Chega de esperanças falsas,
Mentalizem-se: é este o nosso fado!
Escusam de arregaçar as calças,
Porque o Zé Povinho vai continuar a ser….

… isso.

domingo, 25 de outubro de 2015

Pós-ansiedade de dias

Fez-se fila de espera para ler isto cá em casa e eu consegui ser a segunda, mesmo antes do aniversariante.
Está muito bem conseguido, com alusões directas à liberdade de imprensa, aos direitos de autor, à censura e manipulação editorial, aos jogos de bastidores entre poderosos, aos oportunistas e aos boys. Sempre com grande humor e linguagem abundante de referências digitais e um apelo ao espírito crítico d@ Leitor@ por parte do sábio ancião das poções: "... as pessoas têm tendência a acreditar no que está escrito. É um fenómeno estranho." 
E desta vez o Bardo não acaba amarrado, para variar...

Perguntou o meu pai:"Mas tu ainda lês disso?" 
Como é que posso não ler e reler se as palavras têm o poder de me fazer rir?

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Detesto esperar...

...por poder ler isto:
É que é uma das prendas de aniversário de alguém cá de casa, que faz anos brevemente, e chateia-me que esse alguém não seja eu! A mim me dão relógios caros, bolas!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

How to get away with murder - temporada 2

Aceitam-se apostas. 

Quem deixou a loira e a chefona à beira da morte?*




*tentativa subtil de não ser spoiler!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

Os fins-de-semana são maus

Anda uma pessoa a ser comedida no que come durante cinco dias e depois os dois dias seguintes arruínam tudo o que foi conseguido. É que não há fins-de-semana excepcionais: cá, em Braga, ou lá, na aldeia é uma desgraça demoníaca! Razão tem o Fernando quando diz que "Em Portugal é difícil emagrecer".

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

E porque estamos no verouno

...visto blusas finas com decotes e calço botins que aquecem demasiado os pés. E uso os óculos de sol na cabeça durante algum tempo do meu dia. E não há meio disto mudar!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Feedback sobre o (finalmente) terminado

Sócia, ontem adormeci tardíssimo, tendo dormido menos de 5 horas, pois tinha mesmo que acabar o último da Salander, tal era a agitação interior que sentia. Isto tem que te dizer alguma coisa. A moça é adorável, simplesmente  e medonhamente lovely! Adoraria olhá-la nos olhos, sabendo eu que ela me leria de alto a baixo, de dentro para fora. Lê, de rajada, se puderes!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

E eu caladinha que nem um rato

Cinco "foda-se",  dois "merda" e incontáveis "não percebo o que se passa" são a marca que um certo alguém deixou na minha mente hoje à tarde quando veio à casa nova com o propósito de reparar um certo electrodoméstico.
É, estamos no Minho e este senhor não me enganou!

Baixa-te! - digo-lhe eu

E mesmo pondo-me em bicos de pés, já não é fácil alcançar-lhe as bochechas e repenicá-lo de beijos. Não passa, contudo, sem o aconchego nocturno maternal e sem a tagarelice pré-sono diária.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Nada a ver com comida ou bebida, desta vez

Conseguem adivinhar a outra coisa de que gostei bastante enquanto andávamos num tuk-tuk pelos bairros históricos lisboetas, cima a baixo, pelas vielas estreitíssimas? Geométricos, coloridos e alguns em mau estado, a precisarem de retoques aqui e acolá...

Tenho uma dúvida altamente gulosa

Os chocolates da marca Milka são ou não melhores do que os da Nestlé? É que eu acho que são. Que dizem vossas excelências sobre este assunto?

Já disse que adoro certas páginas do FB?

domingo, 11 de outubro de 2015

Isto vai de mal a pior, no que toca a livros

Não aprendemos com a mudança de casa. Ontem, gastámos 78 euros (já com desconto do cartão daquela loja) em 5 livros: 3 sobre gestão, mais um policial do Jo Nesbø e mais um juvenil para acrescentar a uma determinada coleção iniciada nas férias passadas. O que significa que quando mudarmos de casa novamente (espero que a mudança ocorra num período inferior aos próximos 17 anos), necessitamos de pelo menos mais um caixote para livros. Deviam era ser vendidos numa qualquer feira de livros usados. Mas não consigo, sinto que cometeria uma heresia...

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Sobre Lisboa

Dos dois dias intercalados que lá passámos a turistar, o que recordo com muito agrado é a Bertrand do Chiado. Mais pelos detalhes arquitectónicos e corredores e arcos centenários do que propriamente pelos dois livros que lá comprámos. Na entrada, estavam dois senhores bem sentados a ler o seu jornal, como se da sua sala de estar se tratasse. Gostei! Agora contem-me historietas...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ai o atrevimento!

E não é que a Joana voltou hoje a tocar à campainha, já passava das 18 horas e o rapaz ainda não tinha chegado a casa, e a perguntar se ele demorava muito a chegar? O MQT ri-se, chama-me nomes materno-galináceos e vai dizendo que é próprio de adolescentes, mas eu não estou a gostar muito da brincadeira, não.Vivemos aqui há menos de um mês e ele tem ficado na rua como nunca ficou no "outro lado" durante os seus 13 anos e picos de vida. Não será demasiado cedo para tanto compromisso diário?

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Dúvida maternal

A partir de quando é que os adolescentes começam a ter bom gosto na escolha da indumentária diária e deixam de calçar peúgas brancas, apesar das bocas que a progenitora lhes manda e de terem uma gaveta cheia com meias escuras?  É isto e a hora do banho! Que inferno!

Dona de casa desesperada

Tenho uma vontade gigante de me fechar na cozinha a fazer bolos, doces, entradas salgadas, sumos e tudo o que me desimpeça o frigorífico e as bancadas mas tenho a clara sensação que vou chegar a casa e falecer no sofá.


Quem mais?

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Pequenos detalhes de viagem

Labriosca e Cávado aguentam comigo diariamente, duas vezes. Passo por imensas localidades, curvas e contra-curvas, tractores e animais imprevistos, na estrada que percorro até ao local de trabalho. Nunca passei dos 80 quilómetros por hora  - só porque não costumo ter condições para tal - e também por isso tenho oportunidade de apreciar a paisagem e os montes que me ladeiam. O Monte do Facho é avistado ao longe e hoje dei conta do nome duma travessa, a Travessa (ou era Rua?) do Tio Joaquim Rico, acho que era isto que estava escrito na placa. Há nomes engraçadíssimos e eu hei-de estar atenta ao número de pontes que atravesso todos os dias para chegar à outra margem.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Teoria da conspiração chato-pseudiana

Nos últimos dois meses eu fui escrevendo aqui e deixando alguns, poucos, bitaites aqui e acolá. A Sócia Chata desapareceu do mapa de verão e lá teve as suas razões. Aparecia - intermitentemente, como as luzes de Natal que funcionam às vezes - aqui e lá só para dizer que estava viva. Na semana passada, por causa da paz e sossego re-adquiridos, eu volto à carga com vontade, garra e algum empenho e hoje, a Sócia Chata anuncia o seu regresso.
Estou p'ra ver quem é @ primeir@ comentador/a anónim@ que, sabendo que somos ambas apoiantes do Glorioso, coloca a hipótese de uma ser o alter-ego da outra.

Nesta segunda-feira de Outubro, no rescaldo de umas eleições muito mediáticas, impõe-se a pergunta:

Agora que chove bem, está um vento de rebelar cabelos curtos, suaves e soltos, já se usam botas, echarpes, gabardinas e kispos, quando é de começar a pensar na árvore de Natal e suas luzinhas?

domingo, 4 de outubro de 2015

Fim-de-semana na terrinha

Onde já não estava desde o dia 29 de Agosto. Em 17 anos que aqui resido, nunca tinha passado tantos dias seguidos em Braga.
Bem, resumidamente foi isto: jantar de sexta com o pai, almoço de sábado com o sogro, jantar de sábado com a sogra, almoço de domingo com o pai. Tempo bom e hoje assim-assim a evoluir para o mau.
Chego há pouco a Braga, porque faço questão de votar e deparo-me com uma ventania de pôr os meus belos cabelos lisos (também fui à cabeleireira, não foi só comer disto e d'aquilo, que pensam...) em pé e uma chuva miudinha que os encarapinha e os colocam ao seu jeito natural. Maldita chuva!
Entretanto, também fui visitar a minha avó, com quem tive a habitual acalorada discussão sobre crenças religiosas, a origem do universo, os actuais programas de televisão das tardes portuguesas que ela não vê mas cujos temas conhece e que são todos "uma merda" (avó dixit, não eu) e chego à conclusão que somos ambas de ideias fixas: ela anda fixada há décadas na sua crença dogmática de que está tudo escrito e previsto na Bíblia; e eu pergunto-lhe quantos anos tem o Antigo Testamento e ela não sabe responder-me. Pois...
Eu não sei explicar a origem do universo, mas sou pró-evolucionista. Ela não sabe explicar a origem do Deus dela, mas cita a Bíblia de trás p'rá frente como se antes desta o universo não existisse e não houvesse mais nada no mundo para ler.
Tenho mesmo que lhe oferecer qualquer coisa de Darwin ou Sagan no Natal, pois para quem vai fazer 84 anos um destes meses, aquela mente ainda trabalha muito bem!

sábado, 3 de outubro de 2015

Vamos finalmente falar das férias passadas


...em Alfarim e não só.
Após tantos dias sem paz nem sossego e com muita azáfama, com tanta informação nova a bombardear-me por todos os lados, está na altura de eu recordar as nossas férias do verão passado.
Os nove primeiros dias passados em Vila Nova de Milfontes serviram essencialmente para gozarmos a casinha tipicamente alentejana e o céu nocturno estrelado, sem qualquer centro de barulho ou confusão ali à volta, à excepção dos grilos e pássaros e moscas e mosquitos que nos fizeram companhia constante. As praias...bem, essas, não nos sendo familiares, são muito parecidas com o que conhecíamos de Odeceixe para sul, apenas com a diferença de que havia bastante mais malta em todo o lado. É uma vila bonita, sim senhora, e as noites por lá eram bem agitadas. E os gelados ao quilo? Que maravilha!
Mas do que gostei mesmo foi dos 12 dias seguintes, alojados em Alfarim, terra de que nunca tinha ouvido falar e menos ainda da Lagoa de Albufeira. Já do Meco...quem é que nunca ouviu falar do Meco e dos seus famosos nudistas? Eu, por acaso, não me cruzei com ninguém nu na praia, mas também não fui à procura, como tinha feita a minha avó, há uns 30 ou mais anos, que, quando chegou à casa de praia da Caparica vinha escandalizadíssima com os pais que seguravam miúdos pelas mãos, todos em pelota. Perguntou-me ela ao telefone, este ano, se eu "também era dessas, dessa laia, que anda com tudo à mostra a badalar". O que eu me ri - e ainda rio - quando penso nestas palavras dela!
Alfarim e a casa onde ficámos foram pequenos achados da Internet. Fiquei com vontade de regressar a ambos num verão próximo. Mais que não seja para ir comer o peixe fresco do restaurante Martelo, apelido de família que abunda por aquela zona. Não sendo um local bonito, é central q.b. para nos dar acesso à serra da Arrábida, ao Cabo Espichel, a Setúbal, a Lisboa (onde fomos duas vezes, em dias distintos, um deles em transportes públicos para tudo quanto era lado na grande cidade; esse relato fica para outro dia), a Sesimbra e a todas aquelas praias tão bonitas. Aliás, referi na altura a tal praia de águas límpidas, calmas, transparentes que deixam ver o fundo, à qual não desejo regressar a pé, mas a que de bom grado voltaria se o acesso fosse de barco. Disse mal da minha vida antes das 10 horas nessa manhã e andei de trombas até à hora de almoço. 
Gostei mesmo muito da Lagoa de Albufeira, da área habitacional e da zona de banhos em si. E sim, imagino-me a arrendar uma daquelas casinhas bem giras, que para alguns locais, são já primeira habitação, segundo os relatos.
A casa da D.ª A.L. serviu perfeitamente: os jantares no pátio, o céu alaranjado, o mééééééé das 3 ovelhas residentes, a pastelaria vizinha com um pão divinal e uns pastelinhos da terra de chorar por mais  - miminho que a senhora fez questão de nos ofertar no dia da chegada - são, quanto a mim, razões mais do que suficientes para lá voltarmos para o ano e visitarmos as praias que constam do roteiro elaborado pelo MQT de toda aquela linha costeira e que não chegámos a visitar, ou melhor, nem eu nem o rapaz visitámos, já que o mais velho aventurou-se a fazer duas caminhadas pela zona, enquanto nós nos refastelávamos na Lagoa. 
Perdi a conta às fotos tiradas, mas há uma que faço questão de mostrar a uma certa blogger lisboeta, pois foi por culpa dela que a nossa foi tirada. A seu tempo a mostrarei...(e não, ainda não passei essas centenas de fotos para este PC. Que vergonha!).

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Há descobertas aliciantes, por ali

Tenho um aluno autista, o segundo em toda a minha carreira profissional. 
Foi um enorme prazer ter passado perto de 45 minutos a comunicar com ele e ele comigo numa língua estrangeira que muitos dos meus outros catraios resistem a usar com a frequência que deviam. Gostei! P'rá semana há mais.