quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um brinquedito, era o que era

Não consigo perceber. Tinha que ler sobre história de França, Absolutismo, século XVII e sobre a personalidade de Luis XIV para perceber porquê. 

Enquanto por lá andávamos, eu procurava palavras para descrever o que via mas "megalomania", "megalómano" e "megalomaníaco" pareciam-me claramente insuficientes perante a grandeza e o esplendor da decoração, perante o engenho necessário para mandar construir jardins e bosques geometricamente dispostos ao milímetro, com as centenas de estátuas que por lá abundam. Um dia inteiro a passear pelo interior do palácio, pelos jardins, pela humilde casinha da rainha, a ver dezenas de quadros gigantescos, a olhar para os tectos, a sentir-me estupefacta e maravilhada perante os doirados, os rosas, as talhas, os longos e largos corredores, a sentir-me pequenina numa pequena área de quilómetros num mundo do passado, a imaginar mulheres e homens com vestes estranhíssimas, perucas peculiares, passeando languidamente pelos mesmos sítios que eu e a praga dos japoneses, a tirar fotos a todos os detalhes que me marcaram, a dar milhares de passos para cima e a para baixo enquanto observava as provas de alguns momentos gloriosos da História francesa, a sentir as pernas a irem abaixo já no final da tarde...e chegar ao fim dum dia riquíssimo de memórias e emoções, com a sensação de que muito mais ficou por ver e fotografar e que gostaria de lá voltar.
Ainda durante a manhã, ocorreu-me que organizar um peddy-paper no Palácio de Versalhes seria algo inesquecível e coisa para durar uns belos 2 ou 3 dias. Eu alinhava!