terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os companheiros de viagem

Como é que "lá" cheguei

Por "lá", entenda-se qualquer um dos sítios por onde andámos: carro, autocarro, metro com e sem condutor, combóio, a pé, bicicleta, barco, funicular, passadeira e escadas rolantes. Só não apanhámos o eléctrico. Com pena.

O post por que eu tanto ansiava - vai ser longo ou dividido, ainda não sei

Não querendo ser agoirenta, acho que agora já posso morrer. É uma maneira muito mórbida de começar um texto sobre umas férias fantásticas, mas a verdade é que passei anos a dizer que não haveria de morrer sem ir à Holanda. E agora que já lá estive, sinto que terminei mais uma pequenina etapa do meu percurso de vida. Mas vamos ao que (me) interessa narrar:

As férias propriamente ditas começaram com uma sessão de 20 minutos de fish pedicure, durante a qual os meus pés e tornozelos foram literalmente petiscados, debicados e mordidos por dezenas de peixinhos mais pequenos do que a unha do meu dedo mindinho. Não sendo absolutamente fantástico, deixou-me os pés levezinhos. Além das cócegas nos pés, senti pequenas picadelas dos bichos, que certamente se deleitaram com as peles secas nos calcanhares e o cheirinho ao chulé.
Isto foi na véspera de me ter levantado às 4 da manhã duma terça-feira de férias. Quem é que no seu perfeito juízo sai de casa às 5:15 da madrugada para fazer cerca de 1580 Kms, no primeiro dia de viagem? Pois...
Depois dessa terça-feira, qualquer longo passeio de carro até ali abaixo, ao Algarve, por exemplo, será uma brincadeira de crianças.

Também estive na Xixerella

Perto de La Massana, rodeada de várias matizes de verde e muita rocha. Pedregulhos capazes de destruir vilarejos enquanto o diabo esfrega um olho. Os muitos parques de campismo existentes na zona, com muita sombra e relva, com muitos campistas, eram bonitos. Mas se tivéssemos optado por ficar num deles, acho que não acharia muita piada à chuva torrencial que se abateu por Andorra nos 2 finais de tarde que por lá andámos.