sexta-feira, 13 de março de 2015

É tudo muito bonito, mas seríamos muito mais felizes sem telemóveis

Não advogo o retorno à pré-história telefónica. Dão jeito, indiscutivelmente. São uma ferramenta de trabalho, de lazer, de comunicação. Mas só trazem chatices: é o ecrã que parte quando cai ao chão e que é caríssimo substituir; é o equipamento que deixa de funcionar quando cai na sanita; é o carregador que ficou perdido naquela casinha rural onde passámos o fim-de-semana; é o brinquedo do meu amigo que é melhor do que o meu, logo quero um igual; é a comunicação em forma curta que estraga a linguagem escrita; é aquela funcionalidade que, sem eu saber, até comprova a minha localização geográfica; é a necessidade que muitas pessoas têm de estar ligadas à net onde tudo (discutível) acontece; é aquela chamada telefónica que foi abaixo por falta de bateria; é aquele hábito que os alunos têm de ver as horas durante um teste; ...é um rol de chatices e preocupações para os utilizadores, que não as tinham antes de adquirir aquela miniaturazinha viciante que cabe na palma da mão.
Devia ser instituído o Dia da Não-Utilização do Telemóvel. A ver se não andava tudo de cabeça mais erguida...

Adenda: Nem de propósito: o ZITS de hoje:

Decisão do dia

Quero um Pug.