terça-feira, 20 de março de 2012

Foi uma bela noite, sim senhora!

Rais'parta que desta vez vi o jogo em casa e quase que me dava um xelique. Mas que mania estes gaijos vermelhos da bola têm de prolongar o sofrimento duma pessoa. Não há batimento cardíaco que resista!

Daquele abraço - mais pieguices

Hoje, alguém com metade da minha idade passou por mim num corredor e, após alguns segundos a trocar palavras e gracinhas a propósito do que o grupinho andava a fazer, deu-me, inexplicavelmente, um daqueles abraços quentes, fortes, genuínos, que me soube tão bem e que retribuí! Primeiro, pela razão egoísta óbvia: recebê-los é óptimo e faz bem. Segundo, porque a pessoa revelou um lado seu que eu não conhecia e que me fez pensar que aquela miúda, normalmente séria, tímida, aparentemente fechada no seu mundo, com uma aparência que pode fazer os outros distanciarem-se dela, é um poço de ternura. Basta que a deixem ser assim, afectuosa. É momento para não mais esquecer.

Facto sazonal

Há muitos anos, quando as estações do ano estavam bem definidas em termos climatéricos, uma das coisas que fazia na primavera era dar uso às margaridas. Eu colhia as margaridas, cortava-lhes o pé e ficava apenas com o "miolo" amarelo e as pétalas. Assassinava as flores, portanto. Fazia depois colares  e coroas bi-coloridas, que usava até as flores começarem a ter mau aspecto, ou seja, a obra de arte durava menos de um dia. Valia a pena? Depende da perspectiva de quem me lê. Um botânico poria as mãos à cabeça e amaldiçoar-me-ia. Eu acho que sim, que valeu a pena, pois sentia-me feliz, qual uma princesa com o seu colar precioso e coroa. Também andava à caça de grilos, que enjaulava, mas essa história fica para outra altura.