domingo, 30 de junho de 2013

Pseudo Maria, o que ouves tu a esta hora?

Reparem na hora a que isto foi publicado. Não é pré-agendado (confesso que já publiquei 2 ou 3 assim).
Mas respondendo à pergunta, eu oiço:
  • o suave barulho do cooler por baixo do portátil.
  • o barulho do filtro da tartarugueira.
  • uma televisão ligada, numa qualquer janela aberta aqui por perto.
  • o coaxar de râs ou sapos, algures na vizinhança.
  • os carros a passarem na variante, alguns parecem mesmo ser de corrida.
  • o meu diabinho pousado no ombro esquerdo a perguntar-me coisas estranhas.
Estar acordada a um domingo de madrugada é deveras estranho e inquietante.

sábado, 29 de junho de 2013

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Duma profundidade banalíssima

O gosto, fetiche, obsessão - chamem-lhe o que quiserem -  que os homens têm por mamas não é para ser percebido. É para ser aceite, sem discussão. Eles não vão mudar. Mas que incomoda reparar que um homem olha-nos menos na cara do que abaixo do pescoço, lá isso incomoda. 
Eu reparo nos rabos e ombros e pernas masculinos, é verdade, mas normalmente os olhos do dono não estão à minha frente.

De mim e dos outros

Não sou pessoa com quem facilmente se lide. Não sou pessoa que se deixe conhecer rapida e facilmente. Por debaixo duma capa de aparente desinteresse por quase tudo e por quem não me é próximo, dum sorriso fácil, de boa educação e formalismo q.b., há alguém bastante complicadinho, é verdade.
Vem isto a propósito de alguém, hoje à tarde, me ter pedido desculpas, e só a mim, perante um grupo de mais 7 pessoas, por ter sido ...obsceno. Justificou-se, perante mim, como forma de quebrar o gelo, e perante os outros, dizendo que não tinha confiança suficiente comigo para ter usado vernáculo. Daí as desculpas. Acabou o desabafo público contando uma anedota de velhos de muletas e meninas de rua.
O seu desabafo fez-me concluir que ele não lê o meu blog. E ainda bem. Nem sabe que sou benfiquista, tal como ele. Ou que resido em Braga, tal como ele. Mas fez-me questionar se realmente eu serei uma pessoa assim tão inacessível e distante, obscura, aos olhos dos outros.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Completamente rendida

 
A Rever e a Ler nas férias, sem qualquer dúvida.

Eu mostro o meu. E tu, mostras o teu?


Adivinhem lá quem

Hoje aconselharam-me a ver dois filmes: "Os estagiários" e "Ressaca 3". Não sei se devo. Quem já os viu, que dizem?

Últimos dias de Junho em Braga, os primeiros de Julho somewhere else

À medida que se aproxima o dia da partida, a ansiedade e o nervosismo maternais acentuam-se. Ele, pelo contrário, parece sentir-se bastante descontraído e sereno, como lhe é característico.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Orais

São optimas de se fazer, especialmente quando a última acaba em grande! Valeu a pena, sim senhor. Poupo-vos às burocracias, que amanhã também é dia.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Banalidades mentais

Desde a semana passada que ando a vigiar estudantes. Digo já que a profissão tem tarefas chatas, burocráticas, muito chatas, momentos cómicos, alturas deprimentes, horários fantásticos, férias de 3 meses no verão, ordenados que ultrapassam os 2000 euros por mês....UH?? Ui, desculpem, já divagava. Voltemos ao que me trouxe aqui e agora. Estava eu a dizer que a tarefa de ser vigilante num exame, seja ele de 4ºano ou de 12ºano, é a maior seca , na profissão, à face deste planeta. Dos outros não sei.
Poupo-vos à leitura das burocracias e actos robóticos que caracterizam a tarefa aborrecidérrima. Já não vos pouparei - a não ser que não me leiam, e isto eu já não consigo controlar - aos meus pensamentos. Ao contrário do que se diz por aí, um vigilante de exames não pode: conversar com o seu parceiro de vigilância, não pode ler o jornal, não pode fazer sudoku nem palavras cruzadas, não pode mandar SMSs aos amigos, não pode dar uma bufa nem um arroto e se tiver que ir à casa de banho sai da sala do exame, acompanhado, à qual já não regressa, sendo substituído por outro vigilante e não pode dormir encostado no ombro do outro. Pode estar sentado, pode levantar-se, pode olhar para os alunos, pode olhar lá para fora e ver se chove, pode andar por entre as carteiras desde que os saltos altos (se os usar) não incomode os examinandos, pode fazer florzinhas nas folhas de rascunho e pode pensar. Isto durante hora e meia se o exame for de equivalência à frequência, durante duas horas, no mínimo se o exame for nacional, e durante três horas e meia se o exame for o de Geometria Descritiva.
-E então, Pseudo Maria, em que pensas tu enquanto vigias? - perguntam vocês.
-Eu penso - respondo-vos eu - nos seguintes temas:
Começo por observar as caras da malta que é 23 anos mais nova do que eu. E depois páro para observar melhor as borbulhas e o acne de uns e penso "que sorte eu tive de não passar por esta fase". Depois observo as sapatilhas. São poucas as miúdas que usam algo que não seja sapatilhas. Os rapazes usam-nas de marca. Tiro apontamentos mentais em relação aos modelos, não vá o petiz pedinchar umas e eu não saber ao que é que ele se refere. Eles e elas vestem-se de igual: jeans, t-shirts, alguns deles usam bermudas, algumas delas usam tops e calções e penso que "se fossem filhas minhas não saiam à rua assim". Penso nas lista de compras, na qual incluo sempre leite e água e morangos. Penso nas aulas que ainda tenho que dar até 11 de Julho e na vontade que os catraios vão ter quando regressarem a elas, daqui a 2 dias. Penso no que é que os examinandos estarão a pensar enquanto fazem os seus rabiscos. Penso "será que ele ou ela pensa que eu penso que ele ou ela quer copiar? Mas por onde? Como?" Possivelmente eles não pensam nada disto, mas eu penso que sim, que pensam, como se naquele momento eles não tivessem mais nada em que pensar. Penso no tempo que as miúdas demorarão a pintar as unhas dos pés e das mãos, no caso das que usam sandálias e calçado aberto e penso quando é que irei arranjar as minhas, as dos pés, que só por acaso, consegui fazer hoje, ao final do dia. Penso que no final do exame, eu e o parceiro vigilante teremos que, pela terceira vez, rever os cabeçalhos dos exames, pois as regras assim o obrigam e penso que o tempo nunca mais passa. Penso que para a maior parte dos examinandos o tempo passou depressa demais.

Detalhes cá da casa - X

Ir comprar uma das verdes, ao Porto, custou-me mais do que o preço da almofada em si. Valeu pela excelente companhia dessa tarde.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Intemporal

Sim, comprei a Blitz de Junho. Sim, vou guardá-la para a posteridade. Sim, gostaria que o meu filho os ouvisse e gostasse deles. Sim, li o artigo que inspira a capa da revista de fio a pavio. Sim, confesso que não seria capaz de identificar em foto o Syd Barrett, antes desta leitura. Mas porra! Este albúm mexeu e mexe comigo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Daqui a 10 minutos é verão

Retiro-me e só volto na próxima estação.

Músicas irritantes que fizeram parte dos meus pré-vintes - IV

Nunca lhe retirando o mérito e o objectivo principal, ficará na história como A música mais caridosa de sempre. Quando o Mqt a decide cantar, soa ainda pior; especialmente na parte do Stevie Wonder.

(Prometo que brevemente acabo com esta praga musical.)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quem é que faz anos hoje? Quem é, quem é?

 
Ainda está para nascer o gato mais gordo, mais preguiçoso, mais dorminhoco e mais sarcástico, do que este.
35 anos.
 Não é qualquer gato que chega a esta bela idade. 
Nascia assim, a 19 de Junho de 1978. A idade tornou-o mais delgadito, coitado.

Músicas irritantes que fizeram parte dos meus pré-vintes - III

(Sim, este blog só vos dá música, agora. Quem não gostar, que passe à frente.)
Ainda hoje não sei se me irritava mais a música se o video. Mas enfim...Havia quem gostasse. Acho que a nossa Ana Malhoa se inspirou bué nestas andanças.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Músicas irritantes que fizeram parte dos meus pré-vintes - II

Há alguém na família que ouve esta, quase diariamente, enquanto está no duche. Quando tal acontece, eu fecho todas as portas, para evitar ouvir tal coisa.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Músicas irritantes que fizeram parte dos meus pré-vintes - I


Coisas que me chateiam verdadeiramente

Ando há semanas a adiar uns miminhos aos pés, como aqui referi em tom sério. E chateia-me que hoje e outra vez as condições meteorológicas ainda não me tivessem permitido tal. As das mãos estão impecáveis, as dos pés bradam por andarem mais arejadinhas. Não há condições para alguém como eu se sentir satisfeita!

"Amanhã falaremos"

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Se ela chegar aqui, vai dar-me um tiro

Hoje ouvi parte da Prova Oral, na Antena 3, programa diário onde o Alvim e a Xana conversam, bastante informalmente, sobre os mais variados assuntos, com convidados.
Hoje, a convidada foi uma blogger bastante conhecida na blogosfera, que está linkada ali ao lado, e que escreveu um livro que virá a público recentemente.
Gosto muito do que ela escreve no blog: é assertiva, põe o dedo na ferida, não tem papas na língua, doa a quem doer, usa bem a língua portuguesa, e não se escusa a falar dos tormentos que assolam as mentes femininas que se aproximam dos 40 anos ou que já lá estão. É uma verdadeira força da natureza.
Mas bolas! 
Uma pessoa cria admiração por outra que não conhece, baseada no que esta escreve. Pensa frequentemente "Quem me dera ter sido eu a escrever isto, é que ela está tão, mas tão certa!".
E depois ouve-a na rádio. E continua a gostar do que é dito por ela. Mas começa a torcer o nariz a certos tíques linguísticos verbais, que não transparecem no blogue. Detesta a voz, da qual a dona, obviamente, não tem culpa. Mas é que a acha mesmo insuportável. E depois fica com pena e começa a pensar "Porra, ela é a mesma pessoa que escreve aquelas coisas todas tão lógicas. Como é que é possível eu não gostar de a ouvir?". 
Isto é a pura verdade: era o que me ocorria enquanto ouvia os convivas radiofónicos de hoje. Que desilusão que eu senti! E ela sem culpa nenhuma!



Há gente muito estranha

Mas quem é que no seu perfeito juízo comenta disparates escritos há anos?

ADENDA: estes são os tão comentados animais. Entretanto, apaguei os comentários, mal me apercebi do conteúdo.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cusquice pura

Que perguntas gostariam vossas excelências de me fazer?

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Irritações - XXIV

Ouvir crianças de 7 anos a chamarem "puta" a outra criança com 4 anos, a usarem vernáculo com os pais por perto,  e ver crianças de 7 anos a mostrarem o dedo do meio uns aos outros. Eu não acho nada aceitável. Isto enquanto decorria uma espécie de jogo de bola entre os cachopos. Faz-me questionar a partir de que idade é que eu começarei a achar esta linguagem normal, quando usada pelo meu filho.

Olha a vizinhança a dar-me música

Pronto. Já não é preciso ir até lá abaixo.

sábado, 8 de junho de 2013

Gostos musicais duvidosos

Um destes dias, por falha da bateria da viatura, faltei à aula das 8:25. Tive o cuidado de telefonar a avisar a quem de direito o que se passava e de solicitar que os rapazes  - 18 informáticos - realizassem uma determinada tarefa.
Quando finalmente cheguei à sala adjacente à BE, ainda dentro do tempo útil de aula, lá estavam os 18 informáticos, com talvez o mesmo número de computadores à frente, todos deles, a realizarem a tarefa por mim pedida. Ao som de música. Até aqui nada me espantou.
O que verdadeiramente me surpreendeu foi a selecção musical: música pimba portuguesa, daquela que se ouve nos arraiais e que eles cantarolavam enquanto preparavam o texto que irão apresentar na oral da próxima semana.
E a propósito da oral...recentemente descobri que precisamente nesta turma estão a ser registadas as pérolas verbalizadas pela professora em questão.
Para breve!

Quando o original não é tão bom quanto uma "cover"

A voz do David é mágica.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dúvida tecnológica - agradece-se dica séria

Quanto vale um portátil ASUS usado, cuja placa gráfica foi à vida, com um monitor que divide o ambiente de trabalho em 6 partes giras e coloridas? O que se faz com o bicho quando nos dizem que o preço da reparação é quase tão elevado quanto o preço dum brinquedo novinho em folha e cheio de funcionalidades giras, actuais e coiso e tal?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Irritações - XXIII

O facto de a revista Visão publicar, todos os anos, pelo menos um artigo sobre a costa vicentina, o sudoeste alentejano e certas praias ainda consideradas desertas. Eh pah, deixem lá a porra das praias em paz, pois assim elas deixam de estar ainda menos desertas do que já estão.  Como se hoje em dia qualquer jovem de 16 ou 17 ou até 70 anos não soubesse onde é a Carrapateira ou a Zambujeira ou a do Amado ou a ilha do pessegueiro! Arre que é demais!

É possível ler e escrever sobre peidos sem dar vontade de rir

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Gostariam de me identificar na rua?

De dizer  "Olha, ali vai a Pseudo!"? 
Se sim, eu dou uma dica.
Se não, amigos à mesma.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Um aviso e um pedido

Vou abrir a caixa de comentários. Acabou-se a censura. Não me responsabilizo pela porcaria porca que pessoas porcas e mal educadas possam escrever. As pessoas bem educadas e limpinhas podem bater nos outros, dar-lhes de rijo, forte e feio até que os outros se fartem da própria porcaria. Os educados, unidos, jamais serão ignorados!

E agora um assunto sério

Eu ando um bocado lixada da vida. Todos os dias digo para mim mesma: "Pseudo Maria, é hoje". Mas passam-se as horas e o dia vai correndo e os afazeres são tantos e as distracções pouco menos que aqueles, que só quando chego ao final do dia é que me lembro da resolução matinal diária, que mais uma vez ficou por concretizar. E depois irrita-me profundamente esta inconstante característica: hoje faz sol, amanhã chove, no dia a seguir vai estar frio, eu calço botas, depois mudo para sabrinas, e volto às botas e em casa já ando de havaianas ou de pé rapado e olho para baixo e aflijo-me.
Mas quando é que vai estar tempo bom, daquele bom, bom, mesmo bom, para marcar pedicure, e depois mostrar as unhas giras dos pés a condizer com as das mãos?

Dos pic-nics, suas variantes e o tempo no próximo domingo

Um destes dias, estava eu na conversa com alguém a quem disse que havia um pic-nic agendado para o próximo domingo à tarde. Ali e naquele momento a pessoa faz logo um filme do caneco e dá-me a sua versão de pic-nic. Não, não envolve sexo bucólico. Ou melhor, se envolve, a pessoa nem sequer mencionou essa parte. Mas se calhar até envolve. Bem, adiante...Envolve, sim, uma caminhada longa e fatigante, interrompida por uma refeição para retemperar forças.
Ora, a minha versão dum pic-nic tem muito pouco, ou mesmo nada, a ver com a versão dessa pessoa. Para mim, um pic-nic é pura e simplesmente uma refeição que se faz ao ar livre, composta por alimentos confeccionados em casa, trazidos de casa. Os alimentos são transportados para fora de casa e a mesa é colocada no chão ou numa pedra ou num local que já exista para esse efeito. Mesa essa que deve ser decorada com uma toalha aos quadrados, de preferência vermelha e branca, mas não obrigatoriamente destas cores ou com este padrão. O sítio do pic-nic pode distar quilometros da residência, ou não; pode ficar a metros da residência habitual. O que interessa, a meu ver, é que a refeição seja fora de casa, numa zona com vegetação, com alimentos transportados, em boa companhia e se possível sem formigas.
Já a eventual caminhada é recomendada após a refeição. Agora dizerem-me que um pic-nic é o prémio duma caminhada que se faz após a pessoa levantar-se cedo ...não tem nada a ver.
E espero que os meteorologistas estejam errados quando ao tempo do próximo domingo.

Segredos - XXV

Eu sei coisas acerca de mim própria que mais ninguém sabe. Isto sim, é um verdadeiro segredo!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Parabéns à São e ao Martim

Ela faz hoje a idade que eu farei daqui a 72 dias. E ele faz hoje a idade que eu tinha há ...deixem cá ver....hmmm...fazendo as contas...bem, são muitos dias, mesmo.

E então, não se fala destas vitórias benfiquistas?

2 de Junho de 2013
  • Benfica: campeão europeu de hóquei em patins
  • Benfica: campeão nacional de juvenis, em futebol


domingo, 2 de junho de 2013

Irritações - XXII

Ser eu a condutora e mandarem bitaites sobre onde eu deveria ter estacionado ou por onde deveria ter ido. Se eu não perguntei, é porque me apeteceu fazer daquela maneira, não é? Porque raio é que depois da coisa feita, ainda têm que dizer isto ou aquilo? 
Aconteceu duas vezes este fim-de-semana. Da primeira vez, em plena avenida Lourenço Peixinho, parei o carro, saí e dei o lugar do condutor ao outro passageiro adulto. Da segunda vez, estacionei no parque mais próximo do destino e refilei com o adulto que ia ao meu lado, que não era o mesmo adulto da primeira vez, e que após a refeição, retomou a conversa pré-almoço.
Mas que mania irritante a dos homens de comentarem a condução das mulheres. Se não gostam, peguem eles no carro, ora. Eu adoro conduzir mas não me importo nadinha que conduzam por mim!