quinta-feira, 11 de maio de 2006

Ascensão e Queda duma estrela

Não me admira nada, ora. Quem lhe manda publicitar o seu acto bizarro - ainda duvido que o tenha posto em prática - de ingerir a placenta dum recém-nascido? Felizmente o meu George Clooney é um gajo sensato e até hoje, que ele saiba, ainda não arranjou descendentes.

Tecnologia doméstica potencialmente letal - depois digam que não vos avisei.

Despertadores...
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Pois é, hão-de concordar comigo que os despertadores podem matar uma pessoa. Senão vejam só a minha aventura matinal.
Programado para tocar às 6:45 da manhã, cumpriu bem o seu dever, e lá me despertou àquela hora indecente. Eu, como sou uma pessoa que gosta de ouvir o zunir do dito cujo, voltei a programá-lo para dali a 15 minutitos. Se zuniu ou não, não sei. O que sei foi que, quando finalmente abri os olhos, já eram 7:40! O que significava um ligeiro atraso. Se hoje fosse uma manhã de quinta-feira normal, eu não teria marcado o ponto à hora habitual. Acontece que os meus afazeres profissionais de hoje de manhã iriam divergir do rotineiro. E divergiram...mas não é isto que interessa agora.
O que interessa é que, ao sair da cama àquela hora tardia, pus o pé em falso no tapete, este deslizou e dei um bate-cu valente que, não só me deixou estatelada no chão, mas me fez verificar a rigidez da cama. Não parti nada, não tenho nenhum galo que se evidencie demasiado, mas hão-de convir que não é nada agradável uma pessoa ainda meio remelosa, com nevoeiro nos olhos, estatelar-se, bater com a cabeça na cama e fazer uma figurinha triste logo de manhã. Começou bem, e tudo por causa do maldito despertador.
E se tivesse desmaiado? E se, devido à queda, tivesse partido algum membro? E se tivesse morrido por falta de assistência? Ora, se eu fosse cidadã americana sei bem o que faria: falaria com o meu advogado e tentaria processar a Sony por falta de informação quanto ao grau de perigosidade do aparelho electrónico que lhes comprei, na esperança de lhes sacar uma quantia absurdamente alta que me permitisse deixar de trabalhar durante alguns anos.
Como não sou, a única coisa que posso fazer é partilhar convosco este episódio sem piada e desejar-vos uma boa tarde. Até à próxima.