quarta-feira, 15 de abril de 2015

Os meus animais de estimação preferidos

Hipoteticamente falando e sem qualquer ordem na preferência, em imagens:




 



https://anjosdebigode.files.wordpress.com/2011/04/sc3a3o-bernardo.jpg 





Todos uns fofos, não são?

O meu pai está surdo que nem uma porta

E eu (e muitos e muitas de nós, aliás) tenho que me lembrar que para lá caminhamos.
No outro dia, na terrinha, as ruas que ladeiam o local de culto, vulgo igreja, estavam pejadas de ramos na estrada e com mais carros estacionados do que é costume, a ponto de dificultarem a passagem. E a páscoa já tinha passado há uma semana. Íamos os quatro no carro - pai e mãe à frente, avô e neto atrás  - e vira-se  a filha (eu), nesta fase da vida totalmente desconhecedora de certos rituais religiosos, para o avô (o meu pai) usando volume de voz normal:
-"Papá (sim, eu trato o meu pai por papá; não posso?), porque é que estão estes ramos todos na estrada?"
Responde o meu pai:
- "É a hora da missa; onde é que querias que os carros estivessem?"
Viro-me para o banco de trás e pergunto novamente, com volume mais alto:
-"Papá, os ramos...eu perguntei pelos ramos na estrada."
Responde ele novamente:
- "São os carros das pessoas na igreja."
Pergunto pela terceira vez, já a berrar, com o corpo e cara virados para ele:
-"PAPÁ, OS RAMOS, ESTOU A FALAR DOS RAMOS E NÃO DOS CARROS!"
(Nesta altura, já o pai - o MQT - punha uma mão no seu ouvido direito para não ter que levar com os meus berros, gesto que, como lhe já lhe disse, considero de má educação e mau exemplo.)
Responde ele então:
-"Ah, devem ser para algum funeral; na semana passada o funeral de sicrano também os tinha até ao cemitério."
...

Bem, este episódio serve para ilustrar a dificuldade que temos vindo a sentir já há alguns anos em manter uma conversa com o meu papá, que não é uma pessoa conversadora por aí além, mas com quem agora ainda temos menos vontade de conversar, pois cada vez que o faço, num ambiente sem ser à mesa, tenho sempre que repetir duas ou três vezes as mesmas frases, pois ou ele ouve coisas que não foram articuladas ou não ouve de todo. E tudo porque ele se recusa terminantemente a usar aparelhos auditivos. Casmurro que nem uma figa!
Soluções que possam apresentar para minorar este problema...há? Partilhem, se faz favor, que a família agradece.