quinta-feira, 16 de abril de 2015

Da rapidinha cirúrgica

Bata amarela, touca verde, sapatos de plástico azuis a cobrirem as botas bege: foi assim que me apresentei no bloco operatório, para mais uma conversa fluída sobre temas banais com a médica dermatologista. Enquanto ela picava, raspava, esticava, cosia e colava, intercalando a conversa de chacha comigo e a conversa profissional com a assistente, lá estive eu deitada de barriga para baixo e costas ao léu, pescoço virado para um lado e agora pescoço virado para o outro...e assim terminou a rapidinha com um "Está bem?" sorridente e apaziguador.
A minha questão, que não formulei em voz alta, é: será que estes profissionais adoptam a estratégia de planear antecipadamente as conversas que hão-de ter enquanto operam a malta ou depende da vontade do momento de ambas as partes?
A questão de facto formulada foi se podia trazer para casa o lixo hospitalar retirado da minha pessoa, dentro duma caixinha, como aquelas onde colocamos os dentes dos miúdos. A resposta foi negativa. Fiquei triste.

Informação útil

E eu até aposto que desconheciam isto: sabiam que as caganitas de coelhos podem servir para produzir energia eléctrica? Ah pois é. Toca a deixar procriar os coelhinhos, que nem coelhos, e a apanhar as bolinhas de cocó que vão deixando e poupem na conta da luz...