sexta-feira, 31 de maio de 2013

Hoje recebi um presente, antes das 9 da manhã

Um destes dias, estivemos a trocar impressões sobre a ocupação dos tempos livres pelos jovens de hoje e os jovens de há 30 anos. Eu, portanto...
Disse-lhes que era frequente eu coleccionar. Coleccionar coisas, coleccionar latas de refrigerantes, calendários de bolso, autocolantes dos mais variados tamanhos, cores e formas, e santinhos. Sim, santinhos...aqueles bocadinhos de papel com a imagem de um santo, uma oração qualquer e propaganda religiosa. Também lhes disse que a única colecção que ainda existe desses tempos é a dos calendários de bolso. Tenho, em casa dos meus pais, a apanhar poeira, várias pastas de arquivo com micas de bolsinhos, com calendários desde a década de 30 do século passado.
Adivinhem lá então o que é que um rapaz de 16 anos me ofereceu e eu não pude recusar, por parecer falta de respeito para com o catraio.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ele há com cada uma!

Então não é que ando a ser gozada desde terça-feira (ok, já há quase um mês, mas esse assunto não é para aqui chamado) por andar de torradeira azul na mão e/ou na pasta, donde a tiro, à torradeira, de cada vez que mudo de turma?
Não foi para isto que ele foi criado? Para ser usado na escola? Tenho lá culpa que o irmão mais novo e a prima e a professora da sobrinha não lhe tivessem dado o uso devido? Então....quem não tem cão, caça com gato, não é o que se costuma dizer? E tem servido para os gastos! Tenho, contudo, a sensação que os meus dedos cresceram um bocado, pois não é fácil acertar nas teclas correctas.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Curvas e carros

Num intervalo de 20 minutos, à entrada da A11, numa curva, vi um renault clio a dar a volta, depois de ter feito um peão e ter ficado virado na minha direcção. À saída da mesma A11, também numa curva, vi outro renault clio de pneus para o ar, já na berma e o seu condutor de pé, ao telemóvel. Ambos jovens. Enquanto isso, ouvia na rádio que à entrada da A7, entre Guimarães e Famalicão, outro carro, não sei de que marca, tinha tido acidente.
Mas será que esta gente não se apercebeu de que estava a chover, que a estrada molhada não era uma ilusão de óptica? 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

É oficial! - II

Fiquei sem o meu rico portátil, do qual me querem manter afastada durante um mês, previsivelmente.
Bendito Magalhães que tão útil vai ser nas aulas, finalmente!

O dia nem está a correr muito mal

...para quem, ao contrário do que é habitual às segundas-feiras, está a passá-lo em Guimarães.

domingo, 26 de maio de 2013

Os tomates da sogra

A minha sogra tem muitos tomates na horta dela. Normalmente, são dela os que comemos no verão, nas saladas, e os que usamos para cozinhar. Sim, uso o verbo no plural porque eu não sou a única pessoa a cozinhar, tarefa que faço por obrigação. O Mqt fá-lo por gosto, quando está p'raí virado e sai sempre bem. Adiante...
Hoje fui eu que cozinhei o almoço e cozinhei isto: favas estouradas com carne de porco, cozinhado em lume brando durante pouco mais de 2 horas.
 
Não sendo a fotografia a do nosso almoço, este não ficou muito diferente do prato da foto. E sim, as favas são (foram) as da minha sogra. Estavam uma delícia, modéstia à parte! E ela veio atrás. E veio muito bem! 
-E os tomates da sogra? - perguntam vocês. 
-Estão a amadurecer. - respondo eu. - Dou-lhes mais um mesito, talvez...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

É oficial! - I

Os bloggers que eu sigo, e alguns que eu não sigo, andam a escrever tanto, mas tanto, demais até, que eu não consigo acompanhar o ritmo de leitura. Quanto mais comentar tudo e todos. Eu ainda chamava palhaço a alguém e depois tinha a AABILCIE (Alta Autoridade da Blogosfera que Impõe Limites no Chamamento de Impropérios Engraçados) à perna...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ruby, Eva, Jamal, Tito and the rest of the gangs


O CASO DA PEQUENA ESTUDANTE NEGRA, RUBY BRIDGES

New Orleans, 1960: embora o governo Federal Americano garantisse o acesso dos negros às escolas de brancos, a realidade local era outra.
Ruby Bridges, uma menina negra de 6 anos de idade, destacava-se intelectualmente e por isso uma associação procura a família Bridges para que ela seja uma das primeiras crianças negras a estudar numa tradicional escola de brancos.
Mesmo receosos, os pais autorizam, mas agentes federais tiveram de acompanhar a menina à escola, dado que os protestos eram diários e o preconceito racial estava no auge, mesmo nas escolas.A sua sorte foi ter encontrado uma professora branca que a protegeu.
Ruby Bridges é um ícone especial do movimento pelos direitos cívicos dos negro afro-americanos.
No livro “Through My Eyes” é contada a história em primeira mão de como era ser uma criança negra de 6 anos em Nova Orleans, Louisiana, onde morava.
Em 1954, ano em que Ruby nasceu, o Supremo Tribunal dos EUA ordenou o fim do ”separados mas iguais” na educação para crianças Africano-Americanas. As escolas no sul do país ignoraram a decisão.
À Louisiana foi dado o prazo até final de Setembro de 1960, para integrar as escolas de Nova Orleans.
Elas começariam com os Jardins de Infância e assim iriam integrar um ano escolar de cada vez.
Ruby Bridges era apenas uma das cinco crianças negras que passaram no teste para determinar quais seriam as crianças que teriam capacidades intelectuais e seriam enviados para as escolas dos “brancos”. O teste havia sido criado de uma maneira para que as crianças negras não fossem capazes de passar.
A família de Ruby tomou a decisão de lutar pelos seus direitos e inscreveu a pequena Ruby no primeiro grau numa escola toda ela de brancos. Ela seria a única criança negra naquela escola.
Ruby chegou para o seu primeiro dia de aula com uma escolta de quatro agentes federais e foi apupada e insultada por uma multidão sinistra das donas de casa brancas e de adolescentes enraivecidos. Mães furiosas tiraram as suas crianças da escola, alegando que elas só voltariam quando Ruby tivesse deixado o local. Por todo esse ano escolar a escola funcionou apenas, para cinco alunos. A Ruby e outros quatro estudantes brancos.

Para que não esqueçamos a longa luta pela dignidade humana!

António Jorge – editor e livreiro

Maio de 2013

Estive na conversa

Continua parvo e com tendência a piorar. Há coisas que nunca irão mudar! Sim, isto é um elogio. Eu sei que não parece, mas é.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Então, Pseudo, como foi o dia de hoje?

Vou aqui deixar algumas das coisas que não fiz durante o dia:
  • falar, cara-a-cara, com mais de 5 pessoas
  • ver e ouvir notícias ou TV, for this matter
  • limpar a tartarugueira (por acaso já fede)
  • ir à escola
  • telefonar ao Pai
  • ver montras
  • tomar chá e bolinhos
  • andar na rua a pé
  • dormir a sesta
  • enfardar coisas boas e pecaminosas
  • analisar os manuais
  • a cama (para quê, se me vou deitar nela daqui a pouco? Sempre gostei deste argumento)
  • diminuir o volume duma certa pilha (de roupa)
  • chatear-me com alguém (o dia ainda não acabou, contudo)
  • actualizar o blog (esta já é mentira, agora)
  • ler mais do que 3 blogs
  • não mudei para a MEO
  • e muitas outras mais
  •  ...
 Já o que fiz, é aquilo que a vossa imaginação vos deixar imaginar. :)

domingo, 19 de maio de 2013

Cabo vs. Cabo

Zon ou Meo? Porquê?
Quem mudou da Zon para a Meo? Porquê?
Quem mudou da Meo para a Zon? Porquê?
Aspectos positivos duma e doutra? Quais?
Aspectos negativos duma e doutra? Quais?

Esclareçam, se faz favor, se puderem / souberem / quiserem. A família agradece.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Eu sou limitada, geograficamente

Como mulher que sou, faço jus ao ditado de "Quem tem boca, vai a Roma" e vai daí custa-me menos perguntar o caminho a alguém na rua do que olhar para a porcaria dum mapa. Não, não tenho GPS, não quero ter GPS, acho o GPS irritante, ponto final parágrafo.
E há uma coisa que me irrita nos homens, particularmente no Mqt, quando, generosamente, me dá indicações do caminho para chegar a qualquer lado: "vai na direcção norte, segue para leste, vira na Rua X, volta para trás na Rua Y, ...". Ruas essas que têm lojas, superfícies comerciais - algumas de renome -, referências que também ele podia conhecer e indicar-mas para eu poder chegar ao destino desejado. Mas não, pois prefere os pontos cardeais e então na praia é vê-lo a comentar com o amigo de peito "olha às tuas 12 horas". Reviro-lhe logo os olhos!
Mas adiante que me desviei...e já não sei aonde ia.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O meu filho anda com umas conversas um bocado esquisitas

Um dia destes perguntou-me o que é que eu acharia se ele me dissesse que no próximo ano quereria desistir da natação, que pratica desde os seus 4 anos e meio,  para começar com aulas de música, de piano, propriamente falando. Manteria sempre a outra actividade extra-curricular, de cariz desportivo, que frequenta há 3 anos.
No dia seguinte perguntou-me se havia à venda anéis para rapazes. E que gostaria de ter um. E de ter calças de ganga rasgadas em vários sítios. E de voltar a ter um colar preto cool com um escorpião incrustado. E de usar bonés com a pala ao lado.
Antes destas conversas, tinha-me perguntado se podia fazer uma tatuagem definitiva. Que era estiloso. E perguntou-me se doía e quanto tempo demorava a fazer uma e quanto custava.
E eu acho que aprender a tocar piano não bate muito bem com todos estes gostos estranhos que ele anda a demonstrar.
E nada está decidido.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hoje não mereciam! Nadinha!

Jogaram muito bem, melhor do que o adversário, foram a melhor equipa em campo. Mereciam ter ido a prolongamento, pelo menos! Inacreditável! Não mereciam! Maldita compensação, maldito minuto 92, maldita maldição! Excelente final, com um vencedor menos forte! Estádio lindo, ambiente espectacular! Final injusto!

És mais chata do que eu, por isso levas um miminho

(Chata, podes e deves roubar e usá-lo como mais te aprouver)

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Rita e os seus abraços

A Rita é uma adolescente que conheci o ano passado, com um aspecto físico mais volumoso do que seria aconselhável para a sua idade e estatura. Veste de preto, a condizer com a tez morena e olhos escuros e maquilha-se demasiado, quanto a mim.
Não me lembro do que lhe disse que causou a reacção dela, mas, sem mais nem menos, a dada altura, à entrada duma sala, surpreendeu-me com um abraço bem agarradinho, bem forte, bem cheínho, que recebi com outro abraço, talvez menos efusivo. No final dessa aula, chamei-a à parte e disse-lhe que tinha gostado imenso do gesto espontâneo dela. Que me fez sorrir, por fora e por dentro, de tão inesperado que foi.
Este ano passa por mim diariamente, cumprimentamo-nos sempre com um sorriso franco, com troca de comentários, com imensa saudade. De vez em quando, sem que eu perceba os critérios - porque é que abraça em certos dias e noutros não- abraça-me novamente do mesmo modo, efusivo e caloroso. E é sempre abraçada de igual maneira. Não há como não o fazer. E sabe tão bem!

E agora uma coisinha para adoçar


Yuuummm!

Hoje vou discorrer sobre merda

Post com bolinha vermelha, passível de ofender.
 

A Merda (saiu de rajada)

Eu faço merda,
Em casa, no trabalho
E digo merda,
Em casa, no trabalho
A merda que eu faço
Cheira mal, parece mal
Mas alivia... e de que maneira
Tu fazes merda
E a merda que tu fazes chateia-me
São excrementos ofensivos, mal-cheirosos
De gosto duvidoso
Conspurca-me a mente e torço o nariz
Esperneio porque a tua não me alivia
A merda que os outros fazem
Visível e notória diariamente
Incomoda terceiros e quartos
A merda está em todo o lado
Mandam-nos para todo o lado
Se até no palco o fazem
Porque nos sentimos na merda?
Meninas de bem e de boa educação
Não dizem merda, não fazem merda
Defecam fezes ao som de violinos
Meninos de bem e de boa educação
Mandam faxes uns aos outros,
Não arreiam o calhau
E com matéria escatológica me vou
Pois chegou a minha hora!

E agora, com a cortesia do Leão da Estrela, um soneto com grande pinta: 

Merda, dejecto humano na face escrito,
Que em vivos cagalhões defequei um dia,
Donde um profundo odor a merda sentia
De fumegantes bostas e um simples caganito.

A merda, que em si mesma é apenas comida de antanho,
Para se certificar da força com que saía,
Foi convertida em fétida diarreia, que fazia
Um trilho de corrimento fedento, leve e castanho.

Juras de merda, que brandura de pivete
Causa ao primeiro impacto; um cagalhão
Causa mais estrondo, se largado na retrete.

Olhai a merda o que gera, se espalhada pelo chão,
Uma passadeira pegajosa, qual chiclete
Seja ela de homem, seja ela de cão.






segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vou enfardar isto duma vez só e arrepender-me passados 5 minutos

Os meus chocolates favoritos têm que conter menta, a contrastar com o sabor do chocolate em si. A outra opção seria os "after eight". Como em casa só há isto, de momento, vai ser já, já, antes que comece a pensar demais. 
O arrependimento não há-de pesar mais do que o prazer momentâneo que se retira duma coisinha deliciosa como esta!

domingo, 12 de maio de 2013

Olha outro desafio!

Há uns anos estraguei um poema de Fernando Pessoa, com a versão que escrevi e publiquei na altura e que revelo novamente:

Ai que prazer 
Não postar diariamente
Ter um blog para manter
E não o fazer.
Publicar torna-se monótono
Partilhar on-line é quase nada.
O sol doira sem blogosfera
O rio corre bem ou mal,
Sem edição original e pessoal.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
Como tem tempo, não tem pressa.
Blogs são páginas virtuais
Cheias de bits e bytes
Partilhar é uma coisa em que está distinta
A diferença entre “o meu” e “o nosso”.
Quanto melhor é quando há clicks
Esperar por O Comentário,
Quer venha ou não.
Grande é a escrita, a emoção e os comentários ziguezagueantes
Mas o melhor da Internet é o mundo aos nossos dedos
Imagem, música, cores e as palavras
Que nos atingem
Só quando, em vez de aquecerem, magoam.
E mais do que isto
É Jesus Cristo
Que não sabia nada de computação
Nem consta que tivesse Internet.


 Posto isto, o desafio que se segue é:
  • escolham um poema em língua portuguesa, de autor/a conhecido/a (preferencialmente)
  • ajavardem a versão original
  • publiquem-na nos vossos blogues e venham cá avisar, sff
  • rezem para não terem pesadelos causados pelos fantasmas dos falecidos autores (se é que já finaram, claro) ou para que os autores vivos não vos metam um processo por heresia intelectual-literária. 
  • Acima de tudo, divirtam-se!

Confesso-me incapaz de pronunciar certos nomes

Como por exemplo os das personagens do livro - policial nórdico - que ando a ler, bem como o nome do próprio autor:

Mas porquê? Porquê?

Raios!
O Benfica marcou 2 golos e perdeu o jogo (e o campeonato também), eu perdi dois seguidores só ontem. Estou para ver o que irei perder hoje, além dum bonito dia de sol, passado em casa com papéis à frente, e da missa das 11. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Duas coisas que me agradam

A cantora, cuja voz me relaxa e embala. E a cidade que visitarei um dia destes:
I could listen to her all day long!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Coisa estranha

Mas que raio é que aconteceu ao olho esquerdo do Miguel Sousa Tavares?

Vamos conjugar um verbo? - III

Eu desafiei
Tu desafias
Ele desafiará
Ela desafiou
Nós desafiaremos
Se vós desafiásseis
Eles desafiam-nos
Que elas desafiem também

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Exercício de escrita - limões


Em cima da sua carroça, espreguiçando-se languidamente sob um sol primaveril já abrasador, atravessou a ponte da aldeia, destino provisório de férias de verão, uma formosa criatura do sexo feminino, em cuja testa escorriam dois finos fios de suor. Trazia na mão o famoso livroDon’t Sweat The Small Stuff  and It's All Small Stuff” e a sua mente percorria todos esses momentos diários e banais com os quais se enervava “por dá cá aquela palha”. Riu-se para si própria, palreando sozinha que nunca se devia ter enervado com o vizinho por causa dos limões que tinham caído no quintal dele. Ele tinha toda a razão, desta vez.