quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ter ou não ter - eis a questão

Estávamos de regresso a casa e o rapaz (já não é petiz porque tem 3 cms a mais do que eu) conversava sobre um dos seus assuntos favoritos de momento: DJs (sim, ele anda com os gostos estragados). Dizia ele que quando viu a cara dum certo DJ num daqueles outdoors de verão que pululavam a Costa Vicentina, pensou que ele fosse mais novo do que quando o viu recentemente num video qualquer. Ao que eu lhe disse que muitos dos posters e fotos que vemos em publicidade, na televisão e revistas, mostram não o que a pessoa é realmente, mas sim um ideal físico, que muitas vezes não corresponde à verdade. Ao que ele rematou com as seguintes palavras: "Então ter ou não ter a Playboy vai dar ao mesmo, nada daquilo é verdade e não". Eu olhei para ele, calei-me, estacionei o carro e pensei cá com os meus botões: "Se algum dia apanhar uma dessas revistas debaixo do colchão, não sei que te faço, rapaz!"

Estou cá com uma pilha!


Os dois do topo chegaram hoje às minhas mãos. O segundo vinha acompanhado duma carta datada de 2012. Alguns estão iniciados e inacabados, o que significa que tenho que os recomeçar a ler. Um, o do Bolano, está intocável. O terceiro está na calha para ver se é desta que começo a gostar de filosofar. O que leio de momento está debaixo da almofada, é juvenil, foi escrito por um britânico e fala sobre o universo. E pronto, é isto. Tenho muito que lhe dar, certo?

(Se gozarem com o naperon de crochê feito e oferecido pela minha Avó, apanham!)