sexta-feira, 14 de julho de 2006

Evolução tecnológica da língua


Todos sabemos que a Língua Portuguesa vai pelas ruas da amargura, especialmente entre muitos membros das camadas mais jovens. Mas há excepções, felizmente.
Eu, quando tenho alguma dúvida enquanto estou no computador - e isto acontece-me frequentemente no que toca a acentos de algumas conjugações verbais (Ex: "tivésse" ou "tivesse"?) - recorro ao Dicionário da Língua Portuguesa On-line, desenvolvido pela Priberam e pela Texto Editora. Contudo, tal já não vai ser mais necessário, visto que eu, legítima possuidora de um telemóvel - apenas um, por enquanto - vou ter acesso a um serviço inovador que me permite via tal gadget corrigir-me prontamente sem necessidade de recorrer aos calhamaços dos dicionários e gramáticas que por acaso até abundam nas minhas estantes. Começo a pensar que se vão tornar completamente inúteis.
Ora este serviço, que pode ser consultado em qualquer telemóvel de qualquer rede em Portugal, vai é ser bastante útil e popular entre os nossos adolescentes, já que mais depressa eles lêem 1000 Sms's do que um livro de 20 páginas - salvo algumas excepções, repito. Agora é que vai ser: vamos ver imensos adolescentes a escrevinhar nos seus blocos de apontamentos, aqueles que eles levam consigo para onde quer que vão e onde anotam as suas vivências e impressões, enquanto consultam um dicionário nos seus topo de gama! Oh oh!
Eu lá terei que começar a usá-lo para consultar as "palavras" que eles usam entre si, já que um dia destes, se não os entender, corro o sério risco de ser apelidada de "cota" ou " a minha velhota". ota".
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A medida até pode ser séria, mas que me fez rir, lá isso fez.

Pensos...ou quando os miúdos são deixados sozinhos...ou quando os adultos que os vigiam são ainda mais idiotas.


É certo e sabido que os homens são uns piegas quando estão doentes ou têm uma feridazita algures. É ve-los a pedir miminhos, aos ais, a pedir chá de limão e compressas e coiso e tal. O meu homem mais pequeno, o tal que tem 4 anos e meio mas já vai no bom caminho nestas coisas de homens, só vem comprovar esta regra indiscutível! Por tudo e por nada, seja um arranhão, uma pisadura, uma borbulha coçada que formou crosta, um dói-dói de qualquer espécie, pede logo um penso - como se um penso resolvesse grande coisa. Deixar-lhe pôr betadine é que é obra! Foge a sete pés!
Bem, qual não foi a minha surpresa quando vi a foto seguinte, onde o miúdo - não, não é o meu - demonstra outra utilidade para os pensos. A minha pergunta foi logo: até no pirilau?? Começa cedo!