segunda-feira, 13 de abril de 2015

"(não sei porquê, não te fazia ao balcão da peixaria)" - escreveu a Susana

O parêntesis do título faz parte de um comentário que a Susana Rodrigues - dona de um blog que comecei a ler frequentemente, e a descobrir com muito prazer, há poucos meses, por recomendação de alguém que ambas prezamos - fez a palavras minhas lá deixadas.

Eu também não sei porque é que a Susana não me imaginava ao balcão duma peixaria. Afinal, eu gosto de peixe, como peixe com alguma frequência, cozinho peixe menos frequentemente e compro peixe todas as semanas, fresco ou congelado, mais deste do que daquele, na verdade.
O que o parêntesis da Susana me pôs a pensar foi, contudo, não nas razões que ela própria desconhece, mas sim na imagem que cada um de nós forma dos outros, na nossa cabecinha, imagem essa baseada apenas em palavras, a maior parte dos casos, lidas ao acaso. Que imagem terá a minha homónima de mim, a ponto de me imaginar longe duma banca de peixe donde escorre água para o nosso calçado, longe dum sítio com cheiros desagradáveis, longe dum sítio apinhado de gente à procura do mais fresco e do mais barato? Ou será que eu é que percebi mal e a Susana agora até já me vê atrás do balcão duma peixaria, no papel de funcionária?

Questão final: afinal, o que imaginam vossas excelências de mim?

P.S.:Esta é das tais questões cujas respostas só verão a luz do dia porque este blog tem rede de pesca!