quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pequena grande vitória

Após muitas tentativas, muitos incentivos e conselhos parentais, de um dia para o outro, o meia-leca cá de casa aprendeu a andar de bicicleta. Ontem ainda caía, batia contra os muros cá de casa, esmurrava-se - sempre com um sorriso nos lábios. Hoje ainda se esmurrou, ainda ziguezagueou, mas já pedala sem o empurrãozinho, sem nunca abandonar o sorriso e a acrescentar que "isto é divertido". E a cada minuto que o vejo com o rabo assente no selim e a dar às pernas, noto-lhe uma grande vontade de ir mais além, mais auto-confiança. Gosto de o ver a ultrapassar os seus pequenos objectivos, dá-me gozo ver o meu "bébé" a tornar-se um homenzinho pequenino.

terça-feira, 29 de julho de 2008

É aqui, exactamente aqui...




...que estarei a partir de sexta, dia 1 :) E não, não vai lá estar Portugal inteiro em peso. Uns quilómetros mais para oeste é que talvez O encontremos :P

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Talentos - II

Entre os muitos que não tenho, há aquele de conseguir lembrar-me facilmente de nomes de pessoas e de terras e ruas. Se me perguntarem onde é a Praça da República aqui em Braga, a minha resposta será certamente "não faço a mínima ideia"; se me perguntarem como se chama o Chefe de secretaria da minha escola, idem aspas aspas. Das janelas deste apartamento, vejo o Sameiro e o Bom Jesus, mas saber qual é qual já é mais complicado; se me perguntarem qual o meu pior aluno dos últimos 13 anos, consigo perfeitamente lembrar-me da cara e descrevê-lo como se estivesse à minha frente, mas o seu nome já ficou para a História. Vem isto a propósito do Pico do Areeiro e do Pico Ruivo, que, para quem ainda não sabe, situam-se na Madeira e são dois locais-chave para quem gosta de fazer passeatas ao ar livre. Estava eu e mais alguém na conversa acerca de férias, passeios, locais visitados e a visitar quando me lembrei daquele inesquecível episódio da minha lua-de-mel, há quase 9 anos atrás, que quase arruinou o que supostamente deveria ser a semana mais feliz da minha vida. Eu, uma estreante, que nem sequer era, e continuo a não ser, grande adepta de passeios pedestres, lá me deixei convencer pelo mais-que-tudo a ir fazer uns quilómetrozitos entre estes dois picos. Acreditem: fui e vim, mas cheguei quase morta, nos dias seguintes não conseguia dar um passo que fosse, quanto mais levantar as pernas para o que desse e viesse, roguei pragas até mais não, jurei que nunca mais!
Isto tudo para dizer que, se não fosse esta pessoa a mencionar os nomes destes picos, por muito descritiva que conseguisse ser, nunca me lembraria dos nomes dos pontos de partida nem de chegada desse "passeiozito".

terça-feira, 22 de julho de 2008

Procura-se definição

Almocei com uma pessoa (entre várias) com quem, após ter chegado a casa, falei 3 ou 4 vezes ao telefone e ainda troquei cerca de 8 e-mails. A isto chama-se o quê? Alarmismo sem fundamento?

Era inevitável :P

Pronto, agora também publico aqui...até o Gajo se cansar, claro (não digo é cansar-se de quê)

(E eu que ainda tenho que terminar o PCT)

Prazos

Eu não sei se os deteste se os idolatre. Há prazos que me obrigam a ser responsável ou melhor, há prazos que em termos profissionais me obrigam a terminar aquilo que adio e adio e continuo a adiar, por exemplo, o PCT (um dia destes, lá para Setembro explico o que é esta bodega). Há prazos legais que passo por cima e daí não advém muito mal ao mundo, como por exemplo, a entrega da declaração de IRS - aliás, tarefa inerente à metade masculina do casal que todos os anos paga uma multita por entrega fora do prazo. Há prazos para pagamento daquelas contas mensais chatérrimas, tipo (??) a conta do cartão de crédito, que pago ou no último dia ou após passar o prazo, normalmente com alguns juros. Há prazos para concursos públicos que são um verdadeiro teste ao nosso coração, como o daquele concurso que terminou às 18:00 horas do dia 18 de Julho, mas afinal só termina a 25 de Julho, sexta feira que vem.
Há depois aquele prazo de 3 semanas que alguém mencionou num comentário anterior, relativamente à publicação do meu próximo texto, que HOJE, dia 22 de Julho de 2008, me recuso a cumprir!! Ora tomem! :P É que de há uns dias atrás a 3 semanas, vou estar a milhas de blogs, extremamente ocupada a olhar para o infinito, a antecipar o prazer que sentirei por beber um suminho de laranja natural à saída duma das praias de Altura. Agora babem-se todos.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Chatos do caraças, pah :P...sim, tu, tu e tu :P

Recebi uma carta

Eu recebo correspondência todos os dias, como qualquer mortal: contas, ofertas irrecusáveis que quase sempre recuso, promoções de que raramente usufruo, publicidade não endereçada que vai directa para o caixote de lixo mais próximo, livros escolares que se amontoam nas estantes do escritório, revistas semanais e mensais que vão ocupando todos os cantos desta casa e que nem sempre leio na íntegra - tudo o que vocês também recebem.
Ontem (foi mais há cerca de 3 semanas, já que este texto esteve em "draft" uma porrada de tempo) recebi um envelope com remetente, manuscrito, endereçado ao "Senhor(a) Morador(a)". Era mesmo para mim e claro, fiquei mesmo intrigada, por dois ou três motivos: missiva manuscrita (ainda sabem o que isto significa?), enfiada não na caixa do correio mas debaixo da porta de casa, escrita cuidada e legível, sem um único erro ortográfico - sim, que eu li-a várias vezes à cata de tal. Só por isto, valeu a pena recebê-la. Adiante...
Esta carta vinha acompanhada duma imagem, o que eu antigamente chamava de "santinho", e até cheguei a coleccionar religiosamente montes deles, antes de, segundo a minha avó, me ter tornado uma herege. Pronto, vi logo o que queriam. Mas não desanimei, até porque se alguém se dá ao trabalho de manuscrever algo, de se dirigir ao meu lar apenas para partilhar comigo algo sobre um livro escrito há milhares de anos atrás não se sabe muito bem por quem, achei por bem ler esta carta até ao fim e repetidamente. Com certeza os meus dois leitores que pacientemente ainda cá vêm sabem de que cartas falo: são uma seca, hão-de concordar. Porém, gabo uma ou duas qualidades desta gente que trabalha no sector da distribuição religiosa: são bastante pacientes e persistentes, já que não é qualquer um que bate com a nariz na porta de terceiros e ainda assim regressa a um nono andar para deixar um bocado de papel debaixo da porta. A minha dúvida é se naquele dia os dois elevadores funcionavam ou se tiveram que vir cá acima a pé, acto ainda mais louvável :)