quarta-feira, 28 de maio de 2014

Reforma (irrevogável, of course)

Agora que arranjei uma escrava-sócia para fazer o servicinho, fodida mas mal paga (suponho eu, mas posso estar errada) acho que está na altura de dar de frosques. Que achas? (Vês como também as digo, Sócia?) Uma temporada passada algures seria milagrosa e não tinha muito com que me preocupar, pois sei que o tasco fica em boas mãos, as tuas, as deles e as delas. Sim, acho que é boa ideia!

Má, má pessoa!

Entra uma utente, quer falar comigo. "Pode atender-me?". Ponho o meu sorriso brejeiro e enquanto me encaminho para ela respondo que não. 
- Não brinque, estou chateada, quero ver se tenho aqui receitas pendentes e nunca mais cá venho.
- Então por quê?
- Prefiro não dizer.

Acredito que a minha estagiária, que estava nas proximidades, tenha tremido que eu tremi por ela. Contudo, desta estava safa. Conversa puxa conversa e a utente revela-me a sua extrema e acentuada indignação com a atitude da "Dotôra". Geralmente é nesta altura que me faço de muito parva e pergunto qual delas visto que somos 5. Desta feita, e sabendo bem de quem se falava porque aquele comportamento é típico da minha mai velha à conta de quem tenho posts sem fim, só perguntei Mas queixou-se a ela? Reclamou do atendimento? Disse-lhe que ficou chateada? Demonstrou o seu desagrado?

Não.


País de gente parva que tem medo de reclamar e de pisar calos e que depois vem chatear os outros. 

Fodei-vos todos mas é.
(Sócia, desculpa, mas sabes que tenho língua suja.)

Viver no limite

De quando em quando, estou sentada, no meu local de trabalho, e dou por mim a pensar Vou fechar os olhos só um bocadinho, só um bocadinho!

Mulher com cara de facínora

E puto de 3 ou 4 anitos. 
Mãe a abrir a porta do carro ao puto que deixa cair qualquer coisa.
- Opá, tu só fazes merda.
Compasso de espera. Silêncio.
- Foda-se, oh Salvador!


Amor de mãe.