segunda-feira, 6 de maio de 2013

Exercício de escrita - limões


Em cima da sua carroça, espreguiçando-se languidamente sob um sol primaveril já abrasador, atravessou a ponte da aldeia, destino provisório de férias de verão, uma formosa criatura do sexo feminino, em cuja testa escorriam dois finos fios de suor. Trazia na mão o famoso livroDon’t Sweat The Small Stuff  and It's All Small Stuff” e a sua mente percorria todos esses momentos diários e banais com os quais se enervava “por dá cá aquela palha”. Riu-se para si própria, palreando sozinha que nunca se devia ter enervado com o vizinho por causa dos limões que tinham caído no quintal dele. Ele tinha toda a razão, desta vez.

Hoje apresento-vos outro desafio (sim, eu sei, às vezes parece que ainda estamos na escola primária)

Desta vez é a redacção de um texto, com formato e tamanho à escolha do freguês, onde constem as seguintes palavras, numa ordem aleatória e que poderão, se o desejarem, aparecer flexionadas:
  • carroça
  • fio
  • sexo
  • ponte
  • mente
  • rir
  • espreguiçar-se
  • palrear
  • limão
  • livro
 Eu própria conto apresentar algo ainda hoje. Se aderirem à iniciativa, gostaria de ser informada. Obrigada.

Comecei com o Nick, acabarei com o Bob e interrogo-me o que é que a Adele faz ali pelo meio


Hoje, em blog alheio, no dele, o Mg escreveu um post com supostamente o maior título da blogosfera, mas eu também estou a tentar fazê-lo, neste preciso momento, sem necessidade de recorrer a parêntesis e a grandes desvios na coerência textual, pois o intuito é somente escrever um título com duzentas e sessenta e quatro palavras, mais uma do que o título dele contém, ao mesmo tempo que redijo igualmente a maior frase que alguma vez terei escrito, no blogue ou em papel, antes de lhe acrescentar o ponto final, que aparecerá, não no título, mas no post em si, algo que só acontecerá daqui a uns minutitos, depois de pensar no que mais poderei inventar para suplantar as tais parcas palavras usadas pelo caríssimo Mg para discorrer sobre um dos muitos assunto que dão tanto prazer às mulheres e que para certos homens parece ser uma tortura infindável e excessivamente cara, apesar de fazer parte das necessidades básicas de ambos os géneros, que, contudo, as encaram e solucionam de maneiras diversas, pois se uns se sentem felicíssimos após o acto, outros sentem-se estourados e com vontade de dar um tiro no primeiro chato que lhes aparecer à frente, sem pensarem nas eventuais consequências escarrapachadas num qualquer jornal local do dia seguinte, lido por todos os frequentadores do café da esquina, cuja capacidade de compreensão do alheio fica quase sempre aquém da sua capacidade de acrescentar um ponto quando se lhes conta um conto, tal como vem dizendo o ditado popular tão praticado por toda a gente, seja do campo seja da cidade, que isto, no que toca a aumentar histórias, não há cá grandes diferenças entre os provincianos e os queques citadinos

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(O ponto final apareceu no fim, como disse em cima e o título contém duzentas e oitenta e quatro palavras. Podem contar, se não acreditam.)