quinta-feira, 9 de novembro de 2006

A verdade sobre Adão


E não, o título não é pura coincidência: é pura cópia deste post.

E pronto, depois deu nisto...

(Obrigada pelo esticão, Inha)

(Se a minha avó visse isto, deserdava-me logo. Razão tinha a minha amiga IG quando disse que este blog só mostrava badalhoquices!

É ÓBVIO, não é?!

Numa das escolas problemáticas de Lisboa, onde há alunos de vários estratos sociais, durante uma aula de português, a professora perguntou:
- Qual o significado da palavra ÓBVIO?
Cátia Vanessa, uma das alunas mais aplicadas da classe, sempre muito bem vestida, ar de menina bem, respondeu: - Senhora professora, hoje acordei bem cedo, ao nascer do sol, depois de uma óptima noite de sono no conforto do meu quarto. Desci a enorme escadaria da minha vivenda e fui à copa onde tomei o pequeno almoço. Depois de deliciar-me com as mais apetitosas iguarias fui até à janela que dá para o jardim. Vi a porta da garagem aberta e que lá se encontrava guardado o FERRARI do meu pai. Pensei cá com os meus botões: - É ÓBVIO que o papá foi trabalhar de Mercedes.
Luis Cláudio, aluno de família classe média, não lhe quis ficar atrás e disse: - Professora, hoje não dormi nada bem porque o meu colchão é um bocado duro, mas apesar disso ainda consegui dormir. Tinha ligado despertador e por isso acordei a horas. Levantei-me cheio de sono, comi um pão torrado com manteiga e tomei café com leite. Quando saí para a escola vi o Fiat do meu pai parado na garagem. Disse cá pra comigo: - É ÓBVIO que o pai não devia ter gasolina e foi trabalhar de autocarro.
Embalado na conversa, Washintun Jefersun Júnior, um preto da Cova da Moura, também quis responder: - Fessora, hoje eu quase num dormi porque houve confusão lá na minha rua, com tiros e tudo. Só acordei de manhã porque tava a morrer de fome, mas num havia nada pra comer lá no meu barraco. Espreitei pela janela e vi a minha vó vestida com a camisola do SPORTING e com o jornal debaixo do braço e pensei: - É ÓBVIO que ela vai cagá. Num sabe lê.