domingo, 24 de setembro de 2017

Domingo de manhã

Há uma calma nestas manhãs dominicais bracarenses que ainda não consegui transferir para a minha mente, a tal que controla as minhas emoções, que andam ao rubro e por tudo e por nada faço um cavalo de batalha e revolto-me e sinto-me injustiçada e penso amiúde no que quero fazer daqui a uns meses, largos, já em 2018. E depois olho para este céu azul e o verde que vejo desta janela do escritório e penso que daqui a menos de um ano olharei para trás e verei o quão exagerada fui (estou a ser). Ou não, sei lá!

Entretanto, na terreola, lançam-se foguetes, vendem-se rifas, ouve-se a fanfarra, participa-se na procissão e degustam-se almoços constituídos por três pratos e sobremesas várias, dispostas nas melhores e mais limpas e incólumes toalhas brancas que mais daqui a pouco já não o serão. Haja vinho!

domingo, 17 de setembro de 2017

Sabem o que mais gosto na Lisbeth?

A sua frontalidade verbal e o seu sentido de justiça. Não me canso de a ler e de lhe apreciar a resistência mental perante as pedras no seu caminho. Por muito invulgar e violenta que seja, é impossível não ficar do lado dela.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Desta vez concordo

...com as vozes que dizem que proibir jogos de futebol por decreto em dia de eleições é absurdo e anti-democrático, pois é dar ainda mais valor e tempo a uma actividade desportiva que já é sobrevalorizada em todos os aspectos, ao mesmo tempo que os elevados níveis de abstenção no país continuarão por resolver. Se @s eleitor@s quiserem votar, não será um evento desta natureza ou outra que impede tal acto cívico: vão e votam dentro das 11 horas permitidas para tal. Quem não quer cruzar um nome ou dois num papel, nem sequer aparece. Situação que a mim me parece bastante óbvia. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

sábado, 9 de setembro de 2017

A Festa na terreola

Isto de pertencer à Comissão de Festas tem muito que se lhe diga. Não só trabalha o próprio, há longos meses, em equipa dinâmica, como a própria cara-metade carimba e enrola rifas. Eu já não fazia tal coisa há 30 anos, quando eu própria fiz parte da mesma Comissão.
Vai ser um arraial à maneira, de arromba mesmo!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sabiam que... (adendado, duas vezes)

... a série The Big Bang Theory já vai no episódio nr. 804? Ou melhor, foi esse o que vi ontem à noite. Irra, que é pior que Dallas há umas décadas, ainda a preto e branco.

ADENDA: Afinal meti o pé na argola, fiz figura de ursa, errei redondamente por cento e setenta e três (173) episódios e admito desde já, aqui e em público, que não sei ler números. O que pensei ser o episódio número 804 é afinal o 4º episódio da 8ª temporada. E afinal ainda só sairam 231 episódios e dez temporadas, sendo que a 11ª começa a 25 de setembro próximo. 

E se eu tiver que escrever mais números, dou um tiro nos passarinhos ali da árvore mais próxima!
(Por alguma razão, não segui Contabilidade e/ou Gestão, como os meus pais desejavam!)

ADENDA 2: Ali na adenda anterior onde se lê cento e setenta e três (173) episódios, deve ler-se "só" quinhentos e setenta e três (573).
Agora vou ali dar mais tiros ao lado e já volto!

Actualização laboral

Fui conhecer a casa nova na sexta-feira passada. 
Tal como eu me lembrava de muitas caras, o director lembrava-se da minha. Nunca se sabe se este reconhecimento é bom ou mau sinal. O que eu sei é que achei a casa enormérrima, nada a ver com a que conheci há 12/13 anos. E algumas pessoas também estavam grandes, maiores, especialmente para os lados. Bolas!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Uma autêntica colónia de férias

Hoje, fiz serviço de taxista até uma das zonas balneares aqui do Minho, para transportar três clientes para casa de um amigo comum. O outro carro levava mais três clientes e quando lá chegámos, encontrámo-nos com mais três deles. Ou seja, nove jovens (oito machos e uma fêmea) que devem estar, neste preciso momento, a levar na cara e no corpo com bolas de tinta uns dos outros, algures na mata. Ao final do dia haverá piscina para os que ficam a pernoitar na tal casa. 
Quando os vi a entrar, acompanhados do pai do anfitrião, pensei cá com os meus botões: "Parece mesmo uma colónia de férias! Bendita paciência que aquele pai tem que ter!"
Uma coisa é certa e já cheguei a esta conclusão mil vezes à medida que aprendo diariamente a ser mãe de um adolescente: nestes contextos de convívio deles, é mais fácil aturar um grupo do que só um ou dois deles.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

A buganvília do vizinho e o fumo da "nossa" chaminé

A churrasqueira da casa onde pernoitámos 16 ou 17 noites deitava fumo para o ar que, dependendo da direcção do vento, mandava fumo para a varanda e uma das janelas do vizinho.
A buganvília desse mesmo vizinho, dependendo da direcção do vento, enviava as suas imensas pétalas para o nosso pátio e espaço exterior onde convivíamos noite-sim noite-sim a jogar à sueca enquanto emborcávamos uns copitos. No dia seguinte alguém do grupo lá limpava as pétalas.
Quem é que tinha razão nas queixas? 
Digam de vossa justiça.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Sensualidade e erotismo

As mesmas maminhas em topless que vi durante anos e anos, na praia familiar do costume, continuam na mesma. Com a diferença de serem únicas e as únicas, este ano. Eu é que não fui a única a recordar-me delas, depois de cinco anos de ausência.

As bolas do homem do chapéu cónico

Enquanto o quarteto do nosso grupo preferiu as bolas da Felismina, nós não desgrudámos das bolas do mencionado vendedor de praia: fofas, com creme aveludado e ainda quente, a escorrer pelos lábios e queixo abaixo, caso não tivéssemos cuidado com a etiqueta na praia.
Das dezasseis que eu poderia ter ingerido, tendo em conta os dezasseis dias lá passados, fiquei-me pelas treze. Não se notam em lado nenhum, para grande espanto meu quando ontem de manhã enfrentei a balança. Menos mal!

sábado, 26 de agosto de 2017

Um verdadeiro zoo naquela Altura

Camaleões, cães, pinguins, flamingos, crocodilos, alforrecas, ovelhas, formigas, osgas e até papagaios que assobiavam piropos à nossa passagem. Não faltou diversidade, não...

E não é que o galo não se quer ver livre de mim?

Ora bolas!
Não sendo mau, estava bem melhor onde estava. Assim, vou ver caras que já não via há 12 anos, numa casa de cara lavada.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Hoje acaba a série dos "Porquês"

Porquê? Porque atingi os 15, os da praxe para 15 dias de férias. Muitos mais ficaram na calha. Para breve...

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Porquê nr. 15

Porque é que, no mês em que faço 45 anos, continuo a sentir-me como se tivesse menos 20 anos em cima e continua a apetecer-me fazer certas coisas sem pensar em demasia nas suas consequências?

domingo, 13 de agosto de 2017

Porquê nr. 14

Porque é que os cruzeiros são uma forma de férias e viagens que, aparentando serem divertidos e terem muita coisa à disposição (num espaço fechado rodeado de água), ainda assim não me atraem? É que aqui em casa já se anda há uns anitos a colocar-se essa hipótese que está constantemente a ser adiado "p'ró ano"...

sábado, 12 de agosto de 2017

Porquê nr. 13

Porque é que há condutor@s que sabendo ler (pois se tiraram a carta de condução...), não sabem ler o sinal "Conduza pela sua direita" e, na auto-estrada, mantêm-se em todas as vias de circulação menos na da direita? Irra!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Porquê nr. 12

Porque é que países como a Islândia, Suécia, Dinamarca e Noruega fazem parte dos meus sonhos de férias no verão? Tal como disse, há anos, que um dia visitaria a Holanda (e fi-lo, com muito gosto e voltaria a fazê-lo quantas vezes me fosse possível), continuo com a esperança de um dia visitar os quatro mencionados. Deve ser do frio, só pode...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Porquê nr. 11

Porque é que o Sherlock Holmes tocava violino e não piano? Porque é que fumava cachimbo em vez de tabaco normal? E porque é que a personagem encarnada por Benedict Cumberbatch é mais mais arrogante, snob e vaidosa do que a personagem livresca me parece ser?

(Nota-se que continuo a ler muitos policiais?)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Porquê nr. 10

Porque é que as viagens do ponto da partida A para o ponto de chegada B e do ponto de partida B para o ponto de chegada A parecem ter duração diferente, consoante se vai ou se regressa, quando na práctica sabemos que duram exactamente o mesmo tempo (se o trajecto escolhido para ambas as viagens for o mesmo, claro)?

(Nota: Hoje estou a ir do A para o B...)

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Porquê nr. 9

Porque é que certos assuntos irritam os adolescentes e parece que nós, progenitores, temos que adivinhar que uma simples reportagem televisiva seguida de uma pergunta sobre o assunto (assunto esse que tinha vindo a ser comentado diariamente em casa desde há uma semana até à data) causa esse efeito? Temos poderes de adivinhação, se calhar...

(O assunto era o festival Meo Sudoeste...vá lá saber-se porquê o efeito...)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Braga, hoje

Nem parece agosto, de tão escuro e cinzento que está.

Porquê nr. 8

Porque é que a inocência e a ingenuidade são vistas como qualidades fofinhas e queridas quando somos crianças mas parece que deixam de o ser, para passarem a ser fragilidades humanas, até defeitos, à medida que vivemos e envelhecemos?

domingo, 6 de agosto de 2017

Porquê nr. 7

Porque é que a salada russa se chama "salada russa" quando afinal os seus ingredientes até fazem parte diariamente da gastronomia portuguesa?

sábado, 5 de agosto de 2017

Porquê nr. 6

Porque é que os notíciários dos diversos canais insistem em falar da vida privada alheia de pessoas que, sendo relevantes na sua área profissional, não interferem em nada na vida diária da maior parte das outras pessoas?

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Porquê nr. 5

Porque é que os livros do Daniel Silva, americano luso-descendente, contêm parágrafos iguaizinhos em conteúdo de uns livros para os outros? É que dá uma sensação de dejá-lu tremenda e dou por mim a pensar "Mas onde é que eu já li precisamente isto?"

(Nota: já não devem faltar muitos para eu terminar a série "Allon".)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O meu primeiro e-book

Lido na íntegra no tablet: The Valley of Fear, by Arthur Conan Doyle

Surpreendeu-me eu ter conseguido lê-lo até ao fim naquele gadget. Continuo a achar o livro tradicional mais confortável, tanto para as mãos e braços como para os olhos.
Contudo, já descarreguei mais cinco deles para as férias, a fim de evitar mais peso e volume na já imensa tralha que levaremos connosco brevemente lá para aqueles lados.

Porquê nr. 4

Porque é que as personagens de certas séries, e filmes com sequelas, são encarnadas por actores e actrizes diferentes quando afinal as pessoas escolhidas originalmente até estão vivas e de boa saúde? É que toda a gente envelhece e nem todos os Bonds ou Bournes vestem da mesma maneira a sua personagem. Estes também têm o direito a morrer, não?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Algo belo: as minhas preferidas de sempre


Porquê nr. 3

Porque é que os planetas são redondos? E quantos é que já foram descobertos até à data? E será que os seus habitantes falam inglês, como acontece nos filmes e séries americanos?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Porquê nr. 2

Porque é que, apesar de levar a cabo imensas atividades online, umas mais prazenteiras do que outras, umas mais por obrigação profissional do que por necessidade, e depois de já estar há tantos anos em linha (esta tradução faz-me arquear e contraír as sobrancelhas) e de já ter estado viciada em certas coisas, eu não sou adepta do facebook (que continuo a consultar com pouca frequência e com objetivo muito claro e de curta duração)?

(Até já consulto o 9gag diariamente, mas aquela rede social é que não me cai no goto!)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Hoje começa a série dos "Porquês"

Porque é que certos batizados duram quase o mesmo que certos casamentos e o ritmo a que são servidos os diversos pratos é tão, tão desesperantemente moroso que até dá para adormecer à mesa?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Das farmácias e de uma farmácia em particular

Não sou cliente assídua de farmácias, felizmente, pois não tenho quaisquer razões de saúde para o ser. Nem os meus. Visito esporadicamente a que estiver mais próxima e que me permita atenuar a maleita temporária que nos tenha atingido. Não tenho qualquer razão para reclamar sobre qualquer farmácia ou profissional que me tenha atendido nas de Braga: normalmente são simpáticos, prestáveis, rápidos e lá fazem o sorrisinho da praxe, uns mais espontâneos do que outros, quando agradeço e nos despedimos.
Mas a verdade é que o atendimento na farmácia da minha aldeia, onde tive que ir há dois dias, supera em qualquer parâmetro de qualidade, o serviço prestado nestas farmácias citadinas.
Quando lá cheguei, as duas profissionais estavam ocupadas cada uma com o seu cliente, ambos já com uma idade bem afastada da minha. "Bolas, azar, isto agora vai demorar e nunca mais saio daqui", pensei eu com os meus botões. É verdade que esperei uns bons 10 minutos. Mas quando chegou a minha vez, percebi porquê e percebi, mais uma vez (já tinha tido a mesma experiência positiva quando decidi renovar o cartão de cidadão na "santa terrinha" em vez de o fazer na Loja de Cidadão de Braga), porque é que certos serviços públicos funcionam muito melhor em locais mais pequenos do que nas cidades: tive direito a um atendimento personalizado, durante o qual me foram mostradas as variadas opções para a resolução do problema (lesão no pulso), tendo a "menina" sido extremamente simpática, calma e esclarecedora, sem nunca ter mostrado qualquer laivo de impaciência por entretanto terem entrado mais dois clientes e que, como eu, estavam à espera há alguns minutos. Fiquei com a sensação de que, da próxima vez que lá voltar, já a "menina" saberá o meu nome. Pois que o do meu pai já sabia e reconheceu-o quando pedi o recibo em nome dele. Assim sim, vale a pena ir à farmácia (da aldeia)!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

E hoje espera-me isto

Uma voz bela, a cantar uma música que me acompanhou durante muitos anos em certas andanças:
It brings back memories!

domingo, 16 de julho de 2017

Leituras de praia

Ontem fomos lá, pela primeira vez este ano. E todos levámos livros para ler. Deixo-vos as capas dos três que nos acompanharam, bem como duas adivinhas.

1) Quem levou que livro?
2) Quem não pegou no livro que levou?

Fácil, facílimo...



Rua do Barril

É como os conterrâneos mais antigos, como o meu pai, lhe chamam, pois fica na zona ribeirinha onde há muitos, muitos anos os barcos que navegavam no rio atracavam com a mercadoria: vinho, peixe e o que fosse necessário transportar. 

Contudo, a placa indica Rua de S. Bento, que a determinada altura, sendo pedonal, desemboca em três vias, também pedonais, dando acesso a três zonas diferentes da minha cidade-natal. Está muito bonita, cheia de gente, de fora e de cá.
E uma torra insuportável no momento que vos escrevo. Está-se mesmo bem à beira-rio, debaixo das sombras que as árvores frondosas ajudam a desenhar na relva.