quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Salsichas

Quentes, frias, no pão, no prato, na mão, com ketchup, com mostarda, inglesas, alemãs, portuguesas, grandes, grossas, finas, pequenas, ao pequeno-almoço, ao almoço, ao jantar, à ceia, em casa, em casa da sogra, num macdrive, no campo, na praia, na montanha...se até os cães gostam, como é que nós lhes poderiamos resistir? (enviado por e-mail)

(vem isto a propósito de um repto deixado por uma miúda bem mais maluca do que eu)
Adenda da Lelé:
"assim de repente lembrei-me da historinha do "feroz"... O "feroz" foi o cãozinho tipo canico, mesmo piquinininho, que o homem comprou, a conselho sábio do vendedor, pra defender a casa, onde morava com a mulher e que era constantemente alvo de ladrões, etc e tal, e quando o homem apresentou o "feroz" à mulher, ela ficou tão piursa com a aparente estupidez do homem que gritou "feroz, os tomates!"... e pronto!... era uma vez uma salsicha!... "

Há muito, muito tempo...

Aquela sexta-feira daquele ano longínquo naquela terra remota que não era a sua ficou-lhe na memória. Com entusiasmo levantou-se a pensar como correriam os dias seguintes; o que a esperava, a ela e às outras 11 pessoas com quem iria passar o fim-de-semana, quase todos distantes do seu país e da família. Estava frio, muito frio, mas nada a que já não se tivésse habituado; aliás, naquele país frio e chuva não eram impedimento para nada! E quando veio a neve...ah que maravilha... a primeira vez que tinha visto nevar nos seus 21 aninhos...lindo, lindo, lindo!
Com três carros alugados para o efeito, a abarrotar de tralha e comida e de gente muito bem disposta, lá foram todos, com destino ao Norte...desconhecido, mas belíssimo, segundo as fotos observadas e de acordo com o que dizia o único "native" do grupo.
Depois da passada a fronteira, na qual esperavam ser meticulosamente revistos, mas que não chegou a acontecer, notou-se a diferença. Um verde magnífico, a antecipar o que os aguardava no cantinho mais remoto daquela ilha, estradas estreitinhas por onde só passava um rebanho de cada vez, murinhos de pedra sabiamente construidos com muito esforço.
A "cottage" estava bem escondida, bastante afastada da estrada, como convinha, para bem do grupo que só queria ter "sossego" e um fim-de-semana estrondoso, e para bem de qualquer vizinho. A casinha ao lado foi uma grande surpresa: além de arrecadação de lenha, tinha uma mesinha de bilhar, que diga-se, foi muito bem usada por todos...aliás, como qualquer canto da casa.
As 2 noites não foram sossegadas, não foram longas, não foram bem dormidas...mas quem é que queria tal? Tudo ao monte e fé em deus em quartos minúsculos, batalhas de almofadas, comida a voar, invasões de privacidade...e mais, muito mais!
Os dias foram passados a admirar a paisagem magnífica de Donegal, sempre em excelente companhia, com algumas discussões acesas, com alguma bebida (demasiada no caso de alguns), com muitas fotos loucas.
Passou rápido, demasiado rápido...ficam as lembranças de um fim-de-semana (entre muitos) memorável com "amigos" loiros, baixos, negros, gordos, com sotaques estranhos...todos muito loucos.
Tenho saudades.