quinta-feira, 28 de abril de 2011

Da insatisfação capilar


Esta não sou eu. Mas bem que podia ser eu neste momento. A foto serve apenas para ilustrar o quão  eu gosto de contrariar a minha natureza capilar. Tenho cabelos compridos naturalmente ondulados, algo encaracolados nas pontas, a ponto de formarem cachos por onde se pode enfiar à vontade o dedo indicador. É frequente fazerem-me isso cá em casa, aliás.
Uma vez por mês pinto os cabelos de preto, para disfarçar as brancas que teimam em aparecer em quantidade crescente, directamente proporcional à passagem do tempo. Uma vez por mês peço para esticarem os meus caracóis. O novo "look" dura 3 ou 4 dias,  com pena minha. Não consigo ser cabeleireira de mim própria.
Gosto da mudança mensal, gostam da minha mudança mensal. Faz-me bem.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dos queques lisboetas ou do meu preconceito possivelmente provinciano

Há pouco tempo apelidei dois bloggers que eu acompanho diariamente e vice-versa de "queques lisboetas". Um estranhou, outro questionou. Nunca vi essas duas pessoas e provavelmente nunca as conhecerei. Mas, impulsivamente, chamei-as de tal quando ambos admitiram não saber localizar a minha santa terrinha, as minhas origens. O que entretanto levou a que eu reflectisse porque é que eu tenho esta opinião dos lisboetas. Opinião que não passa disso: duma generalização baseada em dois familiares residentes em Lisboa, em três pessoas que escrevem blogues e em comentários pouco abonatórios acerca de lisboetas emitidos por não-lisboetas.
E porque é que eu acho que são queques? Tal como eu não conhecia Forjães, também muitos lisboetas pensam que não há mais terrinhas além de Lisboa e aquelas por onde passam a caminho do Algarve. Muitos lisboetas não conhecem o verdadeiro saber duma couve portuguesa acabadinha de apanhar. Não sabem o que é um verdadeiro arroz de malandro, com sangue avinagrado e muitos miúdos de frango. Nunca cheiraram a verdadeira bosta de vaca, largadas por estas no meio duma ruela de aldeia. Muitos falam com aquele tom irritantemente pedante, arrastado. Quando viajam para Aveiro ou Chaves, vão à província visitar a família, que até tem um sotaque típico.

Ora, tudo isto são preconceitos, como tal, facciosos. Nem todos os lisboetas são ignorantes da ruralidade do país e nem todos são interlocutores vaidosos. Nem todos esquecem as suas raízes e nem todos desconhecem o sabor sanguinolento duma posta à mirandesa.

Mas são, efectivamente, pensamentos que me ocorrem quando me deparo com lisboetas.

Faz favor de não me baterem com muita força, senhores bloggers lisboetas:P

Babei-me toda ao olhar para isto

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A minha primeira vez! Estou tão emocionada!

Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!
Sábado vou ao IKEA pela primeira vez!

E a vida volta ao normal

E é bom voltar à rotina. Daqui a uns tempos, ansiarei por voltar à anormalidade destes dias rápidos. E daqui a pouco, ala que faz tarde, a 140 km/ hora, de regresso a casa. A ver se a tartaruga sobreviveu a tanta falta de atenção.

sábado, 23 de abril de 2011

Para quê?

São 5:48 da manhã, acordei por volta das 5, já comi papas Nestum, já fiz a minha habitual ronda pelos blogues, já ouvi os pássaros a chilrear (onde é que eles pousarão, se eu vivo num 9ºandar?), e agora vou voltar para donde saí, sabendo que daqui a 2 ou 3 horitas tenho que fazer o mesmo, com excepção das papas, senão as calças não me servem logo à noite.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Anti-poema

Eu gostava de gostar de poesia

Daquela poesia que nos faz sonhar
Amar, delirar, reflectir, interpretar
As palavras ditas e as não ditas
Mas eu não gosto de poesia
Nunca gostei de ler e analisar versos
Estrofes, rimas emparelhadas e truncadas
Gostava de saber ler Rymbaud, Byron e Goethe
Talvez até Camões, Pessoa e Neruda
Gostava de me sentir enlevada por estes
E as suas hipérboles de amor
Por metáforas obscuras e fantasiosas
Pelas sinestesias das borboletas silenciosas
Que sobrevoam campos alentejanos

A verdejarem ao calor dum sol ainda tímido

Mas não gosto de poesia

Não consigo ler quadras sem bocejar

E com isto me vou embora
Ler a minha prosa vagarosa
Que me faz querer conhecer mundos
Árabes e japoneses e até portugueses.

Ai que medo!

Aproximam-se dias turbulentos a nível familiar e social. Em 4 dias, vou andar para cima e para baixo 3 vezes, geograficamente limitada entre Braga e esta santa terrinha. Vou testar a minha capacidade de "receber" fora de casa, coisa que pouco me agrada quando é por obrigação. Vou ver pessoas que já não vejo há meses, familiares, com quem sinto que os laços estão lentamente a desaparecer. Vou vestir-me "à executiva" e andar de saltos altíssimos, coisa que raramente faço. Vou ansiar, vou ficar nervosa, vou sorrir e lacrimejar.

E a minha avó vai deixar de ter um bisneto herege.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

¿ouıd o ɹǝzɐɟ sopoʇ soɯɐʌ

˙ɹɐʇuǝɯıɹǝdxǝ ǝnb oɯsǝɯ ɐɥuıʇ nǝ 'ɐɔuɐıɹɔ ɹǝnblɐnb oɯoɔ ˙ɐɹıƃ ɐsıoɔ ɐɯn ǝɯ-noɹʇsoɯ ǝɯnʇsoɔ op ǝʇuoɟ ɐ

terça-feira, 19 de abril de 2011

Alguém acredita

...que eu nunca fui ao IKEA? Se houver mais como eu, que se acusem, por favor!

Macacadas à americana


Ó gajo, acho que está novamente na hora de re-editares a tua "Burrblía", ou lá como se escreve!

The Grass Is Always Greener On The Other Side

Eu sou uma eterna insatisfeita com muitos aspectos da minha vida, passada e presente. Também reconheço que sou uma eterna comodista que, por me sentir relativamente confortável com a vida que tenho, se sente feliz a maior parte do tempo. Olho para as outras pessoas e as vidas delas e se por vezes me sinto privilegiada, em comparação, muitas vezes também as invejo. Eu sei, é um sentimento feio, mas sinto-o (passe a redundância). Suponho e espero que o sentimento de felicidade dure mais tempo à medida que a idade avança e eu consiga apreciar o manancial de pequenas coisas boas que caracterizam a minha vida. Engraçado, esta reflexão recordou-me algo que escrevi há uns anitos e que era a lista dos meus "Gosto de...".  e "Gosto de... parte 2." A ver se muita coisa mudou...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fonte: "mama" habitual

 "Finnish cows must be milked in Finland and we shouldn't send their milk for charity outside the borders of this country."

Apesar do aparente egoísmo, não os podemos criticar tendo em conta a quantidade de leite que o nosso país desbaratou nas últimas décadas.

A passarinha, o mariquinhas intelectual e o bon vivant pai de família


Promete mais do que de facto dá. Valeu pelo colorido, pela boa disposição, pela súbita vontade que me deu de visitar o Rio de Janeiro e pela fórmula que resulta sempre: a aventureira destemida a render-se aos encantos duma distraída fofinha "arara da mamã".

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Da vagina como meio de envenenamento

Sabia dos muitos usos que a dita cuja pode ter, mas este é o mais original, quanto a mim. Só me questiono: se era tóxico para ele, não o seria para ela antes?

(A fonte do disparate é a mesma de sempre, que eu não quero ficar com créditos alheios :P)

Excelente questão

Porque é que cantar no duche é um acto universal?

Um Conto (que estava) perdido

“Mas que raio?” – pensou ela. O que é que elas queriam agora, a meio da noite? Tantas portas a bater, tantos ferrolhos a correr para trás e para a frente, tantos sons metálicos quase ininterruptos…seria mais uma revista às celas? Esta semana já tinham passado por duas destas, sempre a horas indecentes da madrugada. Mesmo quem está por detrás de grades ainda tem direito a descanso, não? Já se tinha habituado ao ram-ram diário da casa, mas nunca o conseguiria em relação a estas visitas inesperadas a meio da noite. Quando aconteciam, remetiam-na quase sempre para a noite fatídica em que acidentalmente assassinou o companheiro da sua vida e o seu único homem até à data.
Na cama, sozinha, ao contrário do que era hábito entre o casal, e já com um olho lá e outro cá, começou a ouvir passos tímidos na neve que abundava lá fora. A casa estava relativamente isolada do resto da vila, mas sabia que se houvesse algum contratempo, podia sempre contactar o merceeiro, o Sr. Joaquim, que pouco dormia e passava as noites com papéis à frente, e que em poucos minutos conseguiria ali chegar no seu tractor.
Sabia que não podia ser ele. Ele tinha saído no domingo anterior e regressaria dentro de três dias, com a mala cheia de roupa suja, a cabeça vazia de ideias obscuras e a carteira recheada. E que necessitados estavam, que a época não era de vacas gordas. Qualquer trabalhito era aceitável, até a apanha de tomates no país vizinho!
Não é que fosse destemida, mas estranhou aquele arrastar certinho àquelas horas, numa noite tão gélida de Fevereiro. Saiu do quarto já com o ritmo cardíaco acelerado e a pensar se deveria pegar em algo, como arma de defesa. Se o pensou, também o fez e o objecto escolhido foi somente o cutelo que estava mesmo à mão, ali à porta da cozinha, e cuja pega ela ouvia a ser forçada e empurrada. “Quem quer que fosse, não ia entrar e sair ileso”- pensou ela. Já tinha visto este filme, quando era miúda e vivia apenas com a mãe que , corajosamente, e à custa de um esquema engenhoso de panelas estrategicamente penduradas e amontoadas por trás da porta das traseiras da casa, conseguiu evitar um assalto quando o ladrão arrombou com um simples pontapé as frágeis tábuas que as separavam do exterior. Tal foi o estardalhaço causado por tachos e panelas a cair que o indivíduo deve-se ter arrependido e voltou atrás nos seus planos. Hoje, ela não tinha panelas, mas aquela faca de lâmina longa e larga iria servir em caso de necessidade. E houve, pois a pessoa facilmente abriu a porta, sem estragos. Ela conseguiu vislumbrar um vulto que lhe pareceu masculino. Sem pensar duas vezes, e tendo a claridade nocturna por trás “dele”, arremessou-lhe com o cutelo, que o atingiu em cheio no peito. O grito deixou-a estupefacta. A voz era-lhe bem conhecida…

terça-feira, 12 de abril de 2011

Punham ou não punham a boca no trombone?

Situação 1: À porta do prédio, uma senhora descarrega sacos de compras desde o carro que está estacionado perto. Ela apercebe-se de 2 homens, um dentro de um carro, outro no passeio, que a olham enquanto ela faz o que tem a fazer. Quando abre a porta de entrada do prédio, repara que tem dois botões da blusa abertos, que deixam à vista parte das suas protuberâncias femininas. Se fossem um dos homens, avisavam ou continuavam a pasmar?

Situação 2: Uma senhora regressa a casa pelo seu percurso habitual, a pé. Passa por um transeunte em mangas de camisa e calças de ganga. Ela repara que, da braguilha do homem, há um bocado de tecido azul bebé que destoa do azul das calças de ganga. Se fossem essa senhora, avisavam o transeunte ou continuavam a andar?

Situação 3: Uma senhora e o seu filho andam e conversam animadamente pelo passeio, de regresso a casa. Passa por eles um rapaz que aparenta ser da mesma idade do filho, vestido com calças de ganga que têm o fecho aberto e o botão aparentemente apertado. Se fossem a senhora ou o seu filho, falavam com o miúdo ou continuavam na amena cavaqueira, comentando a situação apenas entre si?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Corpinho de verão versus corpinho de inverno

O meu parece-me igual durante as 2 estações e, como já afirmei, é assim que gosto dele.
Não sou de fazer sacrifícios alimentares, a não ser que este consista em conduzir mais de 300 km para ir comer uma Posta à Mirandesa, à "Gabriela", em Sendim (Miranda do Douro). Não seria a primeira vez...
Noto que... sim, a idade pesa, a pele alarga, mas não o suficiente para me deixar obcecada e tresloucada com dietas milagrosas. Admiro quem faz exercício regularmente, com vontade, por gosto. Eu gostava de ser assim, de sentir essa vontade louca de sair porta fora e dar umas corridinhas ali ao Continente e voltar. Mas não consigo, não me apetece, não preciso. E sou muito casmurra! Vai daí, irei para a praia com o mesmo corpinho de verão e de inverno do ano passado. E quem não gostar, que não olhe! Há "lá" muito por onde olhar.

E pronto, hoje deve ser só isto...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tou derreada

Hoje já me perguntaram quantos quilómetros é que corri. Ora, se me conhecessem verdadeiramente, nem se tinham atrevido a colocar tal questão, pois já saberiam que eu detesto correr, sempre detestei correr e detestarei até ao final dos meus dias. E porquê? Por uma razão muito simples - abana tudo, mas tudo mesmo: mamas, bochechas da cara, bochechas do rabo, pneus ganhos à custa de ser uma "boa boca". E eu detesto sentir-me desconfortável, até porque gosto bastante deste corpinho, apesar de cuidar muito mal dele. Hei-de pagá-las um dia, mas ainda não será hoje.

Adiante...

Hoje marchei, marchei cerca de hora e meia. Para quem não está habituada a fazer a ponta dum corno, marchar debaixo deste sol e calor, acompanhada pelos gritos de miúdos excitados, divertidos e empenhados no andamento, ao som de bombos, foi dose. Mas divertido! Até o trânsito parou para deixar passar a malta....lindo!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não há dedicatória, porque, como eu esperava, dos poucos que ainda me lêem, ninguém percebeu patavina do que eu quis dizer.

Assim sendo, a promessa feita anualmente - e até agora nunca cumprida - é a de passar as tardes necessárias a agrupar e colar fotografias do meu rebento nos álbuns tradicionais. Temo-las aos montes, ainda dentro dos envelopes, espalhados por gavetas, armários, escritório, casa do Pai, casa da Sogra e sabe-se lá mais onde. Vai dar trabalho, mas muito mais gozo, quando finalmente pusermos mãos à obra e admirarmos a evolução da nossa "cria".

Somos uns pais desnaturados por uma outra razão: nesta casa não há uma única fotografia emoldurada de ninguém em lado nenhum. As paredes que não têm quadros - e são muitas - continuam brancas, mas já com algumas rachadelas, a precisar de retoque e pintura.

Após muita resistência à fotografia digital, o mais-que-tudo lá pôs de lado a Canon que eu lhe tinha oferecido há 16 anos, e rendeu-se a uma Canon digital que o acompanha nos momentos mais...prementes da nossa vida. E essas sim, essas fotografias estão todas organizadas e são uma preciosidade familiar que um dia servirão para recordar "os dias seguintes", os tais que se seguiram a 2002 (para quem não tinha percebido o meu Português :P).

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Prometo

...uma dedicatória a quem adivinhar o que, desde 2002, tenho prometido anualmente a mim mesma que faria - mas que até hoje nunca fiz - de modo a que todos nós nos pudéssemos recordar melhor dos anos seguintes.

Hoje virei-me para isto

Como alguém já hoje referiu, isto está pior do que se pensava!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desabafo profissional

Eu gostaria tanto, mas tanto, mas tanto de trabalhar com mais homens e menos mulheres! Pelas amostras dos grupos por onde tenho passado, eles, aves raras, conseguem ser tão sintéticos a dizer o mesmo que quatro mulheres a dizerem o mesmo por palavras diferentes. Quem me dera que "a" chefe fosse "o" chefe.

E quarta-feira, à mesma hora (18:30) há mais do mesmo, ainda com mais mulheres e apenas mais um homem, três no total. Haja paciência!

domingo, 3 de abril de 2011

Não gosto, não gosto e não gosto!

Não acho piada nenhuma ao "facebook" e acredito que haja milhões como eu. E sim, tenho conta, senão não diria que não gosto.

E por falar nisso, ó gajo, ainda a propósito de "WTF" e "LOL" já serem consideradas palavras na verdadeira acepção do termo: vai uma aposta que um destes dias "facebook" fará parte dos dicionários de língua portuguesa?

Eu e a missa

A minha mãe dizia que o facto de eu ter deixado de ir à missa teve a ver com o início do namoro com o homem que é actualmente meu marido. A verdade é que já muitos anos antes dessa sexta-feira acontecer, a vontade de lá ir era pouca e só o fazia para a minha mãe e a minha avó não me chatearem. Quando entrei na faculdade, deixei mesmo de ir, à conta de noites supostamente mal dormidas a estudar e que recuperava durante o fim-de-semana. Aquele ritual dominical, que envolvia dezenas de "locais" bem vistos e bem vestidos, começou a parecer-me tão falso, tão hipócrita e tão somente uma ocasião que, quando acabava, pouco mais servia para comentar a indumentária deste e daquela e pôr a conversa em dia com as pessoas que tínhamos visto na semana anterior. Aliás, cheguei muitas vezes a ficar à porta da igreja a namoriscar, entrando apenas na parte final - só para poder dizer que, de facto, tinha estado na missa.

Casei-me nessa mesma igreja, também (mas não só) pelo motivo acima mencionado. E de há 11 anos para cá, devem contar-se pelos dedos de uma mão as vezes que voltei a assistir a uma missa completa lá. Ou em qualquer outra igreja...

Exceptuam-se estas duas últimas missas, assistidas em Braga, por motivos familiares, que se sobrepõem à minha (quase inexistente) fé e vontade. Não quero com isto dizer que vou lá contrariada, apenas que a vontade de outra pessoa prevalece sobre a minha e a do meu marido. E questioná-mo-nos "Porque não?!?"

Eu, sinceramente, não tenho sentido nada de especial ou diferente no que toca a estas questões de fé. Mas notei diferenças nas duas missas assistidas, comparativamente às que assistia durante a minha infância e adolescência: o padre fala directamente com as crianças, que lhe respondem - não me lembro de qualquer padre me ter olhado nos olhos e falado comigo; a homilia dura entre 5 a 10 minutos - há uns anos, esta durava uma eternidade e não era assim tão raro as pessoas mais idosas adormecerem e só acordarem quando nos voltávamos a levantar; não noto qualquer "feira das vaidades" nesta igreja, ao contrário do que acontecia na da minha aldeia quando as pessoas se engalanavam com a sua "roupa de domingo"; o padre sorri imenso - o de antigamente era velho e sisudo e metia medo.

Duvido que eu continue a ir à missa, depois de passada a fase das cerimónias deste ano, mas não posso dizer que estas duas ocasiões tenham sido um grande sacrifício. Há uma coisa que não mudou: quando acaba, encontra-se garantidamente, alguém com quem pôr a conversa em dia, como a minha colega de trabalho Teresa...


Hoje fui novamente à missa

E logo regresso para contar como tem sido esta experiência.