domingo, 30 de outubro de 2011

Irlanda do Norte - Belfast

Neste momento, ainda estou a ler "A Marcha", de Daniel Silva. Parte da acção passa-se na Irlanda do Norte, nas ruas e subúrbios de Belfast, já no século presente. Ruas e subúrbios percorridos a pé por mim, há muitos anos do século passado. Leio aquelas páginas e recordo momentos muito bons, entre uma multidão de estrangeiros cuja "home, sweet home" foi um país estrangeiro durante um ano lectivo. Irrita-me ainda não ter lá regressado. Recordo a tentativa falhada de tentar aprender danças de salão, recordo as festas que dávamos ao fim-de-semana na nossa residência. Recordo um fim-de-semana passado em Cork onde encontrei tunos da Universidade do Minho, recordo outro fim-de-semana passado em Donegall onde foi servida salada russa ao jantar e os outros 11 comiam como se de um banquete se tratasse, recordo o frio, a chuva miudinha chata e a neve a cair intensamente, recordo o boneco de neve que fizemos nessa noite, recordo as horas passadas em conversas com as vizinhas de quarto, uma francesa e outra jordana, recordo o barulho dos helicópteros a sobrevoarem constantemente a cidade, recordo os pubs, as idas ao cinema, à discoteca, a comida horrorosa, a loiça que as outras não passavam por água limpa, mas deixavam a secar, recordo os murais políticos, recordo o Jardim Botânico com os seus enormes espaços verdes e recantos geometricamente tratados, recordo as partidas de squash que me partiram toda, recordo as aulas de stepping e as sessões de natação que me divertiam imenso, recordo as idas à Biblioteca centenária, recordo as aulas de alemão onde eu não percebia nadinha do que se passava e das quais acabei por desistir antes de chegar o natal, recordo a Guiness castanha e espumosa e horrorosa, recordo as passeatas dadas no carro da francesa pelas zonas bombardeadas em décadas anteriores, recordo as idas às compras ao "stewart's" que já não existe...recordo tanta, mas tanta coisa...e hoje deu-me saudades daquele ano.