terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

E agora o quarto...e como eu gosto disto e da ternura que me recorda

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já não sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O quarto vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.

(canção e vídeo completos aqui)

Alguns têm piada

Dizia-me um jovem castiço um destes dias que estava a deixar de fumar. Perguntei-lhe a idade, ao qual ele respondeu que tinha 16. Não pude evitar rir-me e dizer-lhe que aos 16 é quando se começa a fumar (no caso dos casos tardios, eu sei). Disse ele então que, mesmo sabendo que iria engordar, tal como aconteceu com o pai, estava determinado a tentar. Pensei para com os meus botões que este jovem, boa pessoa que é (e não estou a ser irónica), ainda tem muito que experimentar até afirmar convictamente que irá deixar de fazer qualquer coisa nociva para a sua saúde.

Parvoíces

De vez em quando, tenho cada conversa mais sem sentido com certos interlocutores, que até a mim causam impressão!

Ponto da situação auditiva

Então, após 2 consultas e 2 exames da especialidade, pôde concluir-se que, ao contrário do que jocosamente afirmam amiúde pai, marido e filho, eu não sou nem estou a ficar surda. O que não é novidade para mim, pois todos os dias oiço coisas que não devo, vindas de quem é ainda mais desbocado/a do que eu. Venha a próxima consulta, já amanhã! Este ano, tiro a barriga de misérias, no que toca à verificação do bom funcionamento de todos os meus orgãos.