sexta-feira, 28 de junho de 2013

Duma profundidade banalíssima

O gosto, fetiche, obsessão - chamem-lhe o que quiserem -  que os homens têm por mamas não é para ser percebido. É para ser aceite, sem discussão. Eles não vão mudar. Mas que incomoda reparar que um homem olha-nos menos na cara do que abaixo do pescoço, lá isso incomoda. 
Eu reparo nos rabos e ombros e pernas masculinos, é verdade, mas normalmente os olhos do dono não estão à minha frente.

De mim e dos outros

Não sou pessoa com quem facilmente se lide. Não sou pessoa que se deixe conhecer rapida e facilmente. Por debaixo duma capa de aparente desinteresse por quase tudo e por quem não me é próximo, dum sorriso fácil, de boa educação e formalismo q.b., há alguém bastante complicadinho, é verdade.
Vem isto a propósito de alguém, hoje à tarde, me ter pedido desculpas, e só a mim, perante um grupo de mais 7 pessoas, por ter sido ...obsceno. Justificou-se, perante mim, como forma de quebrar o gelo, e perante os outros, dizendo que não tinha confiança suficiente comigo para ter usado vernáculo. Daí as desculpas. Acabou o desabafo público contando uma anedota de velhos de muletas e meninas de rua.
O seu desabafo fez-me concluir que ele não lê o meu blog. E ainda bem. Nem sabe que sou benfiquista, tal como ele. Ou que resido em Braga, tal como ele. Mas fez-me questionar se realmente eu serei uma pessoa assim tão inacessível e distante, obscura, aos olhos dos outros.