terça-feira, 26 de junho de 2012

Pura ficção

Finais do mês de Junho, norte de Portugal

Acordarei quando o meu corpo der de si ou até quando o calor nocturno me permitir dormir. Esfregarei um olho, depois o outro, ponho a perna de fora da cama e pensarei: "Será que já refrescou, como eles tinham previsto?" Irei à varanda e confirmarei que, apesar do céu nublado, ainda estará suficientemente quente para dar uma saltada à praia, a Esposende, nem que seja apenas para comer um geladito e sentir a areia debaixo dos pés. Comerei uvas e um iogurte ao pequeno almoço e tomarei um duche quase frio. Tomarei o meu primeiro café matinal no café habitual e dirigir-me-ei à viatura que me levará para zona mais a ocidente. Pouco mais, mas o suficiente para me sentir mais fresca. O almoço consistirá numa salada de camarão com queijo e molho cocktail, acompanhada de um sumo natural com duas pedrinhas de gelo, numa esplanada em frente ao mar azul, frio e algo revoltoso. A brisa marítima e cheirosa ajudará a manter o corpo relativamente fresco. Estenderei a toalha na areia por volta das 16:00, onde ficarei até à hora do chá. Regressarei à cidade à hora de ponta e sentirei o calor vespertino tórrido, seco e sufocante que não senti durante o dia. Relaxarei na banheira durante mais tempo do que de manhã, em temperatura pouco mais fria. O cabelo comprido e molhado ajudar-me-á a manter-me fresca durante mais tempo. O jantar consistirá em fruta saída do frigorífico, fatias de fiambre e queijo. Leitinho achocolatado gelado será a última bebida do dia antes de voltar à cama num quarto relativamente fresco, após mais uma noitada a ver o AXN.