sábado, 30 de março de 2013

Só porque ouvi os sinos a tocar agora mesmo

Tocam os sinos 
Na torre da igreja
Vão os pequeninos
Com a bandeja

Missenses da noite
Rezam a quem gostam
Depois dos açoites
À parede encostam

Lavam-se os pés
Benzem-se as vestes
Procuram-se os canapés
Na mesa sempre prestes

Amanhã há corropio
Amêndoas ao bolso
Não haverá fastio
Nem reembolso.

(E pronto, foi isto que saiu de rajada.)


E ainda só é meio-dia e meio e já fui à regueifa. De madrugada! Pronto, e também me convidaram para a festa do pau, que consiste em trepar um pau amanteigado. Mas aquilo escorrega imenso!

Podiam-me ter dito que logo à noite vou dormir menos uma hora! Tinha-me levantado hoje uma hora mais tarde, não era? Maus feitios, todos vocês!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Criancices

Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Eu agendei um post; só não digo para quando!
Neener neener neener!
....

quinta-feira, 28 de março de 2013

Nunca um ditado se aplicou tão bem como cá

O que me faz comichão e ter vontade de dar uma estalada em alguém

Ontem apontei o dedo a alguém que se expressa bem, tem sentido de humor, tem espírito crítico, simplesmente porque escreveu - errou propositadamente, como mais tarde esclareceu - um verbo flexionado duma forma que não é a correcta. Senti logo comichão! E cocei! E passou! Mas o erro lá se mantém, que a pessoa é mais teimosa que um asno!
Hoje, ao passar os olhos pelos jornais online, ao ler os comentários que essas notícias suscitam, voltou-me a comichão. E por muito que coce, não passa. E questiono-me, sempre que faço estas leituras, se não haverá ninguém nas redacções dos jornais que passe um lápis azul por esta poluição visual, estes comentários insultuosos, destituídos de conteúdo e que são prova de atentados diários à língua portuguesa.

terça-feira, 26 de março de 2013

Já disse que embirro com o facebook, já?

É que, caso se tenham esquecido, eu volto a dizer: eu embirro com o facebook, não acho piada nenhuma às "curtas" que lá se publicam e são replicadas milhões de vezes por esse mundo fora e copiadas para a blogosfera. Separem as águas, porra! E irrito-me quando leio que há pessoas a tomarem o pequeno almoço e a lerem as suas actualizações ao mesmo tempo. E saborear a massa fofa dum croissant acabado de sair do forno ou um pão a cheirar a pão alagado em manteiga? E será que quando dão a queca também vão logo ao facebook anunciar ao mundo, ou estarão à espera de ver o que o face-vizinho faz para fazer o mesmo ou pior? Não há relva para aparar, caminhadas para dar, um sofá para se refastelar, um livro para terminar? Esta ânsia de se estar sempre ligado/a ao mundo online dá-me cabo dos nervos. Até o meu tio J., com 60 anos, me irritou no sábado, quando, durante um almoço de aniversário de alguém que fazia "18" anos, não largava o 12x8x1 (aka telelé, ou coisa que o valha), sempre à espreita sei lá de quê. Um destes dias, alguém vai lembrar-se de inventar um caixão com ligação underground à internet, de modo a que os mortos não percam nada deste mundo. Sim, que no outro ainda não há destas modernices, que se saiba.

domingo, 24 de março de 2013

O estado da dona do blog

Retiro rural, ritmo diário lento, dolce fare niente, paragem para descanso, ... you name it.

segunda-feira, 18 de março de 2013

2 em 1

Se eu fosse homem, hoje os tintins teriam ficado congelados, depois de muitas horas num entra e sai de ambientes geladérrimos!
Porque é que eu não levei a minha mantinha? É que isto de ter aquecimento instalado mas não ter dinheiro para o ligar é bastante incoerente.
É isto e haver 16 lugares de estacionamento marcados no piso, dentro do recinto, que não podem ser usados pelos condutores que para ali vão. Há coisas que não dão mesmo para entender.

domingo, 17 de março de 2013

Coisas simples que nunca fiz, mas algumas até gostava

  • Conduzir um kart
  • Praticar parapente
  • Ir ao El Corte Inglês
  • Assistir a um jogo de futebol no estádio AXA
  • Ter uma segunda cria
  • Ir a um clube de BDSM
  • Visitar os Açores durante 3 semanas
  • Ter um koala como bicho de estimação
  • Fazer voluntariado
  • Andar de carro por certos cantinhos europeus
  • Fazer um molotoff, coberto com toneladas de ovos moles, que saia bem e não apenas delicioso
  • ...

sexta-feira, 15 de março de 2013

Felizmente ele não me viu, acho eu

E não é que estava agora mesmo na varanda e acabei de ver o rabo do meu vizinho do 7ºandar do prédio em frente? E não só, pois ele virou-se e caminhou em direcção à janela, tal como veio ao mundo, para correr o estore. A esta distância, bela vista, sim senhor: jeitosinho e nada peludo!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ahpoizé!

Isto de se ter alunos da área de multimédia e informática dá um jeito do caraças. Tenho assistência técnica gratuita, conselhos pertinentes, sugestões de instalação de software que podem vir a ser úteis e convites para jogar em torneios de Counterstrike. Se durante o período normal de aulas, pedem sempre para sair mais cedo, não tendo sorte nenhuma, nestes dias especiais de festas escolares, de carácter cultural e desportivo, quando efectivamente podem não ficar até ao fim dos 90 minutos, não descansam a massacrarem-me com pedidos de ovos moles lá da terrinha da qual não sou oriunda, mas eles meteram na cabeça que sim, que sou, e vão ficando até tocar para o fim da aula. Também não tiveram sorte nenhuma com os ovos, nestes dois últimos anos. Lá para Julho, talvez, caso se portem bem. 
Enquanto dura, eu aproveito as dicas que me vão dando para lidar melhor com certa tecnologia.

A Mónica


quarta-feira, 13 de março de 2013

Eu sou preconceituosa, mas adorei o filme

Um destes dias, tinha planeado passar um determinado filme numa das minhas aulas. Acontece que a turma já o tinha visto, num contexto extra-escola, logo vi-me na necessidade de improvisar "in loco". Um dos alunos sugeriu um outro filme e massacrou-me tanto a cabeça que eu lá acedi, também por culpa de outro colega, que confirmava, e é "mais certinho". Acontece que o tal miúdo nem é muito interessado nem muito empenhado e vai tendo alguns momentos de rebeldia e de choque com os adultos, característicos da idade. Eu confesso que não dei grande valor à sugestão do miúdo, pois pensei "Vindo dele, não há-de ser grande coisa!". A verdade é que não só engoli em seco o que pensei como, para apaziguar o sentimento de culpa interior, no fim elogiei o excelente gosto e a escolha cinéfila. E fiquei a pensar que afinal o tal miúdo não é nenhuma besta andante, até demonstra bastante sensibilidade. E que a besta, naquele momento, fui eu!
E agora perguntam vocês: "Mas afinal qual foi o filme?".
É francês e mais não digo! E não, não foi mencionado por ninguém num post ali em baixo. Mas podem tentar adivinhar, que eu confirmo ou desminto.

terça-feira, 12 de março de 2013

A Dona Gracinda

A Dona Gracinda é uma senhora bastante conhecida. Já muitas pessoas, ao longo destes meus anos a viver em Braga, me falaram e questionaram acerca da Dona Gracinda. Ora, eu até invejo um bocadinho a Dona Gracinda, pois a Dona Gracinda, que parece residir em Braga, tem também uma casa de praia em Vila Praia de Âncora. Não está mal na vida, portanto. 
Ora, eu não faço a puta da ideia de quem seja esta Dona Gracinda. Eu só sei é que todas as semanas, por vezes mais do que uma vez, recebo telefonemas no fixo, a perguntarem-me se podem falar com a Dona Gracinda, que eu nunca vi mais gorda nem sei se existe. Mas que acho muito estranho alguém saber o número de telefone fixo desta casa e associarem-no a alguém que nunca aqui viveu, acho!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pedido de dote

Gostaria de solicitar aos machos que aqui caem, de paraquedas ou não, que mostrassem os seus dotes nos seus cantinhos virtuais, à semelhança do que eu já fiz, a Snail já tentou fazer e a Chata ainda vai fazer.
Muito agradecidas (penso que posso agradecer pelas três).

Vai e vem

Este fim-de-semana tive a oportunidade de visitar a estação de comboio de Braga duas vezes. A chegada prevista de alguém é sempre um motivo de alegria. Já a partida, inevitável, não sendo sempre triste, deixa um certo travo de azedume. Isto para dizer que, ao contrário desta, da próxima vez que verei alguém partir, chorarei baba e ranho e quando a pessoa chegar, respirarei de alívio. Incoerente? Nah, mas mais não digo.

domingo, 10 de março de 2013

Dos ciclos naturais da vida animal

Depois de longos meses a hibernar, a ex-Cabecinha Irrequieta Mexilhona, aka, Papa-Tudo, está finalmente a acordar e a recomeçar a fazer exercício aquático. É bom saber que ainda há quem consiga sobreviver a semanas de reclusão natural sem comida.

sexta-feira, 8 de março de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Irritações-XXI

Irrito-me logo quando, na blogosfera, me tratam por "O Pseudo". Eu até mostrava as mamas e o resto, mas hoje em dia nem isso é garantia de sermos do belo sexo. 
Há maneiras de evitar esta confusão de géneros: leiam!

quarta-feira, 6 de março de 2013

A ver quanto tempo dura o estado não-censurado dos comentários

Experiência....1,2,3...

Adenda: Isto está a correr bem, pois apenas uma pessoa comparou este antro à capacidade de resistência do povo português.

Pedido de ajuda profissional

Tenho noção de que o pedido seguinte é banalíssimo e as escolhas de cada pessoa são relativas, porque reflectem muito das vivências e gostos de cada um.
Assim, aqui vai, de chofre: que filmes gostariam de ver incluídos numa "Semana do Cinema Inglês" numa escola? 
Obrigada e sem mais de momento,
A vossa Pseudo

terça-feira, 5 de março de 2013

Badalhoca!

Tendo em conta que o meu cabelo vai sentir água e shampô e amaciador e tratamento adequado apenas no próximo sábado, quando lá chegarmos, eu terei estado 10 dias sem o lavar. Ka nojo! 
Mas hoje valeu a pena voltar à clínica, Roque! E no sábado lá vou eu, com todo o gosto, novamente!

Peixeirada bravia

A porrada entre homens de barba rija, nas minhas aulas, já tinha assistido, aquando dos meus tempos na prisão local. Agora javardices em plena aula, entre três garinas em altos berros, cada uma mais peixeira do que a outra, a ponto de terem que sair da sala e só não andarem à batatada no corredor porque não calhou, não é usual. E nem foi por causa de rapazes. Mas sim porque uma invadiu a privacidade da outra, seja lá o que isso quis dizer, que eu não quis meter-me ao barulho. E são amigas. O que aconteceria se não fossem?

domingo, 3 de março de 2013

Há sonhos estranhos

Hoje sonhei com uma pessoa que vejo raríssimas vezes, que por sinal escreve em blogues; sonhei com uma casa de dois andares em Coimbra, rodeada de um jardim e canteiros floridos, a ladear o Mondego; sonhei que, com a minha idade, precisava de alugar um quarto de estudante; sonhei que essa pessoa me tinha acompanhado em Coimbra; sonhei que tinha subido ao 2ºandar dessa casa, percorrido um corredor estreitíssimo e aberto a porta dum possível quarto a alugar, que estava ocupado por uma adulta e vários catraios que me mandaram regressar mais tarde; sonhei que, de regresso a casa, tinha estampado o meu carro novo. Acordei com dores de costas.
E agora, quem me explica estes "snapshots" oníricos, que, na realidade, não têm ligação uns com os outros?

Da comichão

Quero coçar e não posso
Uma zona escura e sensível
Encoberta por penugem escura

Coço ou não coço? - Eis a questão,
Cuja resposta simples
Evitaria esta comichão

A médica mo proibiu
E o enfermeiro assentiu
Sem nunca lhes ocorrer
Que eu estaria a ferver

Lavar a penugem não devo
Não vá a humidade infectar
Este pequeno relevo  
Que me anda a incomodar


sexta-feira, 1 de março de 2013

Ou eu ando a ver filmes a mais ou aquilo não correu como eu tinha imaginado

Depois de mais de hora e meia sentadinha a ver revistas cor-de-rosa, a apreciar o vai-vem dos utentes, a ver e ouvir o programa vespertino da Fátima Lopes na TVI, finalmente fui chamada para o andar onde iria ser realizada a intervenção e lá esperei ainda mais um bocado, antes de me chamarem para o bloco operatório. Devo dizer que nunca andei de cadeira de rodas, sempre pelo meu pé, escada acima, escada abaixo. Nessa outra sala de espera ainda tive tempo de refilar com duas assistentes, o enfermeiro que me assistiu, enviar duas SMSs ao mais-que-tudo e até falar com ele, não vá a coisa correr mal e ele ter como última recordação minha uma SMS que dizia "Apetece-me pedir o livro de reclamações e ir embora sem fazer nada". 
Já no bloco operatório fui assistida por um senhor enfermeiro quase septuagenário (Roque, os teus desejos não se concretizaram), coloquei uma bata amarela, uma touca e deitei-me na maca, com botas e tudo. Sou menina bem mandada! A senhora médica lá chegou, por volta das 19:10 e eu tamborilava com os pés ao som duma melodia de spa irritantemente calma. Se querem acalmar uma paciente, porque raio é que poem a tocar a selecção musical do médico que habitualmente usa aquela sala, como vim a saber mais tarde? Perguntavam-me o que eu desejava ouvir, não era? O senhor septuagenário rapou o local da remoção, previamente assinalado com um marcador bordeaux, e eu a pensar se ele estaria a usar uma daquelas lâminas antigas que os homens usavam para fazer a barba ou uma gillette mesmo. Não tive oportunidade nem de ver nem de lhe perguntar porque entretanto a senhora médica pôs mãos à obra e picou-me! Não posso dizer que a picada de médica seja muito diferente da picada de enfermeiro, pois a sensação é a mesma: pica, mas é perfeitamente suportável.
Estando perfeitamente consciente, lá fui perguntando o que me estavam a fazer e a conversa girou à volta de jantares de curso, início de carreira profissional, família, médicos da cidade...tudo intercalado com o relato do que me estavam a fazer na tola e eu não sentia. Tinha que acreditar na palavra deles, não é?
A coisa lá foi dada por terminada, pouco antes das 8 do jantar e eu estava esgazeadinha de fome. 
Olhei-me ao espelho e não notei nada de diferente em mim, a não ser que não conseguir franzir a testa do lado direito. Apenas mexia o sobrolho esquerdo. Experimentem olhar-se ao espelho e vejam o que vos acontece quando franzem e enrugam a testa. Agora imaginem que dividem a testa em partes iguais e uma parte mexe e a outra não. Cómico, não acham?
Conclusão: deixei parte da minha carne dentro dum frasco, que irá para análise daqui a uns tempos saberei o que é aquilo.
E como é que eu imaginei que iria ser? Pensei que houvesse sangue a jorrar da minha cabeça por todo o lado e que houvesse alguém a segurar-me os braços e que eu teria que fazer imensa força para contrariar e essa pessoa e que eu teria que ser transportada de cadeira de rodas para cima e para baixo e que ficaria careca dum lado da cabeça. Nada disso! Nem se nota nada, a não ser que afaste o cabelo; então sim, nota-se uma zona ligeiramente inchada e suturada, nada bonita de se ver. Eu sei que não é bonita porque o meu filho disse-me.

(Sim, o relato acaba aqui, assim, porque não houve sobremesa.)