sábado, 17 de setembro de 2016

Mas que martírio (leia-se parvalheira)!

O nosso rapaz, de 14 anos, em passos largos a caminho dos 15, com quase 1,80 de altura, faz-nos passar as passas do Algarve cada vez que eu ou o pai tocamos no assunto "roupa". Se forem T-shirts ou sweaters, o processo até corre bem, pois estas peças são normalmente escolhidas por mim, sem que ele esteja presente na loja, e ele aceita bem as minhas escolhas, que veste diariamente. Entre preto, branco ou outra cor mais à rapaz, predomina o preto. Ok, é uma fase. Não há problemas, é o gosto dele que anda um pouco à mercê do meu, sem desacordos até agora.

Quanto a calças e calções, é o cabo dos trabalhos. A fase de trazer estas peças para casa, com a certeza absoluta que lhe servem e assentam bem, já terminou há uns anitos. Agora, a presença dele é indispensável para acertar na peça a comprar. E não é que ele seja esquisito, niquento ou picuinhas nas escolhas. O problema mesmo é que ele não quer escolher nada, diz não gostar de nada e teima em não experimentar as diferentes peças e modelos que lhe pomos à frente. Antes da compra de um qualquer destes itens, entramos em 4 ou 5 lojas diferentes e ele sempre com o mesmo ar de enfado, que me irrita profundamente. A maior parte das vezes acabamos por sair da loja, ele de mãos nos bolsos e eu amuada por não ter levado a minha avante; ele certamente satisfeito por não ter passado pelo momento traumático de ter que tirar a roupa e vestir 2 ou 3 peças; eu mal-disposta porque sei que vou ter que insistir novamente no mesmo assunto, ele caladinho que nem um rato não vá a mãe disparatar com ele porque ele não quis roupa.

Mas os rapazes são todos assim nesta idade? Não são, pois não? Bem me parecia!