quarta-feira, 30 de março de 2011

Nomes

Faço questão de ter os nomes dos meus alunos decorados 4 ou 5 semanas após o início das aulas em Setembro. Há casos de alunos cujos nomes entram logo à primeira, porque dizem a piadinha da praxe logo na primeira aula, porque se destacam com alguma intervenção engraçada, porque algum aspecto da sua fisionomia é peculiar, porque alguém é primo do filho da tia, etc. Isto acontece com uma minoria, claro, porque decorar entre 80 e 100 nomes diferentes todos os anos lectivos leva o seu tempo. Considero-me boa (não excelente nem rápida) a decorar os nomes destas pessoas que irão passar cerca de 9 meses em convívio diário comigo.
No entanto, à medida que o tempo passa por mim, sinto cada vez mais dificuldades em recordar nomes de pessoas com quem convivi e  trabalhei "há atrasado", a ponto de me sentir embaraçada quando nos cruzamos na rua e quero chamar a pessoa pelo nome e não me recordo atempadamente. Fico possessa e corada, muito corada. Aconteceu isto da última vez que fui à missa, há cerca de semana e meia, e cruzei-me com a Teresa. E lembrar-me do nome daquela rapariga com quem tinha trabalhado há 2 anos, durante 3 anos, com quem ri, chorei, barafustei, discordei e de quem fiquei amiga? Pois. Valeu-me a amiga da Teresa, que ao seu lado, sem o saber me ajudou a não fazer figura de ursa. Mas que é chato, é.
PDI!
.