segunda-feira, 4 de julho de 2016

Do futuro próximo

Parece que há alguém que quer correr e caminhar, ao som de música e animação, enquanto lhe projectam tinta ao longo do percurso. Eu já disse que a indumentária irá directa para o lixo.
A ver quem ganha...

Os ratos abandonam o barco

De 1998, Julian Barnes, Inglaterra, Inglaterra:

"...a Grã-Bretanha tinha outrora dominado grandes extensões da superfície do mundo, pintando-as de cor-de-rosa de pólo a pólo. À medida que os tempos foram passando, estas possessões imperiais separaram-se e estabeleceram-se como nações soberanas. E com toda a razão. Com que é que isso nos deixava agora? Com algo denominado Reino Unido, o qual, para ser honesto e encarando a realidade, não se mostrou à altura do seu adjectivo. Os seus membros estavam unidos do mesmo modo que os inquilinos que pagam renda aos mesmos proprietários estavam unidos. E toda a gente sabia que os contratos de aluguer podiam ser transformados em propriedade livre. (...) E a Inglaterra viria algum dia a perder a sua forte e singular individualidade estabelecida ao longo de tantos séculos se, apenas a título de exemplo, o País de Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte decidissem pirar-se? Não na opinião de Jerry."