sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Sumário: Leitura e análise de um poema e respectiva ilustração sobre o Inverno


(Aviso já que andava mortinha por mostrar isto e finalmente o dia chegou! Dêem-me o devido desconto)




Title: Winter Poem
Author: Unknown

Illustration: Unknown artist

SHIT! IT'S COLD!
Análise literária: O autor começa o seu poema por expressar os seus sentimentos de desabafo quanto ao estado meteorológico do dia em questão. Sabemos, pelo título, que é um dia de Inverno, e como tal, ele verbaliza os seus tremeliques corporais com um vocábulo polivalente e bastante emotivo. O texto é bastante subjectivo e dá azo a interpretações várias. E podemos mesmo especular acerca do sítio onde esta afirmação brilhante foi proferida: terá sido fora duma cabana num bosque longínquo? terá sido num país nórdico onde a neve cai constantemente? terá sido dentro duma banheira com água gelada?
Como diria o meu amigo Daniel, e passo a citar:" é um poema mais visceral que intelectual. Baseia-se no confronto de sensações, não na explanação do que quer que seja." E continua da seguinte maneira: "ao mesmo tempo que toda a impossibilidade de uma merda fria nos remete para um surrealismo alegórico já explicado por Wittgenstein, temos também a interjeição para o explanar de uma sensação que nos prende a atenção e nos soqueia o estômago." De génio, não concordam?

Relativamente à ilustração, as cores revelam profusamente a imagem sinestética transmitida conjuntamente pela brancura da neve e o sombreado castanho de matéria oriunda, provavelmente, de tripas de animais selvagens, talvez um veado ou até mesmo uma raposa.

...

Ora, como este belo texto dá pano para mangas, fico à espera das vossas sugestões analíticas. E despachem-se que a partir de logo à noite posso não voltar tão cedo!


Pré-aviso de ausência prolongada

A confirmarem-se as suspeitas/esperanças/desconfianças da autora deste cantinho cibernético, é possível que a partir de hoje (já é sexta, eu é que não me deito com as galinhas) à noite não tenham nada de novo para ler durante o vosso horário laboral. Por isso, bons fins-de-semana e até ao meu regresso sine die (mas já na condição de super-bilionária - roam-se de inveja).