quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

É hoje!


Ora bem, eu sei que isto não interessa nada a ninguém e como diz um dos "parbus" "não se aproveita para nada... nem para limpar o cu porque isto num é um jornal...", mas apetece-me ...e pronto!
Há 25 anos atrás, mais coisa menos coisa, eu já tinha uma agenda muito preenchida: era ver-me, sempre que possível e a grelha de Rtp1 o permitisse, sentada à frente da televisão dos meus pais - ainda a preto e branco - a admirar desenhos animados: ele era Tom Sawyer, os da Warner Brothers, o Sr. Vasco Granja, O Topo Gigio, os Marretas, Heidi e companhia, enfim...uma longa lista (para a época) de programas bastante úteis a quem tenho muito a agradecer visto terem formado parte do meu carácter, de quem eu sou hoje (vá, chamem-me infantil...quero lá saber!)
Um dia destes, estava eu a fazer a visitinha diária ao quiosque aqui das redondezas e deparo-me com o 1º Dvd duma colecção da Planeta D'Agostini: nem mais nem menos que o rebelde, irreverente, impulsivo e semi-selvagem, mas com um enorme coração e grande sentido de lealdade para com os amigos, Tom Sawyer. Penso imediatamente, " o Meia Leca cá de casa era capaz de gostar, 'bora lá comprar o primeiro só para ver a reacção". "Ganda desculpa, n'é? Pois, o que eu queria sei eu bem: agora é ver-me quase diariamente a rever todos aqueles episódios que deliciaram a minha meninice, que me fizeram desejar ter um namorado como o Tom, que me "obrigavam" a pedinchar à minha mãe "quero andar descalça, se ele pode, porque é que eu não posso???".
Quais de nós não se regozijaram a acompanhar as aventuras e desventuras do Tom e do seu grande amigo Huck : as saídas a altas horas da noite para explorar um barco atracado na margem do Mississipi; os encontros de fugida, inesperados, com o Indio Joe; a procura do tesouro dos piratas; a vingança (partida) do ultimo dia de aulas pregada ao Sr. Dobbins ...coitado, ficou sem cabelo nenhum...; quem de nós não desejou estar na pele dum daqueles miúdos endiabrados a fazer asneiras até vir o homem da fava rica, a gozar a vida à grande e à francesa?
Pois hoje é ver o meu herdeiro a fazer-se homem com este exemplo da minha meninice; não falha: chega da escola e alapa-se no sofázinho da sala, com as suas bolachinhas, ao lado da mamã (presença que ele não dispensa e eu, que remédio, lá faço o sacrifício...heheheh) e fica vidrado a acompanhar o dia-a-dia destas personagens. Depois, claro, eu queixo-me das asneiras que vai fazendo cá por casa.
Agora digam: quem é mamã amiga, quem é?
Obrigada, Sr.Mark Twain.