segunda-feira, 7 de maio de 2007

Fomos à bola

...algo que nunca tínhamos feito juntos, os três, isto é. Já fui à bola com o mais-que-tudo algumas vezes, inclusivé já vi um Braga-Benfica ao vivo, do qual guardo recordações como um resultado final de 2-1 para os da casa e de ter ficado com o cu gelado por ter passado 2 horas sentada nas bancadas de pedra, de noite e em pleno Inverno. Lembro-me também de na altura me questionar para que raio é que as outras pessoas traziam uma espécie de almofada. Agora já sei...mas isto já lá vão uns anitos, ainda nem sequer se falava do Euro 2004 e da Pedreira que entretanto construiram ali na zona de Real, ainda nem era casada e ficava na vadiagem até às tantas. Bons tempos! Adiante...

Bem , como disse, ontem fomos à bola. Fomos ver o derby local lá da terrinha, cuja equipa foi promovida de Divisão há 2 semanas atrás. Portanto, este jogo foi somente para cumprir calendário.

O que me apraz partilhar convosco?
Ver um jogo ao vivo não tem nada a ver com os da TV. Fiquei fula que nem uma barata por não ter estado atenta ao primeiro golo da minha equipa. E claro, repetição...nem pensar...duhh. Depois, desconsolou-me ver o nosso treinador - que por acaso é bom cumó milho - fora do banco, visto estar castigado por ter chamado um nome ao árbitro há cerca de um mês atrás. Digam lá, acham "palhaço" um termo assim tão ofensivo? Eu cá não acho que é motivo para tanto, mas ele - "o palhaço" - é que sabe. O campo era de terra batida, então era poeira por todo o lado, a juntar ao calorzinho agradável de ontem...que sucedeu? fiquei pegajosa e asquerosa em tudo quanto era lado. Um excelente motivo para tomar uma banhoca revigorante de seguida.

Falemos de linguagem. Um jogo destes é um excelente incentivo à prática do nosso linguajar, tão rico em vernáculo futebolístico. Ouvem-se pérolas de muitas bocas, como ****-** e ******* e ainda *** ***** da ****. Ora, o nosso catraio estava mesmo ali ao nosso lado. Por acaso, mas só por acaso, é que não repetiu uma destas. Porque se repetisse, acho que me vinha logo embora, de trombas e chateada com ele que afinal não tinha culpa nenhuma. Lá ficaria com a tarde estragada e sem ter apreciado devidamente os 22 pares de pernas que teimavam em bailaricar ali mesmo à minha frente. Quem ficou a ganhar foi ele, o miúdo, que pediu um cachecol da equipa e sem qualquer hesitação lá demos uma nota de 10 euritos por um trapo de enrolar ao pescoço. Enfim...coisas de pais.

Estes jogos da terrinha são um bom motivo para re-vermos pessoas que já não víamos há anos: vizinhos, amigos dos pais, antigos namoricos, paixonetas platónicas do passado...estavam lá todos. Umas mais velhas, outras mais barrigudas, eles bem mais pançudos...um verdadeiro retorno às origens e também uma fogueira das vaidades rural. Inclusivé dei duas de treta com um rapazito com quem andei engalfinhada quando tinha 15 ou 16 anos. Que cega que eu era na altura, irra! E que mau gosto!!

Bem, foi uma tarde diferente, de facto, passada a socializar. Resultado final: 2-1 para os da casa e um jantar, ao qual já não assisti, que sei que consistiu em leitão assado e respectivo acompanhamento. E para aqueles que ainda não sabiam, as minhas origens são na Bairrada, mas não ligo nenhuma ao porco. Babo-me sim por um Arroz à Malandro do Restaurante Pompeu. Uma vez por mês lá estamos nós a marcar o ponto.

E pronto, foi isto...logo ainda tenho que agradecer a uma pessoa; pode ser que ainda disparate mais por aqui.

beijinhos, beijocas.