quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não sei que nome dar a isto

Estou a seguir-me a mim mesma - passo a redundância. (ver "followers" ali do lado direito, eu sou a do meio)
  • narcisismo?
  • perda de tempo?
  • experimentalismo?
  • mania da perseguição?
  • ócio e tédio?
  • um pouco de todas?

Melhores dias dos mortos virão

O título, acompanhado por um daqueles sorrisos virtuais, pertence ao comentador do texto abaixo deste. E deixou-me a pensar. E fez-me concluir que discordo completamente deste comentário pseudo-reconfortante (assumindo que o seu autor estava a ser honesto e não apenas a dar um ar de sua graça). E discordo porque, como escrevi anteriormente, não gosto da carga religiosa associada à data nem aos rituais a que muitos portugueses se prestam. Tenho para mim que uma visita aos mortos, que por motivos óbvios não nos vêem nem ouvem, deve ser feita quando sentimos ...qualquer coisa que não sei esmiuçar e verbalizar. Eu sei que vou lá quando me apetece, por vezes até levo flores, pasmo a olhar para a fotografia e penso que aquela morte aconteceu demasiado cedo. A maior parte de nós deve pensar assim, digo eu. E estes pensamentos deprimem-me. E quando me sinto deprimida, choro. E eu odeio chorar em público quando as razões são...deprimentes. É também por isto que nunca, por muito que o sol brilhe e me aqueça, o dia 1 deste mês nunca será melhor que qualquer outro.