sábado, 3 de setembro de 2011

É realmente vergonhoso

Subtítulo: A minha primeira experiência gastronómica em Guimarães e outras surpresas

Pois é, mesmo sabendo que tenho que ir à cidade-berço diariamente nos próximos 11 meses, não resisti a ir lá hoje, com três objectivos primordiais: descobrir o caminho mais directo para o "estaleiro", descobrir onde se pode estacionar gratuitamente quando todos os lugares parecem já estar ocupados e almoçar pela primeira vez num dos restaurantes do burgo, que, admiravelmente, não foi sugerido por ninguém, mas que me agradou bastante.

"Mas afinal o que é que é vergonhoso?" - perguntam vocês, após esta introdução. Vergonhoso é eu viver em Braga há 13 anos e nunca ter enchido o bucho em Guimarães (à excepção duma visita remota ao antro de consumismo local, que não conta para o caso) num local aprazível, como fizémos hoje.

Não é que fosse um local requintado, cheio de nove horas. Não! Bem pelo contrário. Quando lá entrei, pensei: "bem, isto é só gajos das obras, que tasca, acho que vamos arrepender-nos".

Não nos arrependemos. O Mumadona serviu-nos uma posta de vitela à lagareiro muito deliciosa e tenrinha, com um molho simples, que nos satisfez bastante. Não achámos caro, pois pagar 35 euros por 3 pratos, bebidas, sobremesas e cafés não rebenta com a carteira de ninguém.

Contudo, a maior surpresa foi o passeio a pé pós-almoço pelo Centro Histórico que me fez comentar com o mais-que-tudo: "temos que regressar mais vezes ao fim-de-semana.". É que efectivamente Guimarães é das cidades mais bonitas de Portugal, com as suas ruelas estreitas, limpas, empedradas, com as casas antigas, bem cuidadas, com bom aspecto, com lojas de artesanato local com nomes como "Meia Tijela", entre muitos bares, cafés e restaurantes a descobrir com tempo e disposição.

Desconfio que durante o próximo ano vou recordar muito do que aprendi na escola primária. Sabem quem foi Martins Sarmento? Pois eu agora também já sei.