segunda-feira, 10 de julho de 2006

Unto ou a banha de porcos

Digo isto sem qualquer fundamento, mas foi um pensamento que me ocorreu quando soube da novidade: alguém untou muito bem alguém na FIFA para que Zidane fosse considerado o melhor jogador deste mundial.
Desde quando é que cabecear um jogador da equipa rival e ser bem expulso por tal acção são critérios para eleger alguém? Não deveria ser o melhor jogador um jogador exemplar?
Às tantas, elegeram o carequinha antes da final, foi o que foi. Ele deveria era ter vergonha na cara e renunciar ao prémio ou ao título ou lá o que é com que o galardoaram. Que palhaçada!

Razão ou emoção?

Pouco escrevi de futebol, de jogos, da selecção nestas últimas 5 semanas. Não que não estivesse atenta aos jogos da selecção, não que não regozijasse com as vitórias alcançadas, não que não chamasse "filho da puta" ao árbitro que apitou o Portugal - Holanda, não que não chamasse "cabrão mal educado" ao treinador francês, não que não me desalentasse com as últimas duas derrotas.
Mas ontem a minha razão e a minha emoção lutaram e bem. Para quem já afirmou algumas vezes que pouca televisão vê, ontem fui um dia excepcional. À hora de almoço lá estava eu, à mesa a degustar o bacalhau com batatas a murro acompanhado de um bom vinho, e a ver, pasmadinha a chegada da selecção a Lisboa - como se nunca tivesse visto um avião a aterrar. Admito que se vivesse em Lisboa ou arredores teria persuadido o mais-que-tudo a irmos, não ao aeroporto, mas sim ao Jamor. Clamar pela selecção, gritar o nome do Ricardo, agitar as bandeirinhas, pintar a cara do puto, bradar "Scolari, fica", enfim...teria feito uma série de coisas que sempre considerei um exagero. Mas ontem emocionei-me bastante e achei-me incoerente e com alguma inveja dos que estiveram presentes no estádio nacional.
Animal racional? Quando menos se espera, as emoções traem-nos!