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No outro dia foi ela, hoje sou eu

Isto de se ser de lágrima fácil, de ter a lágrima no rés-do-chão, de chorar por tudo e por nada, por dá cá aquela palha, não é fácil. Antes das 8:20 já estava a ter um tête-à-tête com colega de profissão e as lágrimas a estragarem-me a maquilhagem. (Mentira, não estragaram absolutamente nada!). Acabámos abraçadas e a rir. Palermas! Mas tinha que sair, pois já estava emperrada aqui na garganta há uns tempos. Passadas 2 horas, bastou alguém mencionar o tema "a minha mãe"...e pronto, lá estava eu novamente a molhar a mesa e a dar lucro à empresa dos lenços de papel. Isto das hormonas tem muito que se lhe diga, tem...

É um facto

Estamos a chegar àquela época do ano em que eles estão ainda mais tolos do que habitualmente são. E o calor não ajuda, nem a eles nem a nós.

Soltas e curtas

Tiro ao alvo Guarda Pretoriana: imponente e assustadora Avé César Quadrigas Odaliscas Bifanas, pão com chouriço e vinho rosé Doces caseiros Canecas de barro Trajes luxuosos Fumo e cheiro de grelhados Aros floridos Fisgas, espadas e escudos Porta-estandarte Multidão impaciente Cerejas de Resende Especiarias ao natural Muitas caras do passado e do presente Horas em pé Refeições partilhadas com estranhos Ambiente festivo Sotaque minhoto acentuado Noites de verão Cozinha da Sé Muitos hermanos ...

A Igreja do porco

Em plena Braga Romana 2015 , um diálogo ouvido em frente a um dos ícones religiosos da cidade deixou transparecer o nome novo que desconhecidos visitantes na cidade deram àquela igreja. Somente porque, entre milhares de momentos animados durante os 4 dias que hoje terminam, precisamente em frente à entrada principal daquele local, assava-se porco no espeto, temperado com ramagem de folhas de eucalipto, e as duas pessoas não sabiam o nome da Sé de Braga.  A repetir, mais uma vez...

Television

"Chewing gum for the eyes" - Frank Lloyd Wright So damn right the architect was...

Sinais dos tempos

Hoje permiti que vários alunos usassem os seus telemóveis na sala de aula. Com dois objectivos fundamentais bem definidos. Eles não abusaram, não houve histerismos nem "Dá-me o telemóvel, já!". Enquanto pesquisavam e escreviam sobre "espécies em vias de extinção", "mudanças climatéricas", "desflorestação", etc, descobri que esta malta de 14-16 anos ouve Scorpions, Chris Norman, Abba, Bonnie Tyler, Pearl Jam e outras "velharias" dos 80s e dos 90s. Até A-Ha conhecem! Supreenderam-me.

Fiquei com a pulga atrás da orelha, fiquei...

Estava eu a folhear aquela secção central duma revista, que aparece agrafada e é de tamanho mais diminuto e que foca locais de lazer e de natureza cultural, quando dou de caras com uma referência a um sítio qualquer de restauração, já não me lembro onde, que publicitava algo que eu julgava impossível de existir: FRANCESINHA VEGETARIANA. Ou eu continuo a não perceber nada de francesinhas, o que até é natural em mim, pois não as aprecio devidamente nem corro atrás delas; ou este conceito é em si mesmo um paradoxo. Alguém me explique, se faz favor, como é que um prato que leva bife e linguiça se pode chamar de vegetariano.

Então, Pseudo e Chata, porque já não partilham os números do Euromilhões?

Quanto à Chata, não sei nada das razões dela. Mas as minhas são as seguintes e somente uma delas é a certa. Por isso escolham: -porque numa destas semanas calhou-nos o Euromilhões, fizémos as partilhas e deixámos de jogar; achámos, consensualmente, que já chegava de apostas; -porque dá muito trabalho pensar semanalmente em rimas novas e frases espirituosas a acompanhar os ditos cujos; e a coisa nem sempre saía como queríamos, pronto... -porque os sócios nem sempre se chegam à frente atempadamente com os números; um deles, contudo, nunca se esquece de nos lembrar deles; -porque já não me apetece partilhar a sabedoria numérica de 4 pessoas que nunca se viram nem mais gordas nem mais magras; mas falam dia sim, dia sim uns com os outros (uns mais, outros menos, vá...) -porque eu sinto que os outros três sócios se sentem em baixo com tanto dinheiro no bolso; tem razão quem diz que o dinheiro não traz felicidade. Acho que andamos todos a pensar em coisas mais sérias e menos munda...

Retomo o post de 18 de Maio de 2014

BENFICA!!!

Nem sempre me lembro na altura exacta e nem sempre com quem deveria

Ontem apeteceu-me dar um murro bem assente num senhor que estava à porta dum hospital. Tivesse eu resposta na ponta de língua e ter-lhe-ia perguntado se não queria ser ele, na sua cadeirinha de rodas, a tirar a minha viatura do parque de estacionamento naquele preciso momento em que estava uma ambulância estacionada dois metros atrás, a diminuir o ângulo de manobra...

Há colares e há coleiras e há "collars"

Coleiras nunca usei; colares já usei bastantes e neste preciso momento escrevo com um bem largo e nada estético ao pescoço. Só consigo imaginar o que será andar de gatas com um "collar". Nah, depois deste não quero mais nenhum. É que não há lencinho nem echárpe nem "scarf" que o disfarcem. Excelente fim-de-semana para ficar em casa e não torrar ao sol!

Coisas da vida

Chegaste repentinamente à minha vidinha pacata e sem grandes sobressaltos, depois de um período de breve descanso. Não te fizeste rogado, não. Mal eu acordei, lá estavas tu a fazer-me sinal, a dizeres que existias e que não irias deixar-me em paz e sossego tão cedo. Ainda tentei ignorar-te pensando que no dia seguinte já te terias evaporado. Mas qual quê? Persistente e teimoso que nem uma mula, nem durante a noite descansaste. E também não me deste descanso. E no dia seguinte ainda me obrigaste a não me deixares ignorar-te. Lá estavas tu, pica miolos, a moer-me a paciência, a sujeitar-me à tua presença constante e dolorosa. Perguntavam-me o que tinha eu, porque andava diferente. E eu olhava para eles e para elas de frente, enfrentando-te da maneira mais confortável para mim. Estás a ser um grande incómodo, sabes? Mas não és intransponível. Já sei como te enfrentar e derrotar e ultrapassar. E daqui a uns dias já não me lembrarei da tua existência, pois há momentos que não merecem ser ...

Adivinha

Fadas, duendes, anões, seres invisíveis, os Irmãos Grimm, ciclopes, pedras falantes, abismos escuros e sem fundo e quadros vingativos... Quanto apostam que ninguém vai acertar no título do livro que me fez deitar às tantas da manhã, uma destas noites?

Doce inconfidência

Acreditariam se vos contasse que um conhecido nosso, aqui dos tascos virtuais, nunca provou Nutella? Mas eu não digo nomes! Como é possível?  Digam-lhe o que ele anda a perder, sim? Apresentem argumentos de peso a favor daquele creme de chocolate e avelãs delicioso que escorre languidamente pela garganta abaixo enquanto a ponta da língua procura avidamente pelo último milímetro da substância naquela colher que é só vossa! Digam, façam-no ver a luz!

Eu tenho mesmo que escrever isto

...a quente, porque me apetece e sem pensar muito, depois de ler o seu penúltimo post . E sem que haja direito a comentários, pois o blog é meu, logo, eu quero, eu posso e mando. E não quero arrepender-me de nada que possa ser escrito. Adiante e directa ao assunto, que já tarda... A Palmier Encoberto é a minha blogger de topo, mas bem lá no topo, longe de um segundo lugar, que não sei a quem atribuiria pois eles e elas já são tantos e tão bons. Eu não sei que palavras usar para descrever o que ela escreve: criativa, brilhante, inteligente, divertida, agradável, com sentido de humor absolutamente anormal, com poder de encaixe extraordinário, genial...a sério, eu fico sem saber o que dizer dos seus textos cada vez que a leio, que é diariamente, e ela me surpreende quando eu pensava que já não o poderia fazer novamente. Ele é os headers , ele é as fotos do animal, ele é a indumentária, ele é os jogos e brincadeiras blogueiras em que entra... olhem, não sei. Nunca a vi nem mais...

Ah, a Primavera

#somostodospingononarizeespirrosvários

Final aberto

Inesperadamente, fomos ao cinema na sexta à noite. Não estando cheia a 100%, a sala estava muito bem compostinha. Tão bem compostinha que tivemos o azar de ficar numa fila lá bem no topo e de à nossa frente vermos quase ao pormenor as cabeças e os cabelitos de dois cinéfilos altos que, sem quererem e sem saberem, nos impediram de vermos confortavelmente o que lá fomos ver. Felizmente, as laterais estavam ainda livres e poucos minutos depois do filme começar, mudámos de lugar e nunca apareceu ninguém a reclamar os lugares. Quase 150 minutos de filme de acção, com heróis e heroínas e com um fim previsivelmente americano, que, apesar das baixas, reflecte o Bem a vencer o Mal, tão típico na banda desenhada da Marvel. Para quem leu alguns livros, foi interessante ver algumas das semelhanças entre as personagens livrescas e as deste filme.   É assustador, contudo, saber que o Tony Stark anda aí à solta e com projectos mirabolantes e megalómanos...

E ela a dar-lhe...hahahah!!

Vou dar o exemplo de 2 palavras que demonstram a incoerência e absurdo do (Des)Acordo Ortográfico de 1990: Grafia pré-AO1990: Microondas e Pára-quedas Grafia pós-AO1990: Micro-ondas e Paraquedas (Acho que tenho que alterar algo no título do post anterior...)

Como fazer arroz no micro-ondas - para 3 pessoas

Num recipiente que possa ir ao micro-ondas, de preferência vidro ou pyrex, colocar: -uma chávena almoçadeira cheia de arroz -o dobro da água na mesma chávena -um fio de azeite (colher de chá chega) -uma cebola inteira (descascada, claro) -1 ou 2 dentes de alhos (o mesmo parêntesis) -sal q.b. -salsa e/ou louro (se quiserem) Abrir o micro-ondas, colocar o recipiente com os ingredientes lá dentro, fechar o micro-ondas, ligá-lo durante 22 minutos e esperar que faça "pim-pim-pim-pim". De nada.

Da vizinhança ou mais uma verdade "à la Palisse"

6 portas medeiam a deste prédio e a porta da vizinha, minha colega de trabalho na mesma escola. Sem qualquer premeditação, estacionámos os carros perto da porta dela, saímos deles com a tralha que nos acompanha diariamente e por ali ficámos mais de hora e meia à conversa. Vimos o céu mesclado de azul e cinzento a passar de algo nublado para bastante carregado de nuvens, resultando num dilúvio que só não nos atingiu porque a entrada do prédio dela estava ali mesmo à mão.  Resultado: hoje mandei vir o jantar. E soube-nos bem, o jantar e a conversa. É que a bem dizer, conversar com uma colega de trabalho fora do ambiente profissional é bastante diferente. Amanhã saberei se o jantar dela foi tão saboroso quanto o nosso.