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Quatro gerações à mesa do jogo

A minha avó materna, o meu pai, eu e o meu filho. Em redor duma mesa quadrada. A jogar à sueca durante cerca de uma hora. Adivinhem quem levou uma abada valente! E daqui a duas semanas há mais, com promessa de tremoços e 'mendoíns!

Ou como eu sou sempre do contra

Está aí meio mundo a esgatanhar-se e a falar do filme das 50 sombras, os bilhetes começaram a ser vendidos em dezembro e há salas esgotadas. Eu não li os livros, nem fiz questão mas consta que é esfatachanço à louca com bondage jeitoso à mistura. E assim, para quem aprecia, soa maijomenos bem. Mas depois vejo o trailer. E dá-me gómitos e nem li o livro. Mas é um romance "onde é que andaste toda a minha vida, meu amor, meu amor, coisa mai linda, agora vamos ser felizes para todósempre?" ou é um livro com muita pinada e depois apaixonam-se no fim? Irei ver e quiçá ler os livros só para poder falar ainda pior. Como no Dudu e na Bella.

Eu também era assim

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A minha mãe chamava-lhe "espírito de contradição".  O MQT acha, actualmente, que "what goes around, comes around". Mudem o género dos bonecos e é o que se passa diariamente aqui entre mãe e filho. Não é fácil.

Mudemos o registo e o tema e as autoras. Reclamem com quem deixou poesia na caixa do correio...

Geme… E será isso importante Se se limita, numa cadência constante A arrastar os seus dedos No corpo dela, relaxado Num ritmo amorfo, sem alma, cansado Onde se reflectem todos os seus medos? Geme… Mas porque será que os seus gemidos O levam, egoísta a insistir no erro, Lhe toldam todos os sentidos E destapam apenas o seu próprio desespero? (Autor Anónimo conhecido)

Pergunto-me sempre

Se o povo que deseja os bons dias e/ou as boas noites no Facebook, blogue, Instagram, Twitter e tudo o mais que haja  de redes sociais, espera que haja resposta. E é que há sempre!

Aviso com um mês de antecedência

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Esta já não ouvia há anos!

Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético! Escaganifobético!        (devia ter p'rái 14 ou 15 anos aquando da última vez...)

Revelação

Para quem nunca tinha lido Bukowski, fazer a sua iniciação com a obra "Mulheres" é efectivamente um belo passo. Sim senhora, Pseudo Maria!

O nosso soneto da fortuna

16 - 24 - 30 - 43 - 46 2 - 3  Erros nossos, má fortuna, dinheiro ardente Em nossa maldição se agregaram Os números e a sorte passaram ao  lado Que para nós bastavam milhões, somente. Tudo passámos; mas temos tão presente A grande desilusão dos números que passaram Que os semanais sorteios nos mostraram A não querer já nunca ser contente. Errámos todas as bolas do concurso Demos causa a que a maldição castigasse As nossas mal fundadas esperanças. De euros não vimos senão alguns cêntimos Oh! Quem tanto quisesse que não fartasse Este nosso desejo de Fortuna! (Faz sentido ou estará Camões a dar voltas no túmulo?)

Aquilo da coisa

A coisa coisou-me que a coisa da outra coisa lhe tinha coisado que a coisa afinal já não coisava mais com o coiso. E coisei eu a seguir: "Mas afinal que anda esta coisa a coisar, hoje em dia"?  A sério...nunca vi palavra mais sem sentido ser usada tantas vezes, todos os dias, por tantos coisos !

E sai a história seguinte:

O meu pai é um comilão. Sempre o foi. E a filha não lhe fica atrás. A barriga de ambos é que é radicalmente diferente. Além de que sou ligeiramente mais alta (uma questão de milímetros, vá...)  do que ele, logo a minha, por muito bojuda que ande às vezes nunca alcançará o volume da dele.  Isto tudo para dizer que ele é um comilão sazonal, isto é, ele aprecia os pratos portugueses sazonais. E está a aproximar-se Fevereiro e Março, o mês dos ciclóstomos ! Ainda a minha mãe era viva, lá iam os dois a caminho de Sever do Vouga (distrito de Aveiro, lembram-se?), a um determinado restaurante, com o único intento de apreciar um bom ciclóstomo . Ciclóstomo esse que é habitualmente servido com arroz. Em muitos sítios da região. Nos meses mencionados. Com direito a festival gastronómico e tudo. Também se encontram ciclóstomos no Alto Minho. Eu também me considero comilona sazonal, e já comi ciclóstomo , uma vez, apenas para poder afirmar que aquilo é detestável, não só de olhar,...

O prato do dia (4 x / semana)

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( Daqui )  Estou viciadérrima! Não podem publicar as próximas tiras já amanhã?

Sai a terceira história de família! (Anónimo, não venha ler esta overdose, tá bem? Considere-se avisado, tal como prometido)

Sendo filha única num tempo em que era deixada sozinha em casa, após a escola, com as devidas recomendações, sem que os meus pais chegassem antes das 18 horas (ela) e 19:30 (ele), tinha a casa antiga toda para mim. O que me permitia bisbilhotar à vontade o quarto deles. Não é que fosse um quarto rico ou luxuosamente mobilado, mas  o meu mundo alterou-se radicalmente quando descobri  - tenho ideia que teria 11 ou 12 anos - que os meus pais guardavam uma revista da Playboy debaixo do colchão e que numa gaveta da cómoda existia uma caixinha com umas borrachas cuja utilidade desconhecia naquele momento, mas que achei interessante encher de água a ver no que resultava. Nunca mais olhei para eles da mesma forma.

A Hora do Sexo, na Antena 3.

De vez em quando calha estar a conduzir quando é transmitida esta rubrica, cujos protagonistas são a locutora de rádio, um certo psiquiatra e os inúmeros anónimos que contactam o programa via vários modos, com as suas dúvidas e situações pessoais sobre sexo, relacionamentos, fantasias, desejos e mais não sei quê. E se incialmente, quando a rubrica era para mim novidade, eu ainda gostava de ouvir as teorias dele sobre sexo, hoje admito que o acho presunçoso, vaidoso, judgemental e com a mania de que só ele é que sabe da poda. Também confesso que eu nunca colocaria as minhas dúvidas de natureza sexual e relacional, que as tenho, no ar, num programa de rádio numa rádio nacional. Talvez este seja o meu problema, sei lá...

Vamos a mais outra história de famíla

Como disse antes, éramos uma família humilde. A minha mãe mantinha, por trás da casa antiga que hoje está inabitável e a cair aos pedaços, um galinheiro cujo telhado ficava ao nível da porta das traseiras, por onde se entrava para a cozinha (este detalhe é importante para conseguirem imaginar o que vem a seguir). Alimentava as galinhas diariamente, pois eram uma das nossas fontes de comida. E matava-as e depenava-as, com as próprias mãozinhas. Eu nunca fui capaz disso. Quando calhava o meu pai chegar tarde e a más horas, depois de um dia de trabalho dele e dela, depois de alguma comezaina relaxante de final de dia para ele e sem que ele tivesse avisado que tal iria acontecer, o que fazia ela, sob um estado de irritação tal? Pois, não estão a ver, pois não? Ela pegava no prato do jantar dele, que tinha estado na mesa durante algum tempo até concluirmos que efectivamente ele já não vinha jantar a casa, e atirava-o, irada, para o telhado do galinheiro. Prato, comida e o que mais houvess...

O rapa-tachos

Sou oriunda duma família simples e pobre, a quem nunca faltou comida na mesa. Não havia camarão nem perú muitas vezes, mas as couves e o bacalhau nunca faltaram. Os meus pais fizeram a 4ª classe e daí não passaram. Ambos trabalharam imenso durante a vida toda para proporcionarem à sua única filha uma situação de vida confortável, de que eles próprios nunca beneficiaram. Adiante... Apesar das condições familiares económicas, quer fizesse sol, quer fizesse chuva, de verão e de inverno, a minha mãe fazia sempre um bolo ou uma sobremesa aos fins-de-semana. E eu gostava de ajudar a confeccionar a coisa. E era um momento de família divertido, alegre, mesmo que eu deixasse cair um ovo ao chão ou não batesse bem as claras e, como tal, nunca ficavam em castelo...e daí ter que a ouvir a berrar comigo. O molotoff é a sobremesa dela que eu mais gostava. Até hoje ainda não comi nenhum que superasse o da minha mãe. Não sei qual era o segredo, mas tudo o que ela fazia na cozinha, resultava bem. E...

As bolas da semana

13 - 17 - 29 - 33 - 48 5 - 7 Quando ganharmos o Euromilhões, partilho um daqueles segredos...

A blogosfera também é um palco

Somos todos artistas: de cabaré, de revista, de tragédias e de comédias, de dramas e de bonecos, musicais e de rua, de sombras e de farsas. E somos todos espectadores uns dos outros. Aplaudimos de pé, apupamos e lançamos perdigotos de saliva, atiramos cascas de banana e estendemos ramos de flores junto da passadeira vermelha. E voltamos, quase sempre...porque gostamos de encenações e da crítica, de o ser e de ser alvo delas. É por estas brincadeiras que eu acho que este mundo piquininho da internet não está para acabar, pois todos os dias abrem palcos novos, com holofotes mais ou menos garridos.

I love you but I don't like you all the time

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Ver e ouvir o quão adoráveis e sinceras são as crianças.

Vamos tentar de outra forma

Imaginem que andam a passear pela blogolândia à procura de novos blogues para ler.  Há quem os vá excluindo pela letra ( Comic Sans, oh Lord ) , pelo assunto (querido diário, hoje comi três bolachas e um kiwi) , pelos erros ortográficos (fui áquele restaurante novo) , pela crítica destrutiva (...) , pela publicidade (post escrito em parceria com) , pela futilidade ( by Chanel, Zara, Louboutin e afins) , pelos dramas sentimentais (por que já não gostas de mim?) e ainda PELO FUNDO. Estou certa ou estou errada?